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Infográfico: os desafios dos MOOCs

      
Crédito: Universia Brasil
Crédito: Universia Brasil

 

Você sabe o que são MOOCs? MOOCs são “massive open online course”, ou seja, cursos online elaborados por grandes instituições que pretendem alcançar um grande número de estudantes. Por mais que a ideologia por trás dos MOOCs seja excepcional, a pesquisa NMC Horizon Report: 2014 Higher Education Edition, publicada no início do ano, mostra que eles também possuem problemas.

 

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Infográfico: os desafios dos MOOCs

 

O conceito dos MOOCs surgiu em 2008 com George Siemens e Stephen Dowens e, nos últimos anos, tem dominado a área de educação à distância. A possibilidade de estudar de acordo com o seu ritmo, de graça e com flexibilidade de horário é atrativa para o novo perfil de estudante. Universidades mundialmente renomadas como Harvard criaram suas próprias plataformas de cursos online e estão atraindo cada vez mais pessoas para isso. O Miríada X, por exemplo, é uma das plataformas que oferece cursos em espanhol de instituições ibero-americanas.

 

Entretanto, essa “massificação” dos MOOCs fez com que eles perdessem uma das principais linhas do seu projeto original. De acordo com os criadores, esses cursos deveriam ser um ambiente de troca de conhecimento e incentivo a debates. Esse tipo de envolvimento, além de oferecer uma nova experiência com o aprendizado, ajudaria a criar desenvolver o comprometimento dos alunos com os cursos online.

 

Muitas das universidades que oferecem MOOCs não possuem isso em mente e, por isso, acabam criando cursos à distância sem nenhum diferencial. A Udacity, uma das plataformas mais conhecidas, recentemente publicou que somente 14% dos estudantes realmente finalizaram o curso.

 

Segundo o professor Dr. Stavros P. Xanthopoylos, que é vice-diretor do IDE/FGV e vice-presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), as desistências em geral são explicadas pelo uso atual das plataformas: “Os MOOCs foram criados inicialmente para alunos que não tinham acesso às instituições de ensino, no entanto têm sido procurados por quem já tem alguma formação. Quando este aluno percebe que está tendo um conteúdo que já viu anteriormente, acaba desistindo”, diz.

 

É importante que as universidades saibam a importância de oferecer cursos que não tentem diminuir o papel de uma graduação, mas possam trazer mais conteúdo para os profissionais atuais. Cabe, portanto, a cada instituição a adoção da melhor forma de unir os conteúdos online aos presenciais. “As instituições de ensino devem entender exatamente o que elas querem e adaptar o seu modelo de acordo com as expectativas estabelecidas, lembrando que em curto prazo todos os cursos terão que usar a tecnologia”, completa o professor Stavros.

 

Por isso, as universidades precisam se preocupar com a qualidade dos cursos que elaboram e os alunos devem procurar por MOOCs que sirvam como um complemento para as suas formações, e não por cursos que substituam a graduação.

 

 


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