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Infográfico: Big Data e ensino adaptativo são mudanças previstas na educação mundial até 2020

      
Crédito: Shutterstock.com
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Já pensou se um professor pudesse ler as mentes dos seus alunos e criar aulas exatamente do jeito que eles gostariam de ter? Bom, a tecnologia ainda não permite o uso dessas habilidades paranormais, mas entender melhor os anseios dos seus alunos já é possível. Veja, a seguir, de que forma isso poderá ser feito e um infográfico com as mudanças previstas na educação mundial até 2020:

 

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Infográfico: Big Data e ensino adaptativo são mudanças previstas na educação mundial até 2020

 

Funciona da seguinte maneira: cada vez mais estudantes têm feito tarefas online que, por sua vez, deixam um rastro de dados e estatísticas na web. Essas informações podem ser coletadas e analisadas a fim de criar técnicas de ensino adaptativo e, assim, melhorar o aprendizado. “É possível obter respostas de como fazer essas mudanças no ensino a partir do momento em que temos disponibilidade de dados e um orientador quer melhorar o conteúdo das suas aulas”, explica o professor Dr. Stavros P. Xanthopoylos, vice-diretor do IDE/FGV e vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).

 

Esse tipo de análise é chamado de Big Data e já é utilizado em universidades como a de Connecticut, nos Estados Unidos. Ele deve se expandir cada vez mais pelo mundo nos próximos cinco anos, conforme apontou a pesquisa sobre tendências na educação mundial NMC Horizon Report: 2014 Higher Education Edition, publicada no início do ano.

 

Aqui no Brasil, no entanto, o seu uso ainda é remoto e feito de maneira precária, sem se aproveitar o máximo que ele oferece, como diz o professor Stavros: “A maioria das instituições utiliza os dados das atividades online como uma espécie de seção de perguntas frequentes dos estudantes, e não para melhorar a interação entre os alunos e o curso”.

 

A seguir, veja outras mudanças estimadas pelo documento para os próximos anos:

 

 

Mudanças previstas na educação em até dois anos

 

1 - Redes socais na educação

Da mesma forma que as redes sociais estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, elas também serão inseridas na educação. Encontrar novas formas de interagir com os estudantes, bem como integrar o aprendizado online e o presencial são tendências que devem dominar a educação em, no máximo, dois anos.

 

As redes sociais já começaram a ser inseridas na educação por meio do uso de videoaulas e grupos online. Isso, no entanto, ainda não é o bastante: a habilidade-chave para os professores será entender as mídias e usá-las de forma criativa, incentivando discussões saudáveis e evitando o cyberbullying.

 

2 - Integrar aprendizado online, híbrido e colaborativo


O ensino híbrido, aquele que mescla técnicas educativas de presenciais e online, ganhará cada vez mais espaço nos próximos dois anos. Isso porque a educação híbrida consegue o melhor dos dois mundos: trabalhos de campo e colaboração online. O desafio é manter a qualidade do ensino e atender às expectativas dos alunos.

 

Para a professora e mestre Gabriela Celani, da Unicamp, o ensino híbrido propicia um melhor aproveitamento do tempo e, assim, o surgimento de novas ideias. “A principal vantagem é o melhor proveito do tempo e a integração com as pessoas, porque a inovação é resultado da troca de ideias.”

 

 

Mudanças previstas na educação em até 5 anos

 

Além do Big Data e do aprendizado personalizado, as aulas devem mudar sua forma de enxergar os alunos: se hoje eles são vistos como consumidores, espera-se que eles passem a ser tratados como criadores.

 

Mudanças pedagógicas devem ser feitas para que a criatividade dos estudantes seja estimulada. Para isso, as universidades devem ter espaços destinados para a criação onde possam ser desenvolvidas atividades práticas.

 

 

Mudanças na educação previstas para 5 anos ou mais

 

Alunos preparados para enfrentar problemas do cotidiano e uma educação online de qualidade cada vez melhor. Essas são as duas principais mudanças educacionais estimadas para depois de 2020.

 

1 - Estimular o empreendedorismo


O mercado de trabalho exige profissionais bem preparados e que consigam lidar com problemas do cotidiano. É exatamente por isso que as universidades devem estimular o empreendedorismo: para desenvolver alunos criativos e capacitados.

 

2 - Melhoria da educação online


Devido ao seu fácil acesso e flexibilidade, a educação online tem sido cada vez mais valorizada e procurada pelos estudantes, entretanto, ainda serão necessários alguns anos e mudanças para que os cursos à distância alcancem o seu potencial máximo.

 

O aumento da interatividade e a existência de um instrutor nas aulas online são essenciais para a melhoria do ensino, bem como a adaptação dos conteúdos das aulas de acordo com os perfis dos alunos.

 

 



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