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Veja como argumentar sobre a crise no sistema Cantareira no Enem 2014

      
Fonte: Universia Brasil
Fonte: Universia Brasil

Como você bem sabe, as notícias de atualidades são sempre cobradas no Enem. Neste ano, um assunto bastante comentado é a escassez da água e a crise do sistema Cantareira, em São Paulo, o que o torna um tema possível para a redação do Exame. Você se sente preparado para argumentar sobre isso?

 

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Para ajudá-lo, a Universia Brasil conversou com o professor Joel Pontin, do Cursinho da Poli, que explicou o tema e deu dicas aos estudantes que farão as provas dos dias 8 e 9 de novembro:

 

Por que a crise começou?

Primeiramente, o professor faz questão de frisar que culpar a natureza não é um argumento válido para justificar a crise. “Não podemos dizer que a natureza errou e que a culpa é da falta de chuvas, porque anomalias em questões ambientais. É preciso analisar o que vem acontecendo ao longo dos anos”, afirmou, e completou dizendo que “para que o aluno faça uma boa redação é essencial que ele saia desse argumento mais raso e passe a ter uma visão sistêmica do problema, ou seja, enxergar todas as causas”.

 

Segundo o professor, a inclusão de novas regiões na zona de consumo sem que existisse um planejamento foi um dos motivos que levou à crise. “Quando existe a expansão da zona de consumo de água é necessário que haja uma política pública, ou seja, um planejamento para lidar com esse maior consumo que passará a existir”, explicou.

 

Outro fator importante diz respeito ao sistema de encanamentos da cidade de São Paulo, que é muito antigo e propicia a perda de água. Segundo a Sabesp, perde-se 25% da água tratada antes que ela chegue à casa dos consumidores. Segundo o professor Pontin, esse volume seria o bastante para abastecer cerca de 4 meses a população.

 

“Também é importante destacar os vazamentos e desperdícios dentro das casas e o aumento da renda da população, pois quando uma pessoa dispõe de mais recursos financeiros ela deixa de economizar em pequenas coisas, como contas de água e de luz, e passa a consumir mais desses recursos naturais”, concluiu o professor.

 

Quais planos de contingência poderiam ter sido usados?

O professor Pontin explica que existiam planos de contingência diferentes do volume morto, mas que questões políticas dificultam colocar os mesmos em prática. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, se mostrou relutante em ceder água a São Paulo. “Um bem público, que é a água, passa a ser tratado com um bem privado de cada estado, quando na verdade deveria existir uma cooperação entre eles”, explicou.

 

Um plano de contingência que conseguiria amenizar o problema é, segundo o professor, o uso das águas dos aquíferos Guarany, dividido entre Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina e Alter do Chão, no norte do País. Porém, mais uma vez a política dificulta o uso das águas. “Ou seja, nós temos esses grandes aquíferos no Brasil que deveriam ser alvo de investimentos estaduais para que pudessem ser usados também como contingência”, concluiu.

 

A água do volume morto oferece algum risco à saúde?

Muito foi dito sobre a água do volume morto ser contaminada por estar parada há muito tempo e oferecer riscos à saúde pública, no entanto, isso é verdade? O professor Potin dá aulas de química e, sob o ponto de vista dele, “o problema é que a água do volume morto receberá o mesmo tratamento da Sabesp do que as águas que já eram usadas antes”. Ou seja: a questão é que talvez o sistema de tratamento de água atual não seja eficaz o bastante para purificar toda a água.

 

Por fim, o professor Pontin deu uma última dica aos estudantes que farão o Enem 2014: “Se a crise no sistema Cantareira for cobrada sob a forma de redação, não se esqueça de analisar sistemicamente toda a situação e de mostrar que existe mais de uma causa para ela. Não deixe tudo nas costas da natureza: mostre causas e consequências”, concluiu.

 

Sobre o Enem 2014 

O segundo dia de provas, 9 de novembro, está reservado para as provas de Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias, Matemática e Suas Tecnologias e a Redação, nas quais os candidatos serão avaliados em Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol, de acordo com a escolha feita no ato da inscrição), Matemática, Artes, Educação Física, Tecnologias da Informação e Comunicação. Para que o aluno tenha tempo de redigir o texto, a prova terá 5 horas e 30 minutos de duração.

 

Nos dois dias de provas os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h (horário de Brasília). Recomenda-se que os candidatos cheguem até às 12h, pois após o fechamento dos portões fica proibida a entrada de qualquer participante. Veja um guia prático do Enem aqui.



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