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Infográfico: educação x tecnologia: o que dificulta essa aliança?

      
Crédito: Universia Brasil
Crédito: Universia Brasil

 

A inclusão das novas mídias na educação é uma tendência crescente. O uso de blogs, videoaulas e educação à distância têm sido cada vez maiores no meio acadêmico tornando o aprendizado muito mais interativo. No entanto, a tecnologia ainda esbarra em fatores que dificultam seu avanço acadêmico.

 

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A pesquisa NMC Horizon Report: 2014 Higher Education Edition, que foi divulgada no início do ano sobre as tendências da tecnologia na educação, mostrou os empecilhos existentes nas instituições de ensino e nas aulas. São eles:

 

Infográfico: educação x Tecnologia: o que dificulta essa aliança?

 

Formação e resistência dos docentes


Para que boas aulas de história e matemática sejam dadas é necessário ter professores incentivados e bem treinados, capazes de transmitir seus conhecimentos aos alunos. Para ensinar tecnologia a situação é a mesma: um docente transmitirá o conhecimento que ele possui. Portanto, é essencial que ele tenha uma formação bem embasada – fato que ainda não acontece no mundo todo.

 

No entanto, uma dificuldade ainda maior do que a da formação é a relutância dos professores em aderir às ferramentas online. “Muitos professores recusam as tecnologias devido à tradição de que o professor sempre sabe mais. Hoje em dia já não é mais assim: se antes as informações eram restritas às poucas pessoas detentoras do conhecimento. Agora, qualquer um com acesso a internet pode tê-las - o que gera incômodo em alguns docentes”, afirma a professora mestre da UnicampGabriela Celani.

 

O professor Dr. Stavros P. Xanthopoylos, vice-diretor do IDE/FGV e vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), faz coro: “em toda mudança existem três perfis: o dos pioneiros, que são os primeiros a adotá-las e pensá-las; aqueles que abraçam as novidades e os que as criticam. Infelizmente, temos poucos professores preocupados em fazer mudanças.”

 

O professor pontua, ainda, a legislação nacional como um obstáculo gravíssimo para a entrada da tecnologia na educação. “A legislação sustenta modelos falidos. No Brasil, existem 70 mil leis sobre educação, muitas delas desatualizadas e pouco coerentes. Logo, fazer mudanças se torna algo difícil”, conclui.

 

Por fim, a educação não deve apenas apresentar as ferramentas digitais mostrando que elas existem, mas sim incentivar o seu uso criativo entre os estudantes, colaborando com a formação de futuros profissionais com diferencial no mercado de trabalho.

 

Tecnologia x Instituições de ensino


A internet, que deveria formar uma aliança poderosa com as instituições de ensino, passou a ser vista por muitas universidades como uma ameaça a sua existência.

 

A possibilidade de fazer cursos online, como os MOOCs, e assistir às aulas dos melhores professores do mundo sem sair de casa reduziu o interesse dos alunos em aderir aos cursos presenciais em faculdades que, por sua vez, deixam de lado as inovações e permanecem com velhos modelos.

 

O cuidado que as instituições devem tomar diz respeito justamente ao seu modo de ensinar: o NMC Horizon Report aponta a união dos métodos de ensino presencial e a distância (a chamada educação híbrida), além do uso da internet para engajar os estudantes como duas das possíveis formas de recuperar o interesse pelas salas de aula tradicionais.

 

A escolha do melhor método para o uso da tecnologia cabe à instituição interessada. “As instituições de ensino devem entender exatamente o que elas querem e adaptar os seus sistemas de acordo com as expectativas. Os modelos adotados devem considerar fatores como o público alvo, o objetivo da aprendizagem e a quantidade de tecnologia empregada, que é o que chamamos de tecnopedagogia”, afirmou o professor Stavros.

 

As universidades devem, portanto, deixar de encarar a tecnologia como uma inimiga de seu sucesso e adotar o velho ditado: “Se não pode vencê-los, junte-se a eles” .

 

 


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