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Professor explica os conflitos mundiais que podem cair no Enem 2014

      
Fonte: Universia Brasil
Fonte: Universia Brasil

Atualizada no dia 10 de julho às 10h35

O Enem é um exame abrangente que cobra dos alunos não só conhecimentos técnicos, mas também temas atuais. Nessas questões sobre atualidades, os conflitos mundiais são assuntos recorrentes, portanto é essencial que o aluno tenha esse conhecimento sobre o que acontece no mundo para garantir um bom desempenho no Exame.

 

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Mas, como saber o que estudar? Segundo o professor Décio Cavalheiro, que dá aulas de geopolítica no Cursinho da Poli, existem três conflitos principais que o aluno não pode deixar de lado: os que ocorrem entre Israel e a Palestina, Ucrânia e Rússia e a Revolução Síria.

 

Se você se assustou com a quantidade de notícias que terá que rever para entender tudo sobre esses temas, fique tranquilo: o Enem não cobra conhecimentos específicos, mas sim uma visão geral sobre o assunto. E, para facilitar ainda mais os seus estudos, explicamos cada um deles a seguir:

 

Israel x Palestina

“Este conflito é figurinha carimbada no Enem”, garantiu o professor Décio Cavalheiro. Sobre esse tema, ele explica que os conflitos começaram a se intensificar em 1967, com a Guerra dos Seis Dias, na qual Israel lutou contra o Egito, a Jordânia e a Síria e conseguiu, entre outras coisas, ocupar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, territórios reclamados pelos palestinos. Também é importante que o aluno entenda o que impede maiores negociações entre os governos: “os conservadores e fundamentalistas de Israel, além das pessoas com maior poder aquisitivo, se recusam a sair do território palestino. Sem o apoio dessas classes fica difícil um governo propenso à negociação vencer as eleições.” Não se esqueça também de estudar os mapas da região do conflito, pois eles podem aparecer no Exame.

 

Síria

A Revolução Síria teve início em 2011, entretanto ainda não chegou ao seu fim. Durante estes três anos de guerra já se somaram mais de 150 mil mortos. Mas, o que deu início à revolta? O professor Cavalheiro explicou que o motivo central é a política do país: “quem governa a Síria é Bashar al-Assad, que representa uma etnia minoritária e de elite, a alauita. Enquanto isso, a maior parte da população do país, à qual pertence a oposição, é formada por sunitas. Portanto, o desejo dos opositores é ter um governo que os represente”, afirmou. Mais do que estudar apenas a guerra civil da Síria, o professor recomenda que os estudantes entendam o fundamentalismo que, segundo ele, é uma postura religiosa marcada por intolerâncias e que está presente em boa parte dos conflitos mundiais.

 

Ucrânia x Rússia

Para o professor Cavalheiro, esse é o conflito que tem menos chances de ser cobrado devido à sua proximidade do exame, no entanto, o melhor a se fazer é estar preparado, pois o Enem pode pregar surpresas. O professor explicou que a questão central deste conflito é o desejo da Rússia em retomar a sua influência na Europa. “Depois do fim da Guerra Fria e da União Soviética, a Rússia perdeu o seu status de potência, e é justamente isso que ela quer retomar”, explicou. Mas, qual o papel da Ucrânia na reconquista desse poder? “A Crimeia tem acesso ao Mar Negro, o solo mais fértil do mundo e, de quebra, é o berço da civilização russa”, continuou. “Fora isso, também existe a competição entre o ocidente e o país, ou, mais especificamente, os Estados Unidos. A Rússia quer evitar que o ocidente chegue militar e comercialmente até ela e também por isso quer aumentar o seu poder na Europa”, concluiu o professor Cavalheiro.

 

Sobre o Enem 2014

 As provas do Enem 2014 acontecem nos dias 8 e 9 de novembro. Com a nota do exame é possível participar de programas como o Sisu, que oferece vagas em faculdades públicas; o ProUni, para quem deseja conseguir uma bolsa de estudo em instituições privadas do ensino superior; e o Sisutec, que oferece vagas gratuitas em cursos técnicos. Além disso, a nota do Enem vale como certificação de conclusão do Ensino Médio.

 

Duas novidades foram apresentadas este ano. A Universidade de Coimbra e a Universidade da Beira Interior, ambas instituições portuguesas, vão usar a nota do Enem como processo seletivo. Serão utilizadas as notas das edições de 2011 (apenas Coimbra), 2012 e 2013 como critério para matricular candidatos brasileiros nos seus cursos de graduação.



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