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Jejum ajuda a combater câncer a aumenta a efetividade dos tratamentos, diz pesquisa

      
(Crédito: Inxti / Shutterstock.com)
(Crédito: Inxti / Shutterstock.com)

 

A pesquisa, publicada no jornal Science Translational Medicine, descobriu que as células cancerígenas reagem diferente de células normais, quando submetidas ao jejum. Ao invés de entrar em um estado de dormência, similar à hibernação, as células continuam a crescer e dividir-se, o que leva-as a destruir-se. É esperado que a descoberta promova o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

 

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Valter Longo, professor e líder da pesquisa, da Universidade do Sul da Califórnia, diz que, “as células, de fato, cometem suicídio. O que vemos é que as células cancerígenas tentam compensar a falta de nutrientes no sangue após o jejum. Elas tentam substituí-los, mas não conseguem”. Professor Longo e sua equipe analisaram os efeitos da abstinência alimentar em ratos com câncer de mama, câncer do trato urinário e no ovário. O jejum sem quimioterapia causou a diminuição no crescimento do câncer de mama, câncer de pele melanoma, câncer no cérebro e neuroblastoma – câncer que se forma nos tecidos nervosos. Em todos os casos, a junção de jejum e quimioterapia fez com que os tratamentos contra o câncer fosse mais eficazes.

 

A combinação de ciclos múltiplos de jejum com a quimioterapia curou 20% dos casos de cânceres mais agressivos e 40% dos casos onde o mesmo tipo de câncer havia se espalhado de forma limitada. Nenhum dos ratos sobreviveu quando tratados apenas com a quimioterapia.

 

Os pesquisadores já estão investigando os efeitos do jejum em pacientes humanos, mas somente um processo longo irá confirmar se os pacientes realmente poderão beneficiar-se da restrição de calorias. Contudo, eles destacam que o jejum pode ser perigoso para pacientes que já perderam muito peso ou que são afetados por outros fatores de risco, como a diabetes. Resultados preliminares das experiências serão apresentados no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologistas, em julho, na cidade de Chicago.

 

Professor Longo afirma que esse estudo apenas testa se os pacientes poderiam tolerar períodos curtos de abstinência alimentar dois dias antes e um dia depois da quimioterapia.

 

Pesquisas anteriores feitas por Longo mostram que o jejum protege as células normais dos efeitos da quimioterapia, mas ele não havia feito os testes para células cancerígenas. Agora, pode-se pensar que a abstinência alimentar seja uma forma de enfraquecer as células e deixá-las mais vulneráveis. O professor acrescenta que, “ uma forma de combater o câncer pode não ser procurar por medicamentos que matem as células, mas confundi-las através da geração de ambientes extremos, como a fome, que apenas células normais podem responder rapidamente”.

 

 


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