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UNB: HUB aumenta número de vagas para terceirizados

      

Há chances de que parte dos 102 servidores da limpeza dispensados no processo de regularização recuperarem o emprego

O número de vagas para contratação de profissionais terceirizados na área de higienização do Hospital Universitário de Brasília (HUB) vai aumentar. A direção do lugar pediu que a empresa Monte Sinai aumente a quantidade de servidores por considerar os serviços prestados nos primeiros dias de janeiro incompatíveis com a demanda do HUB. A notícia renova a esperança de parte dos 102 servidores que acabaram dispensados no processo de regularização dos chamados precarizados.

O setor de higienização do HUB teve a maior baixa desde que os contratos com as quatro novas empresas começou a valer, no último 4 de janeiro. A Monte Sinai cortou a equipe de 143 para 102 pessoas. "Sentimos uma queda na qualidade dos serviços de limpeza e abastecimento e pedimos que eles revissem esse número", comentou Gustavo Romero, diretor do hospital. Hoje, já são 118 funcionários trabalhando e a expectativa é que, até o próximo sábado, dia 23, a quantidade de pessoas no quadro chegue a 150.

Mais do que a melhora nos serviços, a ampliação das vagas pode representar uma diminuição no número de desempregados em decorrência do processo de migração das pessoas que não tinham carteira assinada - nem acesso aos direitos trabalhistas, como 13º e férias - para um contrato regular, conforme determinação judicial. Eram 580 em situação irregular. Hoje são 492 legalizados, sendo 80% deles reaproveitados do antigo quadro.

A situação dos 20% que acabaram dispensados foi tema de reunião desta quarta-feira, 20 de janeiro, entre a administração e o Sindicato dos Servidores da UnB (Sintfub). "Esperamos essa regularização há muito tempo, mas queremos um jeito de reaproveitar essas pessoas, pais de família que foram para a rua de uma hora para outra. Muitos trabalhavam aqui a 15, 20 anos", observou Antônio Guedes, coordenador-geral do Sintfub. Segundo ele, o sindicato recebeu dezenas de pedidos de ajuda de pessoas em extrema dificuldade financeira.

CURRÖCULOS ? No encontro, o reitor José Geraldo de Sousa Junior manifestou o total apoio à causa, desde que dentro dos parâmetros legais, e determinou a criação de uma mesa para interface entre os servidores prejudicados, a administração e as empresas. "Os esforços são para que 100% dos dispensados voltem, mas sabemos que atingir essa meta é difícil, pois não depende apenas de nós. Os que não conseguirem vaga devem buscar seus direitos na Justiça", observou o professor.

O diretor do HUB, Gustavo Romero, observou que os interessados em recuperar o emprego devem entregar e manter os currículos atualizados junto às empresas contratantes, não só do HUB, mas de toda a UnB. "Podemos argumentar que a experiência deve ser considerada, mas não podemos exigir que eles só contratem quem acabou dispensado", afirmou. Segundo Romero, há grandes expectativas de que o recente aumento de vagas na Monte Sinai contemple parte dos desempregados.

ESPERAN€A - Boa parte das dispensas ocorreu por uma série de exigências nos novos contratos. Quem não tem ensino fundamental completo, não pode trabalhar na limpeza. Para ser segurança, é preciso um curso de formação na área. Raimundo Pereira, 58 anos, não perde as esperanças de recuperar o emprego perdido pela baixa escolaridade. "Dediquei os últimos 15 anos de trabalho ao HUB. Não é certo eu acabar assim, sem rumo", comenta o pai de três filhos e morador da Estrutural.

Fonte: Assessoria de Comunicação da UnB

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