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A Bahia racista

      
Crédito: Davor Ratkovic / Shutterstock.com
Crédito: Davor Ratkovic / Shutterstock.com

 

Por quase quatro séculos, milhões de africanos foram sequestrados, vendidos, castigados e obrigados a trabalhar de graça para fazer girar a economia brasileira. Durante o período de escravidão os ideais eram claros: dominação, diferença e exclusão. Mesmo com a instituição da lei áurea, em 1888 a situação dos afro-descendentes não foi modificada. Grande parte da população que antes era escrava continua às margens da sociedade.

 

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Segundo a historiadora baiana Marli Geralda, o racismo é um legado da escravidão na sociedade, muito forte devido ao tempo de duração do período no país. “Hoje o afro-descentende precisa superar quatrocentos anos de exclusão”, afirma. “Isso faz parte de um processo global que visa suprir a necessidade de integrar o negro como elemento ativo na sociedade brasileira”. Ela ainda acrescenta que o que existe é o resultado de um longo processo político de retomada de consciência dos movimentos negros. “Hoje não é elegante negar o racismo”, diz.

 

Para o professor de história Carlos Francisco, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o racismo é resultado da escravidão. “Na Bahia a maior parte da população é afro-descendente, mesmo assim essas pessoas não ocupam os cargos mais importantes”, afirma. Com a assinatura da Lei Áurea em 1888, a abolição dos escravos foi feita, porém durante esse processo não houve a preocupação em recolocar os ex-escravos na sociedade.

 

Pesquisas do IBGE apontam que atualmente, 41,7% dos negros brasileiros estão abaixo da linha de pobreza, entre os brancos a porcentagem é de 19,5%. Na camada mais pobre da população brasileira, os negros correspondem a quase 74%, enquanto os brancos representam 25,4%.

 

Mesmo com todas essas barreiras a realidade está mudando. Os historiadores acreditam que o racismo atualmente está sendo contestado. Mesmo que lentamente, o progresso está aparecendo em programas como o sistema de cotas e outras leis que auxiliam os afro-descendentes e pretendem mudar esta realidade. Para Marli, “As vítimas não ficam mais caladas”. Ela acredita que a luta deve ser pela reparação dos danos sofridos e não para separar as etnias. “Os novos ideais são promover a consciência, reparar os danos cometidos e integrar os afro-descendentes na sociedade”, afirma.

 

 


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