text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

Agência da UFRJ funciona como suporte a pesquisadores

      

Por Luciano Testa

Depósito de patentes realizados pela UFRJ

Em 2010 (em análise):
- 10 pedidos de depósitos no Brasil
- 10 pedidos de depósito no exterior via PCTs (Tratado de cooperação de Patentes)
- 1 depósito direto no exterior de fase nacional com designação dos países para proteção da invenção

Em 2009:
- 16 depósitos de patentes no Brasil
- 4 depósitos no exterior via PCTs
- 2 depósitos diretos no exterior de fase nacional com designação dos países para proteção da invenção

Em 2008:
- 24 depósitos de patentes no Brasil
- 4 depósitos no exterior via PCTs

De outubro a dezembro de 2007:
- 8 depósitos de patentes no Brasil
- 2 depósitos de patentes no exterior via PCTs

Antes de 2007 (atuação antes da implantação):
- 161 depósitos de patentes feitos no Brasil (34 de marcas, 3 de desenhos industriais e 3 de softwares)
- 4 depósitos feitos diretamente no exterior
- 11 em análise para fins de depósito no Brasil
- 4 no exterior via PCT

Criada em outubro de 2007, a Agência UFRJ de Inovação desenvolve um trabalho cada vez mais estreito com pesquisadores e acadêmicos da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Um cronograma intenso de palestras na Universidade e congressos sobre transferência de tecnologia procuram divulgar os serviços que a Agência fornece. Segundo Ricardo Pereira, Coordenador da Agência UFRJ de Inovação, esses eventos já dão frutos e muitos pesquisadores da universidade passaram a procurar pela organização em busca de proteção intelectual.

"Aqui da Agência ainda não temos condições de saber o que cada grupo de pesquisa faz dentro da universidade e nem por quais serviços cada empresa procura, então promovemos palestras para que os pesquisadores conheçam nossos serviços e para que as empresas procurem por nossos pesquisadores", esclarece Pereira. De acordo com ele, grupos de diferentes áreas na UFRJ manifestaram interesse pelo apoio da Agência. "São grupos de Farmácia, Engenharia, Tecnologia, entre outros, que vêm até nós com suas pesquisas para que nós possamos patenteá-las."

Apesar dessa popularização entre os acadêmicos da universidade, Pereira explica que o processo de proteção intelectual que os pesquisadores buscam não é simples e nem sempre pode ser feito. "Buscamos no banco internacional de patentes por pesquisas iguais ou parecidas àquela apresentada, e a patente só é feita se não houver outra igual", afirma ele. O coordenador diz que esse processo começa quando uma empresa procura por alguma pesquisa feita pela Universidade para poder licenciá-la. A partir daí, é aberta a pesquisa em Edital Público, com anúncios em sites e no Diário Oficial. "A empresa só pode licenciar se nenhuma outra se interessar pelo Edital", resume.

Segundo Pereira, caso isso aconteça, a Agência escolhe a empresa que tiver melhor infra-estrutura para produzir. Embora pareça simplificado, o procedimento leva tempo. "·s vezes, isso é coisa de dois ou três anos e até que a empresa comece a produzir demora mais alguns anos. Quando sabemos que vai demorar até a empresa começar a produzir, fazemos um contrato e pedimos um pagamento inicial até que o produto entre no mercado. Depois que a empresa começa a produzir, então recebemos os royalties proferidos no contrato, que são divididos entre o pesquisador, o núcleo de pesquisa em que trabalha na Universidade e a Agência em um terço do valor para cada", explica Pereira.

O Coordenador diz ainda que, quando a empresa procura a Agência para desenvolver uma determinada pesquisa, esta serve de intermediária entre a empresa e o pesquisador, faz a comunicação entre eles. "A empresa nos procura e entramos em contato com o pesquisador que tenha o conhecimento para realizar aquele trabalho". Há algumas situações em que a patente é feita em conjunto. "Quando a pesquisa é feita em conjunto com a empresa, os donos daquela patente são a Universidade e a empresa, e o pesquisador entra apenas como autor da pesquisa e não como dono dela", declara ele.

A Agência UFRJ de Inovação aderiu a ferramentas de tecnologia para aprimorar ainda mais seus canais de comunicação. Além da sua página oficial na Internet hoje também conta com um blog, o "Por Dentro da Agência", por meio do qual os interessados em inovação podem acompanhar o que acontece de mais importante no dia a dia da Agência. Há também o twitter da agência onde são divulgadas as matérias publicadas no site.

Pereira revela ainda que este ano, a Agência está com um projeto para a criação de mais três postos avançados dentro da Universidade, um no Centro de Ciência da Saúde (CCS), outro no Centro de Tecnologia (CT) e um terceiro posto no campus da Praia Vermelha, na Urca, que terá atuação maior na área de direito autoral. Além disso, a Agência realizará em maio a Maratona de Inovação, evento programado para durar três dias, com o objetivo de estimular o potencial inovador em cada aluno, professor e funcionário da Universidade.

O evento será transmitido pela WebTV da UFRJ, em telões espalhados pela Universidade. "O que queremos é fazer com que os alunos discutam mais sobre Inovação, queremos implantar isso no cotidiano deles e vamos dar exemplos de como a inovação pode acontecer não só na ciência e na tecnologia, mas também na cultura, nas artes e no ensino", diz Pereira. Segundo o Coordenador, o evento contará com a presença de cientistas de renome, que darão exemplos e explicações sobre Inovação no ambiente acadêmico.

Confira as reportagens sobre outras agências de inovação:
- UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
- Unesp (Universidade Estadual Paulista "Julio de Mesquita Filho")
- USP (Universidade de São Paulo)

  • Fonte:

Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.