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Fim da crise abre oportunidades em diversas áreas

      

Por Larissa Leiros Baroni

Dez passos para um planejamento de carreira de sucesso

- Faça uma auto-avaliação
- Recorra ao feedback de seus gestores e colegas de trabalho
- Trace metas e objetivos de curto, médio e longo prazo
- Conheça as tendências e exigências do mercado de trabalho
- Desenvolva suas carências
- Potencialize suas virtudes
- Aprimore seus conhecimentos técnicos
- Invista no desenvolvimento de suas habilidades pessoais
- Mantenha suas ações sempre focadas em seus objetivos
- Calcule os riscos de todas as suas decisões e avalie todas as alternativas

Depois de doze meses marcados por demissões e diminuição de vagas, com a perda de mais de 450 mil empregos formais - maior redução desde 2003 -, segundo dados Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), 2010 deve ser um ano de recuperação após a maior crise financeira mundial da história. A tendência inclui a economia brasileira, bem como o reaquecimento das oportunidades no País. O cenário otimista é desenhado não só a partir do fim dos reflexos da crise econômica internacional no mercado interno. Projetos tais como a Copa do Mundo de 2014, as Olimpíadas de 2016 e a exploração do Pré-sal também prometem movimentar a economia do Brasil já a partir desse ano.

"A expectativa é que o auge da economia brasileira, atingido em 2008, possa ser reconquistado. Considerando a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010, estimada em 5%", projeta Danilo Castro, gerente executivo da Page Personnel - empresa de recrutamento especializado. Segundo ele, a recuperação econômica do País também inclui o aumento de oportunidades no mercado de trabalho. Jorge Elias, professor da Faculdade de Administração da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), calcula expansões de 15% a 20% nas ofertas de emprego para este ano. "Öndice impulsionado pelo setor de serviços, que tende a evoluir muito mais do que o comércio e a indústria", acredita ele.

Ainda que a previsão seja positiva para todas as áreas do conhecimento, há sempre algumas que se destacam mais do que outras. Para Castro, por exemplo, a recuperação dos segmentos que envolvem o cenário internacional demorará um pouco mais para ser estabelecida. "Nesse contexto estão inseridos todos os setores relacionados à importação e exportação, tais como relações internacionais e comércio exterior", afirma ele, que associa o crescimento de oportunidades no País à demanda do mercado interno e, não, do externo.

Considerando os principais projetos do governo brasileiro nos próximos anos, a demanda maior deverá ser por engenheiros. Segundo dados de um estudo elaborado pela FGV Projetos - unidade de extensão de ensino e pesquisa da Fundação Getúlio Vargas -, só a construção civil poderá contratar cerca de 180 mil trabalhadores de nível superior, médio e fundamental em todo o País. "Resultado da retomada de lançamentos imobiliários e das oportunidades criadas a partir de projetos como Minha Casa Minha Vida e os jogos que serão sediados no Brasil", diz Sylvia Vergara, professora e pesquisadora da EBAPE/FGV (Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas). Ela cita ainda o Pré-sal como outra fonte de oportunidade para a área de Engenharia.

Expectativas de crescimento na área de construção civil motivam estudante Marcos Mendes Teixeira, 23 anos

As boas perspectivas para o ano de 2010 animam, sobretudo estudantes das áreas tidas como as prováveis beneficiadas com a retomada do crescimento. ? o caso de Marcos Mendes Teixeira, 23 anos, estudante do último semestre do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), para quem o cenário é animador. "Ainda que o mercado de trabalho não tenha influenciado a minha escolha profissional, ele é bastante motivador, ainda mais considerando que daqui a seis meses deixarei de ser universitário para me tornar um profissional", declara ele. Com a participação em programas de estágio desde o quinto semestre da graduação, Teixeira aposta na efetivação em seu atual treinamento. "Por ser uma das maiores construtoras do País, terei a oportunidade de atuar nas mais variadas vertentes da engenharia civil, além das grandes expectativas de crescimento", diz ele, que ressalta o interesse de seus gestores pela contratação.

Os profissionais da área de turismo e educação física também poderão se beneficiar, principalmente por causa da organização dos Jogos Olímpicos, da Copa do Mundo e ainda dos Jogos Mundiais Militares. "Mas independente dos projetos pontuais, as oportunidades nas áreas de administração, direito e informática também seguirão na tendência de expansão", aposta o professor da Faculdade de Administração da PUCRS. Marisa Silva, consultora da Career Center - consultoria especializada em gestão de recursos humanos -, acrescenta ainda a tendência de crescimento da demanda por profissionais na área da saúde. "Com a melhora no ganho da população em geral e a diminuição da linha da pobreza, aumenta o acesso a serviços de saúde. Além disso, há que se considerar ainda a evolução no número de idosos no País", explica ela.

Outro fator que também promete marcar a história desse ano são as eleições presidenciais. Independente da disputa política pelo poder, o gerente da Page Personnel aponta a existência de uma movimentação nas oportunidades de emprego no País, principalmente na área de comunicação. "Em ano eleitoral, a procura por jornalistas, publicitários e relações públicas tende a crescer", considera Castro.

Planejamento de carreira

Mas mesmo diante de muitas oportunidades e expectativas, a recolocação no mercado de trabalho e o bom aproveitamento das tendências traçadas para 2010 dependem de um planejamento de carreira. "O excesso de vagas, assim como a falta delas, deixam qualquer profissional perdido. E sem um direcionamento estratégico os riscos das escolhas podem ser ainda maiores", enfatiza Elias.

O primeiro passo, segundo Sylvia, é buscar autoconhecimento. "Saiba quais são seus desejos, bem como suas necessidades, habilidades, competências e motivações", sugere a professora. Com os objetivos profissionais definidos, é hora de conhecer as exigências do mercado para que eles possam ser alcançados. "O momento será de autodesenvolvimento, até porque ninguém muda ninguém. As mudanças dependem exclusivamente dos profissionais", diz a professora da EBAPE/FGV.

O investimento na carreira, na opinião de Marisa, deve ser contínuo. "Busque cursos e programas de atualizações para desenvolver seus pontos fracos ou mesmo para incrementar ainda mais suas potencialidades. O conhecimento de idiomas estrangeiros, assim como ferramentas tecnológicas, também pode fazer muita diferença no currículo", indica a consultora, que enfatiza ainda a necessidade de se investir nas habilidades pessoais. "O mercado de trabalho não avalia apenas conhecimentos técnicos. Portanto, desenvolva também seu lado humano a partir de cursos ou até mesmo de terapias", acrescenta.

Apesar de o cenário ser propício para a troca de emprego, Castro orienta que os profissionais priorizem as oportunidades que possam vir a surgir dentro da própria empresa que mantém vínculo. "Antes de olhar para fora, procure identificar as possibilidades que sua organização possa oferecer", recomenda ele. Na opinião do gerente executivo da Page Personnel, o aumento da demanda promoverá uma guerra pelos grandes talentos. "O que permitirá a oferta de salários mais inflacionados e impulsionará o desejo pela mudança", diz ele. Castro chama atenção, entretanto, para que os profissionais não tomem uma decisão baseada no curto prazo. "Quando se fala de carreira pensar no futuro é o ideal", acrescenta ele.

As mudanças, segundo o professor da PUCRS, são menos arriscadas para os profissionais entre 16 e 30 anos, que ainda moram com os pais. "O baixo custo social e o suporte econômico da família propiciam novas tentativas", resume Elias. Mas assim como as tendências vão propiciar a troca de emprego, elas também podem garantir uma promoção. "Portanto, busque se destacar na empresa em que trabalha a partir de suas realizações. Sugira novos projetos, reveja e melhore os processos e não se limite as suas funções", destaca Marisa.

Para quem está desempregado, a sugestão é elaborar um bom currículo. "? o primeiro contato entre candidato e empresa", define Castro, que ressalta a importância de se estabelecer um plano de apresentação ao mercado de trabalho. "Quem não é visto, não é percebido", diz ele. Segundo ele, no entanto, não adianta sair distribuindo o documento para toda e qualquer empresa. "Direcione seus esforços apenas as organizações que tenha interesse de fazer carreira. Não deixe o desespero te desviar de suas metas e objetivos profissionais", aconselha ele. Outra dica, de acordo com Marisa, é priorizar o marketing pessoal e a rede de relacionamentos. "Importante para trocar informações e conseguir até a indicação para alguma vaga", afirma ela.

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