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Falar mal da Lei Seca em redação do Enem 2013 fugia ao tema, diz professora

      
(Crédito: Shutterstock.com)
(Crédito: Shutterstock.com)

 

O tema escolhido para a redação da edição 2013 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) sobre os efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil foi considerado fácil, desafiador e, sem uma análise cuidadosa dos textos de apoio, poderia levar o estudante a fugir do tema proposto – fator que leva o candidato a zerar na redação. Esta é a opinião da professora Ana Claudia Spirlandelli, do Sistema de Ensino Poliedro.

 




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"O Enem tem um cunho social. O tema da redação segue a proposta do exame, de trazer um assunto atual à tona. Foi um tema fácil e concreto que não fugiu à regra, mas que pode ter provocado um possível problema de interpretação nos candidatos", disse a professora.

 

Para ela, questionar ou criticar a Lei Seca não era o foco da redação do Enem. "Quem falou mal da Lei Seca deve ter, obrigatoriamente, apresentado dados estatísticos e bons argumentos para seu negativo ponto de vista apresentando outras propostas de intervenções. Não era para dizer se a Lei Seca era viável ou não, mas sim falar dos seus efeitos positivos na sociedade", explicou.

 

"O aluno podia dizer também que a Lei Seca não minimizou o problema da violência no trânsito. O maior problema é que ele tinha que apresentar obrigatoriamente uma intervenção ou proposta que faça a Lei Seca funcionar", completou a professora Elisa Massaranduba, do Objetivo.

 

No enunciado da redação do Enem, a prova dava informações sobre a implantação da Lei Seca no País, em 2008, e a ação do governo para reduzir o número de vítimas no trânsito. Segundo o texto, "era necessária uma ação enérgica do governo" e a "indispensável participação de estados, municípios e sociedade em geral".

 

No material de apoio à redação, os estudantes encontravam uma pesquisa que apontava uma redução de 27% no número de vítimas em acidentes e outra redução de 13% do número de atendimento hospitalar no Rio de Janeiro em função da Lei Seca. Outros dados apontavam ainda uma aprovação de 97% do uso dos bafômetros, segundo o IBSP.

 

“A partir dos resultados positivos apresentados nos textos de apoio, o aluno teria que fazer uma intervenção também positiva em prol, por exemplo, da manutenção da Lei Seca por mais campanhas que conscientizem e engajem a população ou mesmo por um trabalho que melhore as possíveis falhas atuais. Por mais que os números apresentados fossem positivos ainda é preciso um esforço para melhorar cada vez mais. Esse era o ponto crucial da prova de redação”, concluiu a professora Ana Claudia.

 

O estudante de São Paulo Theo Vicente, 17 anos, disse ter tido dificuldades de sugerir uma intervenção para o tema proposto. "O tema foi inesperado. Eu pensei que não tinha como escrever uma proposta de intervenção para a Lei Seca. A Lei Seca já é uma proposta de intervenção. Então, destaquei os prós e contras: o que a Lei Seca traz de benefício e o que ainda pode ser melhorado", contou.


Para o professor Luís Ricardo Arruda, coordenador-geral do Anglo Vestibulares, uma "proposta de intervenção é sempre um mecanismo utilizado para levar o cidadão a cumprir a lei". "A melhor saída para os estudantes era sugerir mais fiscalização em prol da Lei Seca", falou. 

 

Sobre a prova de redação

O Enem tradicionalmente exige um texto dissertativo-argumentativo, ou seja, que apresenta ideias e informações. Além disso, é impessoal (evite a primeira pessoa), objetivo (não fuja do tema) e formal (não use gírias, vocabulário coloquial e clichês). Era imprescindível tomar uma posição clara em relação ao tema proposta, organizar as ideias e escrever um texto controlando o tempo.

 

Outra característica própria da redação do Enem é que ela exige a solução para o problema colocado. Esta solução deve respeitar os direitos humanos. É importante analisar o problema cuidadosamente e imaginar soluções consistentes em vários níveis: individual, comunitário, educacional, familiar, governamental. Na redação, o candidato deveria ainda comprovar que possuía um domínio satisfatório da língua portuguesa, sem erros de acentuação, grafia, concordância, regência e pontuação.

 

Correção redação Enem 2013

A redação é a prova mais polêmica do Enem. No ano passado, surgiram redações nota máxima com erros e composições com deboches - um deles trazia uma receita e outro, o hino de um time. Agora, provas com deboche serão zeradas.

 

Neste ano, o Ministério da Educação (MEC) tornou mais rígido o sistema de correção da redação. Agora, elas serão corrigidas por dois corretores. Quando há discrepância, seguem para o terceiro corretor. Se a discrepância entre os dois primeiros corretores for de mais de 100 pontos, em um total de mil, o texto seguirá para o terceiro. Diferença superior a 80 pontos em uma das cinco competências avaliadas também levará o texto à revisão. O MEC estima que 52% dos textos devam passar pelo terceiro corretor, contra 21% em 2012.

 

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, este ano, as redações serão corrigidas entre os dias 12 de novembro e 20 de dezembro. Para a correção das redações, serão mobilizados 8.795 corretores, contingente 54,46% maior que na edição do ano passado. Segundo o Inep, 79,8% dos corretores são mulheres e 20,2%, homens. Todos são graduados em Letras, com formação em Língua Portuguesa.

 

Correção em tempo real

A Universia Brasil, em parceria com o Sistema de Ensino Poliedro, fará neste fim de semana a correção online comentada das provas do Enem 2013. A correção começa logo depois do fim do exame (às 17h30 no sábado dia 26/10 e às 18h30 no domingo 27/10, no horário de Brasília), e poderá ser acompanhada, em tempo real, questão por questão pela internet no site www.universia.com.br. Todas as questões, além da redação, serão comentadas por um grupo de 46 professores do o Sistema de Ensino Poliedro.

 

 


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