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Vírus podem ser a cura para o câncer

      
Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com

 

As células cancerígenas se dividem vertiginosamente e se amontoam sobre as células vizinhas produzindo tumores, uma complicação que pode causar a morte. Porém, estas células têm um calcanhar de Aquiles: elas não são boas lutadoras contra infecções virais e, teoricamente, um vírus poderia matar o câncer sem prejudicar o paciente.

 

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Em um artigo escrito ao The New York Times, o colunista americano Rachel Nuwer aborda os esforços médicos realizados para utilizar o vírus na luta contra o câncer.

 

Em 1951, este assunto passou a ser pesquisado devido a uma criança com leucemia e que se contagiou com a varíola. Em razão do vírus, seu câncer entrou em estado de diminuição. Infelizmente, assim que recuperou-se da varíola, a leucemia voltou e ela morreu.

 

Outros experimentos deste tipo foram realizados ao longo do tempo, embora muitos não tenham sido bem-sucedidos. Na década de 60, as pesquisas se concentraram em outra classe de tratamentos.

 

A efervescência dessas pesquisas acarretou em avanços importantes na compreensão da genética, nos mecanismos dos vírus e no câncer. Talvez, em alguns anos, vírus criados em laboratório poderão curar certos tipos de câncer.

 

O professor de neurociência da Universidade de Harvard começou, em 1991, a investigar o vírus da herpes simples, o HSV-1, como ferramenta para combater o câncer. Martuza tirou certos genes desse vírus e injetou em ratos com câncer. Embora o número das células cancerígenas tenha diminuído, os ratos morreram de encefalite.

 

Por outro lado, em 1990, o virólogo da Universidade de Chicago, Bernard Roizman descobriu um gene no vírus da herpes que atrapalhava o crescimento das células cancerígenas mas não as eliminava.

 

6 anos depois, o doutor virólogo da Universidade de Nova Iorque, Ian Mohr, encontrou a forma de alterar o vírus que Roizman projetou. Este vírus invade o sistema imunológico, resultado mais eficaz na hora de matar células cancerígenas.

 

No entanto, o herpes não é o único recrutado para a batalha contra o câncer. O vaccinia, vírus utilizado para proteger contra a viruela, está sendo provado atualmente para combater o câncer de fígado.

 

Até o momento os resultados parecem promissores e conseguiram aumentar a expectativa de vida de certos pacientes. Também são utilizados outros vírus contra o melanoma e o câncer de bexiga, cabeça e pescoço.

 

Mas ainda não é hora de comemorar. Assim como no caso do câncer de fígado, extender a sobrevivência não é o mesmo que curar. Além disso, cada câncer é diferente. É impossível encontrar uma solução mágica que funcione com todos os tipos da doença. Os progressos tendem a aumentar, no entanto. E num ritmo bem mais acelerado do que o registrado nas últimas décadas.

 

Por enquanto, qualquer ferramenta contra o câncer é sempre bem-vinda e representa um passo adiante no caminho para converter o câncer em uma doença curável.

 

 


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