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Entenda como estudar ou trabalhar no exterior influencia no processo da criatividade

      
Fonte: Shutterstock
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Um estudo recente publicado no Journal of Personality and Social Psychology comprovou que pessoas que estudaram ou trabalharam no exterior são mais criativas do que aquelas que não passaram por essa experiência. A pesquisa definiu o conceito de criatividade, quais são as áreas do cérebro responsáveis por ela e quais experiências influenciam diretamente nesse processo. Confira o resultado:

 

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Conceito
A criatividade é normalmente definida como o processo de criar algo novo e útil sob diversos aspectos. O processo criativo é um fenômeno caracterizado por “insights” repentinos, sendo muitas vezes proveniente de um nível subconsciente e inacessível, ou seja, uma ideia pode simplesmente surgir na sua mente fazendo da criatividade algo súbito, sem lógica e indescritível.

 

O processo cognitivo
Outro estudo publicado no ano de 2.000 utilizou o argumento de que os processos criativos não são muito diferentes dos processos cognitivos que nos ajudam a exercer as tarefas cotidianas. Com isso, conclui-se que todas as pessoas têm o potencial para se tornarem criativas desde que esses processos cognitivos sejam estimulados a funcionarem criativamente – logo, tornar tarefas cotidianas extraordinárias.

 

Qual a relação entre viver no exterior e a criatividade?

A pesquisa comprovou que estar em contato com uma cultura diferente da sua estimula o processo criativo. As novas ideias e conceitos encontradas no país de destino estimulam o cérebro a “pensar fora da caixa” incentivando a criatividade.

 

O indivíduo que está longe daquilo que lhe é familiar é, de certa forma, obrigado a inventar formas para se adaptar o ambiente. A própria mímica, por exemplo, surge de um processo criativo, uma vez que, se você não sabe se comunicar em um determinado idioma, vai precisar de alguma linguagem simbólica para se fazer entender.

 

No estudo, alunos matriculados em um programa de MBA comprovaram que o engajamento multicultural (conhecimento de várias culturas) indicava o quão complexo e criativo o seu pensamento seria. A capacidade de se adaptar a diferentes culturas mostra que esses alunos também têm a habilidade de conectar melhor ideias diferentes ou até mesmo contraditórias. Os resultados foram alcançados por meio de testes de lógica que incentivavam a criatividade e o pensamento crítico.

 

Importante: os pesquisadores deixam claro que não basta viajar para o exterior para estimular o seu processo criativo. Na verdade, o que define se uma pessoa será mais flexível e criativa é a capacidade de se abrir ao novo e aprender com outras pessoas, lugares e cultura. Ou seja, “pensar fora da caixa”.

 

Teste com a vela
Os pesquisadores mostraram uma foto de diversos objetos em uma mesa: uma vela, tachas e fósforos, para 205 alunos. A tarefa dos estudantes era prender a vela na parede de forma que, quando acesa, a cera não caísse na mesa ou na parede.

 

Os resultados mostraram que 60% dos estudantes que já viveram no exterior conseguiram resolver o problema. Apenas 42% daqueles que nunca viveram fora do seu país resolveram a situação.

 

A pesquisa também ressaltou que quanto mais tempo os participantes passaram no exterior, mais rápido eles conseguiam solucionar o teste da vela. Logo, quando o contato com uma cultura diferente durou mais tempo o processo criativo foi mais estimulado.

 

Para sempre ou temporário?
Por fim, os pesquisadores ressaltam que os efeitos de uma experiência no exterior relacionados à criatividade podem não ser definitivos. Isso significa que uma pessoa que estudou ou trabalhou em outro país pode apresentar resultados positivos em testes de criatividade, porém perder essa habilidade ao longo do tempo. A recomendação é que o indivíduo continue exercendo atividades que estimulam o processo criativo.

 

Tudo sobre trabalhar e estudar no exterior

A Universia Brasil lançou um guia online, interativo e gratuito para aqueles que pretendem realizar um intercâmbio no exterior - estudar e trabalhar - ou mesmo para aqueles que pretendem viajar a turismo. O material traz 40 importantes informações de 30 nações diferentes, entre elas dicas sobre as cidades com melhor qualidade vida, as mais visitadas, o que os imigrantes dizem do país, cuidados com a segurança, quantidade de museus, bibliotecas, teatros, orquestras, as comidas regionais e, demais informações e curiosidades típicas de cada nação que facilitam a adaptação de estrangeiros.

 

Os países selecionados para a série são: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Coreia, Dinamarca, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Japão, México, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Rússia, Suécia, Suíça e Turquia.

 

A série traz ainda muitas informações sobre educação, como por exemplo, as melhores universidades, a quantidade de brasileiros que estudam no país através do programa Ciência Sem Fronteiras e o que é necessário para ingressar em uma universidade estrangeira.

 

Para aqueles que pretendem trabalhar fora, o especial aponta o que é necessário para conseguir o visto de trabalho, o índice de desemprego, quantas horas a pessoa geralmente trabalha em média, além do que é mais valorizado em cada nação. A série completa sobre intercâmbio pelo mundo pode ser acompanhada aqui: http://noticias.universia.com.br/tag/infográficos-intercâmbio-pelo-mundo/

 



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