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“O Ciência sem Fronteiras foi um tsunami nas nossas universidades”, diz Reitor da UFSCar

      
Fonte: Della Rocca Imagens / Divulgação
Fonte: Della Rocca Imagens / Divulgação

Durante o último dia de debates do III Encontro Internacional de Reitores Universia, o Reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Targino de Araújo, falou sobre os desafios e metas da internacionalização das universidades brasileiras. “O programa Ciência sem Fronteiras foi um tsunami nas nossas universidades. Estávamos despreparados. Começamos a nos reunir para identificar os problemas que impedem com que os processos de internacionalização ocorram de uma forma mais efetiva”, falou.

 






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Segundo o Reitor, são seis os principais problemas que o Brasil enfrenta:

 

1. O não domínio da língua inglesa. “O fato de grande parte dos nossos alunos não dominarem a língua inglesa foi um grande problema para as nossas universidades. Hoje, temos um programa chamado ‘Idiomas sem Fronteiras’ que trabalha com uma mescla de educação à distância e presencial no ensino do inglês para alunos e professores. Outro problema relacionado a esse tema é que oferecemos muito pouco das nossas disciplinas na língua inglesa. Esse é também um grande desafio para as nossas universidades.”

 

2. Mobilidade de um lado só. “Mandamos para o exterior muito mais alunos do que recebemos, tanto para cursos de graduação como de pós-graduação. Há um esforço muito grande para que as nossas universidades possam receber alunos e docentes estrangeiros. Precisamos ampliar e implantar o programa de português para estrangeiros.”

 

3. Pouca capacitação. “A capacitação do nosso corpo técnico e administrativo também é outro empecilho para que a gente possa acelerar esse processo de internacionalização.”

 

4. Estruturas. “Precisamos melhorar as estruturas de muitas universidades brasileiras para que a gente possa receber estudantes internacionais com mais facilidade.”

 

5. Melhor aproveitamento. “Essa é a questão mais importante, principalmente para os nossos alunos: o aproveitamento do que eles aprendem fora do Brasil. Temos uma dificuldade ainda muito grande para o reconhecimento e aproveitamento dessas atividades.”

 

6. Currículos acadêmicos. “Outra questão que acredito ser crucial para nós: os nossos currículos continuam extremamente informativo, com uma carga horária altíssima. Isso nos traz uma série de problemas. Nossos alunos estão retornando do Ciência sem Fronteiras dizendo que quando saem do Brasil eles passam a ter tempo para estudar e trabalhar porque a carga horária é muito menor do que a que temos no Brasil. Precisamos reduzir essa carga horária e ter projetos pedagógicos com maior foco na formação do que na informação. Hoje, não faz sentido a quantidade de informação que é colocada para os alunos.”

 

O debate sobre a internacionalização remeteu a outra pergunta: que tipo de universidades queremos? Para o Reitor da UFSCar, “uma universidade que priorize a excelência acadêmica e o compromisso social ao mesmo tempo. “Não podemos nos dar ao luxo de produzir apenas um conhecimento de caráter universal. Precisamos produzir um conhecimento que resolva os problemas que estamos vivendo hoje”, concluiu.

 

Acompanhe toda a cobertura do III Encontro Internacional de Reitores Universia aqui no portal da Universia Brasil e no site www.universiario2014.com


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