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Preparação para o vestibular deve começar agora

      

Luciano Testa

- Escolha o curso que realmente quer e a instituição em que deseja prestar;

- Seja organizado, planeje seus dias e horários de maneira a saber o que fará nos próximos dias;

- Não deixar para estudar todas as matérias de uma só vez;

- Todo o conteúdo visto em sala de aula, seja no Ensino Médio ou no cursinho, tem de ser estudado no mesmo dia para melhorar o entendimento;

- Leia todos os livros indicados pela instituição para a qual prestará o vestibular;

- Tente resolver provas de vestibulares anteriores;

- Fique atento às datas de inscrição, de meio e de fim de ano, e horário das provas para não perder o vestibular ou deixar seu cronograma de estudos desorganizado;

- Além dos livros indicados pelas instituições, leia também jornais e revista, e assista à televisão para obter conhecimentos de assuntos do cotidiano, o que ajuda no desenvolvimento da redação;

- Se organize para realização de uma revisão das matérias que tem maior dificuldade.

Nesta época do ano é normal o noticiário intenso sobre vestibular. Não por acaso, afinal, muitos dos processos seletivos mais concorridos estão na fase final da escolha dos privilegiados que garantiram sua vaga na universidade. Candidatos que em sua maioria desfrutarão a apoteose conquistada como resultado da preparação que fizeram. Mas como todo ciclo, se há os que estão no final do processo, vários deverão iniciá-lo. E quem vai começar, pode perfeitamente aproveitar as experiências dos que tiveram sucesso para também garantir o próprio êxito.

Clementino Neto, diretor do COC/Brasília, destaca que é importante, antes de mais nada, que o estudante saiba com segurança o que pretende. "? necessário que o aluno tenha foco, e saiba realmente o curso e o local onde quer prestar vestibular. Ele tem de conhecer as características de cada prova", destaca ele. Neto ainda ressalta a importância de se pesquisar o conteúdo que a instituição escolhida pede na prova. "Existem provas que cãm perguntas regionais e se o candidato vai prestar vestibular em outra cidade, não adianta ele estudar as provas da região que ele mora", alerta ele.

Embora a escolha do curso e da instituição pareça ser uma tarefa elementar para qualquer vestibulando, é um aspecto para o qual Alberto Francisco do Nascimento, coordenador de vestibular do curso Anglo, também chama a atenção. Nascimento procura destacar também algumas qualidades básicas para essa caminhada. "O aluno tem de ser organizado, ter espírito de luta e força de vontade, pois terá de abdicar algumas horas de lazer para poder estudar", resume o coordenador. Esses seriam os preceitos básicos para o sucesso no vestibular, mas que o coordenador afirma ainda serem negligenciados por muitos estudantes.

Uma vez que a escolha da instituição e curso tenham sido feitas, o candidato poderá passar a se dedicar à preparação para a prova propriamente dita. Neto dá algumas sugestões para que os alunos apliquem ao seu cotidiano na preparação para o vestibular. "O aluno tem de ter um planejamento. Ele deve definir metas. Fazer simulados que os cursinhos aplicam. Até mesmo sites que oferecem simulados são uma boa alternativa para o aluno testar seus conhecimentos", diz ele. O diretor do COC afirma ainda que o candidato precisa de motivação, alguém que lhe dê um suporte preparatório além de planejamento pedagógico, e ressalta que o apoio da família é fundamental num momento como esse.

Neto elabora uma visão própria daquilo que considera um candidato ideal. "Ele tem de ser disciplinado, saber a hora de começar a estudar e também a hora de dar um tempo, para não se desgastar. Além disso, ele tem de ser alguém que saiba sonhar, que saiba pensar no futuro, que busque alternativas para obter melhores oportunidades e que consiga se auto motivar", resume ele.

Outro ponto importante é que o aluno não deixe para estudar todas as matérias de última hora. Ou seja, para aqueles que querem prestar vestibular no final do ano, a tarefa deve começar agora. Segundo Nascimento, o ideal é se empenhar em estudar as matérias mais difíceis, sejam elas quais forem a critério de cada candidato, no início do ano. Aquelas em que o vestibulando tem mais facilidade, devem ficar para o final. Além disso, o estudante precisa ter uma agenda para programar os estudos do dia a dia, e anotar datas importantes, como dia de inscrição e horário das provas, para não perder o vestibular.

Raul Von Der Heyde, coordenador do Núcleo de Concursos da UFPR (Universidade Federal do Paraná), faz uma referência específica em relação a outra tarefa que muitos vestibulandos descuidam: a lista de livros de leitura obrigatória. Segundo ele o candidato deve ler todos os livros indicados pela instituição para a qual prestará vestibular, ao invés de optar por resumos comentados ou subterfúgios semelhantes. "Isso ajuda no processo de leitura da prova, já que ele tem de interpretar as questões para poder respondê-las, e também ajuda o estudante a escrever melhor", garante Von Der Heyde.

Nascimento defende a tese de que os estudantes têm melhor desempenho quando estudam sozinhos depois das aulas. "No meio de um grupo sempre surgem conversas paralelas, e isso faz com que o aluno perca o foco do estudo", afirma ele. O coordenador também expõe que se o aluno estuda numa escola que exige muito dele, deve fazer cursinho só depois que acabar o Ensino Médio. "Se a escola exige muito do aluno durante o ano, em questão de trabalhos e provas, o melhor é fazer um cursinho no próximo ano, de preferência na parte da manhã para que ele tenha a parte da tarde toda para estudar as matérias e assuntos que foram dados durante a aula", aconselha Nascimento, que não indica os cursinhos noturnos para quem quer ter tempo adequado para estudar depois das aulas. "? muito cansativo, e ele não poderá estudar os assuntos dados em aula assim que em casa", diz.

O coordenador da UFPR mostra outra visão de quem faz o Ensino Médio. "O aluno tem de ter um conhecimento consolidado, se ele estiver cursando o Ensino Médio numa escola de boa qualidade, consegue desenvolver bem a prova, já que no 1º e 2º anos são dados bastantes conteúdos para ajudar na hora de fazer o vestibular. No 3º ano, esse conteúdo normalmente é revisado", explica ele. Von Der Heyde acrescenta destacando a importância que o treino para a prova em sim pode ter no resultado final do vestibular. "(Nesse sentido), um bom caminho para se preparar é pegar as provas aplicadas nos vestibulares anteriores e tentar resolvê-las sem ajuda do gabarito, calcular o tempo gasto para a realização dela e separar as questões, deixando aquelas que considera mais difíceis para o final", recomenda ele.

Von Der Heyde afirma que, independentemente da época em que o estudante pretende prestar o vestibular, seja no meio do ano ou no final, usar provas antigas do mesmo processo seletivo continua a ser uma estratégia boa para aprimorar a resolução mais eficiente da avaliação. "O ideal é o candidato estudar conforme o raciocínio das provas anteriores e procurar aprender aquilo que ainda não lhe foi passado, lembrando que, apesar das provas não serem iguais, se ele estudar e procurar aprender os assuntos aplicados anteriormente, ele pode desenvolver melhor a prova", declara ele.

Meio do ano

Muitos estudantes ficam indecisos na hora de escolher se farão o vestibular no meio do ano ou no só no final. A preparação em qualquer um dos casos não segue caminhos diferentes, apesar da variação de tempo. O desafio é justamente se adequar ao pouco tempo. Conforme explica a professora Vera Lúcia Rezende, coordenadora geral da Comissão Permanente do Vestibular da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), o aluno que trouxer uma boa bagagem de conhecimento da sua formação escolar pode fazer o vestibular em qualquer época.

"Não é necessário fazer um cursinho preparatório se o aluno tiver boa formação escolar. Além disso, se ele lê jornais, revistas, assiste à televisão, tudo isso o ajuda a adquirir conhecimento nas coisas que acontecem ao seu redor e na hora da redação ele desenvolve melhor o argumento sobre qualquer assunto", afirma Vera Lúcia. Contudo, a coordenadora da UFMG alerta que o aluno não pode deixar de fazer outras atividades para se dedicar inteiramente aos estudos, mesmo aqueles que querem prestar no meio do ano e sentem-se ressabiados com a falta de tempo.

"O aluno tem de ter vida social, sair com os amigos, ir ao cinema, jogar bola, e o mais importante, saber exatamente aquilo que quer fazer. Se for prestar um vestibular no meio do ano, claro que terá de acelerar um pouco o processo nos estudos, e ficar atento às datas", diz Vera Lúcia. Já Nascimento aposta num trabalho um pouco mais intensivo para os vestibulandos de meio de ano, semelhante ao que poderia ser feito no final do ano pelos que prestarão vestibulares em dezembro.

"Se o estudante que vai prestar vestibular no meio do ano já tenha feito cursinho, é aconselhado que ele faça um intensivo de primeiro semestre para revisar as matérias que já foram vistas. Caso não tenha feito, o ideal é que faça um extensivo de março até dezembro, e preste o vestibular no próximo ano", recomenda ele. Nascimento acrescenta ainda que os estudantes devem buscar dicas importantes sobre a prova na própria instituição de Ensino Superior. "A depender do curso e da instituição escolhidos pelo aluno, a dica é pesquisar no site da universidade quais as matérias que cairão na prova, já que algumas instituições pedem matérias específicas para determinados cursos".

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