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Entrevistadores pedem senha do Facebook aos candidatos

      
Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com

 

Justin Bassett e Robert Collins são alguns exemplos dos vários que, durante entrevista de emprego, tiveram sua senha do Facebook solicitada. A prática tem se popularizado entre empresas americanas, como McLean County, IL; Spotsylvania County e a gigante e vendas Sears. Diversos advogados estado-unidenses, no entanto, classificam essa prática como violação de privacidade.

 

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Justin Bassett, um estatístico de Nova Iorque, tinha acabado de responder algumas perguntas sobre sua personalidade quando a entrevistadora se virou ao computador para procurar seu perfil no Facebook. Como o perfil do candidato estava bloqueado, ela pediu o login e a senha de Bassett.

 

O nova-iorquino recusou e desistiu da vaga, afirmando que não desejava trabalhar para uma empresa que quisesse informações tão pessoais.

 

Entretanto, a prática tem se democratizado nos Estados Unidos e, provavelmente, no mundo. E, claro, nem todos podem recusar um emprego.

 

É o caso de Robert Collins que, em 2010, retornava ao emprego de segurança no Departamento de Segurança Pública e dos Serviços Prisionais de Maryland depois da morte de sua mãe. Durante a entrevista de volta, seu login e senha foram solicitados para que a empresa verificasse se ele não estava envolvido em nenhuma gangue.

 

Ele se indignou com o pedido, porém não pôde recusar: "Eu precisava do meu emprego para alimentar minha família. Não tinha escolha."

 

A prática tampouco é atual. Desde 2006, a McLean County, Ill tem o login e senha de seus funcionários. O vice-chefe da empresa, Rusty Thomas, defende a prática: "Nunca ninguém se recusou a oferecer essas informações. Isso mostra que podemos confiar em nossos empregados".

 

Quando perguntado sobre o tipo de informação que eles procuram no perfil dos candidatos e trabalhadores, Thomas responde: "depende da situação. Por exemplo, verificamos se há fotos ou relacionamentos com pessoas menores de idade, o que é ilegal".

 

Professor na Escola de Direito Chicago-Kent especializado em privacidade na Internet, Lori Andrews, comenta: "me preocupo com a pressão exercida nos candidatos e funcionários, mesmo se eles concordarem. Esse tipo de voluntariado figura uma coerção, se a pessoa estiver precisando do emprego."

 

Bassett considerou-se com sorte de "se dar ao luxo" de recusar a proposta. Porém, "se tivesse que pôr comida na mesa para 3 filhos, não poderia recusar o emprego."

 

 


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