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Cientistas desenvolvem estímulo cerebral para aprimorar a memória

      
(Crédito: Reprodução Shutterstock.com)
(Crédito: Reprodução Shutterstock.com)

 

Uma equipe da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, revelou que é possível fortalecer a memória espacial de pacientes através da simulação da junção crítica no cérebro. A descoberta, publicada no New England Journal of Medicine, pode levar a um novo método para aprimorar a memória de pacientes diagnosticados com Alzheimer. A equipe, liderada pelo Dr. Itzhak Fried, focou em uma área do cérebro chamada córtex entorrinal, considerada porta de entrada do hipocampo, que ajuda a formar e armazenar memórias.

 

O córtex entorrinal é essencial na transformação de experiências diárias em memórias duradouras. “Toda experiência sensorial e visual que eventualmente memorizamos passa pelo córtex até o hipocampo”, diz o professor Fried. “Nossas células cerebrais precisam enviar sinais através desse fluxo para formar memórias que possam ser lembradas mais tarde”, ele acrescenta.

 

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A equipe acompanhou sete paciente epiléticos que já possuíam eletrodos implantados em seus cérebros para indicar a origem das convulsões. Os pesquisadores monitoraram os eletrodos para gravar a atividade dos neurônios enquanto as memórias eram formadas.

Usando um vídeo game que simulava um táxi, passageiros e uma cidade, os pesquisadores testaram se a estimulação profunda do cérebro alterava a lembrança no córtex entorrinal ou no hipocampo. Os pacientes fingiam ser motoristas de táxi que pegavam passageiros e dirigiam pela cidade para distribuí-los em um dos seis shoppings disponíveis. “Quando estimulamos as fibras nervosas no córtex entorrinal dos pacientes, posteriormente eles puderam reconhecer os pontos de referência e navegar com mais facilidade”, disse Fried. “Eles conseguiram aprender até atalhos, o que reflete uma melhora na memória espacial. Criticamente, foi a estimulação da porta de entrada do hipocampo – e não o próprio hipocampo – que foi eficaz.”, ele acrescentou.

 

O uso da simulação durante a fase de aprendizado sugere que os pacientes não precisam de estimulação contínua para melhorar a memória, mas apenas quando eles tentam aprender informações importantes. Esse fato pode conduzir o desenvolvimento de neuro próteses que seriam ligadas durante estágios específicos de processamento de informações de tarefas cotidianas. No mundo, mais de 30 milhões de pessoas são diagnosticadas com Alzheimer. Esse distúrbio é a sexta maior causa de mortes nos Estados Unidos, e a quinta causa de morte em pessoas com 65 anos ou mais.

 

Ainda assim, os cientistas só estudaram uma pequena amostra de pacientes, então, os resultados devem ser interpretados com precaução. Futuros estudos irão determinar se a estimulação profunda do cérebro pode melhorar outros tipos de lembranças, como as verbais ou autobiográficas. Nenhum efeito adverso foi registrado pelos sete pacientes.

 

 


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