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Capes lança edital para cursos de mestrado profissional

      

Por Bruno Loturco

Não é porque muitas vezes contam com renda pouco significativa ou ainda dependam dos pais para pagar as despesas que os universitários devem deixar de lado o planejamento financeiro. Mesmo nessa fase, em que a relação entre entrada e saída de dinheiro muitas vezes é deficitária, é importante reservar parte do que se ganha para investimento. Segundo fontes com experiência na área de educação financeira, as boas práticas que começam na faculdade, podem ser carregadas pela vida toda e certamente renderão resultados para a vida toda.

"A faculdade é o momento de se preparar para o futuro. Então, evite gastos ou endividamentos que comprometam", recomenda Myrian Lund, professora de finanças pessoais da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Na opinião de Alfredo Meneghetti Neto, professor da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), o universitário precisa ficar atento para não cair no que chama de armadilha dos juros. "Muitas vezes os universitários não se planejam para comprar e fazem financiamentos, o que pode ser o inicio da ruína financeira de qualquer pessoa", diz ele, que destacou o atual volume de financiamentos e de cartões de crédito disponíveis. "? muito dinheiro caro oferecido. Por isso, é importante que esse cidadão, aos poucos, programe suas compras", diz Meneghetti Neto.

De acordo com Myrian, é importante que o jovem universitário tenha objetivos claros a respeito do dinheiro. Meneghetti Neto afirma ainda que a regra fundamental é tomar cuidado com o tipo de endividamento assumido. "As únicas dívidas boas são: tomar emprestado para a educação, para a casa própria e para o negócio próprio", declara ele. "Essas são justificáveis. Todas as outras são ruins e podem provocar rombos, dores de cabeça e até conflitos pessoais e familiares", alerta ele.

Segundo Meneghetti Neto, o estabelecimento de um foco de compra é o início do planejamento financeiro. "Tem de definir o que quer comprar no ano ou nos próximos anos. Pode ser desde um iPod até um carro porque, para cumprir a meta, ele vai começar a guardar dinheiro", explica ele que fala a respeito da lógica de consumo para o bom funcionamento da estratégia de planejamento. Meneghetti Neto afirma que vinculada ao planejamento está a postergação do consumo, que significa guardar o dinheiro com a finalidade de consumir, futuramente, em maior quantidade e melhor qualidade.

Essa prática, na análise de Myrian, é dificultada por ir contra a cultura dos brasileiros. Segundo ela, temos um histórico de inflação alta e, portanto, não temos costume de juntar dinheiro ou planejar. No entanto, Myrian acrescenta que o paradigma mudou e é importante mudar nossa vida pessoal e financeira. "O segredo é ter objetivos. Até mesmo porque hoje temos mais concorrência no mercado e é necessário ter especializações, ir ao exterior. Por isso, é importante começar a juntar dinheiro para esse momento posterior à faculdade", aconselha ela.

Investimentos

O planejamento financeiro, com racionalização do consumo, deve levar em consideração a reserva de parte da renda - pelo menos 10%, segundo Meneghetti Neto - para os investimentos. "Sugiro que se deixe de comprar um chiclete, um chocolate e coloque esse dinheiro na poupança. Se guardar R$ 1 por dia, em 20 anos terá cerca de R$ 15 mil. ? um valor que não faz diferença hoje, mas que será significativo em 30 anos", garante ele. "? o melhor planejamento que ele pode fazer. Aliás, é o mesmo que qualquer cidadão deve fazer, inclusive o aposentado", acrescenta Meneghetti Neto.

O professor da PUCRS explora o exemplo de juntar R$ 1 por dia para comprovar que seria possível aplicar as regras de finanças pessoais independente da renda da pessoa, inclusive de universitários. Ele defende que para acelerar o processo de independência financeira, é importante que o estudante administre o orçamento com cautela e estabeleça renda o mais rápido possível por meio de estágio.

Para diversificar os investimentos e os ganhos, Meneghetti Neto recomenda que o universitário divida os 10% da renda reservados para investimentos em três partes iguais e as aplique em investimentos de curto, médio e longo prazo. No curto prazo, ele recomenda cadernetas de poupança, que dão 0,6% ao mês. Para o médio prazo, a indicação são os fundos CDB de Renda Fixa, que dão de 0,7 a 0,8% ao mês. "No longo prazo, é importante ele iniciar uma caminhada no mercado acionário", recomenda.

Myrian concorda com a estratégia e diz que quando o jovem começa cedo a tomar essas medidas em relação ao dinheiro, aumenta as possibilidades para a vida toda. "O negocio é não cair no consumismo e saber que os juros compostos trabalham a favor dele. Uma boa idéia para jovens, que tem muito tempo pela frente, é fazer aplicações em ações por prazo indefinido", sugere ela. Segundo Myrian, é possível chegar a R$ 1 milhão em 20 anos investindo R$ 170 por mês em ações. "O que a bolsa mostrou nos últimos dez anos permite fazer essa previsão. Mas é necessário ter disciplina", diz. Myryan conta, ainda, que se não for possível começar aplicando R$ 170, que se inicie com uma quantia menor, mas que não deixe de investir.

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