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Teste de QI: descubra e eleve seu quociente de inteligência

      
A genética influencia no QI, mas muito menos do que se imaginava.
A genética influencia no QI, mas muito menos do que se imaginava.  |  Fonte: iStock

Albert Einstein, Marie Curie e Garry Kasparov. O que essas três pessoas têm em comum para além do fato de terem feito a diferença na História, cada um em sua área? Se você respondeu um QI elevado, acertou. O quociente de inteligência ou quociente intelectual desses gênios está muito acima da média populacional.


Embora hoje o QI seja considerado insuficiente para determinar o nível de inteligência de um indivíduo, ele ainda é muito utilizado e bastante popular. Algumas controvérsias cercam o conceito e a escala de QI, bem como os testes, mas muitas pesquisas e novidades interessantes também têm tratado desse tema.


Descubra aqui tudo o que você sempre quis saber sobre o quociente de inteligência, veja como fazer um teste de QI e saiba como é possível melhorar a sua classificação intelectual.

O que é o quociente intelectual e o teste de QI, afinal?

Criado no início do século XX, o teste de QI é o modo mais usado para “quantificar” as habilidades cognitivas de um indivíduo até hoje. Através da escala de QI, que geralmente vai de 0 a 200 – mas passa de 250 no caso de alguns gênios –, especialistas conseguem comparar as habilidades de diferentes pessoas levando em consideração a média global e, no caso de crianças, a faixa etária na qual estão inseridas.


Para as crianças, o quociente é obtido através da divisão da chamada idade mental, ou seja, a idade compatível ao desenvolvimento psicológico da pessoa, pela idade cronológica real. Esse número é multiplicado por 100 e então, compara-se o resultado com as categorias para a classificação final do teste. Nesse caso, crianças com idade mental diferenciada são aquelas que conseguem resolver problemas desenvolvidos para pessoas mais velhas e, portanto, têm um QI mais alto.


O teste de QI está longe de ser uma unanimidade. Os críticos desse método utilizam como argumento, por exemplo, o fato de que os exercícios do teste são puramente lógicos e exploram, em sua maioria, apenas as nossas habilidades racionais, o que não corresponde à totalidade da inteligência humana.


Algo que complica ainda mais o tema hoje é o fato de haver diferentes testes oficiais para medir a inteligência das pessoas.

Como é a escala de QI?

Diversas classificações foram propostas ao longo dos anos, mas uma das mais aceitas atualmente estabelece que a inteligência média se encontra entre os 85 e os 114 pontos.  Pessoas com QI acima de 130 são consideradas superdotadas e costumam se destacar, como é o caso das personalidades que citamos acima.


Estima-se que o QI da cientista Marie Curie, duas vezes vencedora do Prêmio Nobel, fosse maior que 180. As estimativas do quociente de Einstein são um pouco mais polêmicas, mas acredita-se que ele estivesse entre 160 e 190.


Até mesmo a classificação do grande mestre de xadrez Garry Kasparov, o único da lista ainda vivo, é controversa. Muitas fontes afirmam que seu QI chega a 190, enquanto um teste de QI realizado com o jogador pela revista Der Spiegel revelou um número bem mais baixo: 135. Seja como for, Kasparov tem um QI que caracteriza superdotação, e isso transparece na biografia do enxadrista, considerado por muitos o maior jogador de xadrez de todos os tempos.


Veja uma escala de QI bem aceita abaixo:


  • Acima de 130 pontos: superdotado(a).

  • De 115 a 129 pontos: acima da média.

  • De 100 a 114 pontos: média alta.

  • De 85 a 99 pontos: média baixa.

  • De 70 a 84 pontos: abaixo da média.

  • De 55 a 69 pontos: baixo.

  • Menos de 55 pontos: muito baixo.

Afinal, o QI é hereditário?

Muitos se perguntam qual é o segredo para ter um QI elevado. Seria o resultado de uma boa criação vinda dos pais? Ou então o hábito de estudar muito? Muito se diz sobre a relação entre o quociente intelectual alto e os genes, já que existem casos de crianças muito pequenas que demonstram inteligência acima do normal.


Uma pesquisa conduzida em 2001 pelo professor Paul M. Thompson da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) demonstrou que ter parentes com QIs altos aumentam suas chances de também ter um quociente de inteligência elevado.


A partir de estudos com irmãos gêmeos idênticos e fraternos, percebeu-se que as áreas do cérebro referentes à linguagem e às habilidades cognitivas são bastante semelhantes, demonstrando que seu desenvolvimento cerebral e seu QI têm relações diretas com os genes.


Porém, outros estudos recentes mostram que a relação entre genes e QI não é tão determinante. De acordo com o livro Intelligence and How to Get It, do professor de psicologia da Universidade de Michigan, Richard Nisbett, no máximo 50% do QI elevado é consequência dos genes, ao contrário dos 80% que muitos cientistas costumavam defender. O pesquisador conseguiu provar que o ambiente em que a criança vive influencia diretamente o seu nível de inteligência.

Sim, o QI de uma pessoa pode ser alterado

O QI de um indivíduo pode aumentar ou diminuir de acordo com as suas experiências. Essa mudança é especialmente comum entre adolescentes, segundo um estudo realizado pela University College London, publicado na revista Nature.


Em uma série de estudos feitos em 2004, com adolescentes com idades entre 12 e 16 anos, os pesquisadores analisaram, com o auxílio de estruturas de ressonância magnética, o cérebro dos indivíduos estudados. Os adolescentes também foram submetidos a testes de inteligência.


Depois de quatro anos, os testes foram refeitos e os cientistas constataram mudanças na estrutura cerebral e alterações no QI dos jovens. Em alguns casos, o valor havia aumentado, em outros, tinha diminuído.

 

Em seu livro, Nisbett também cita mudanças de QI entre crianças. Segundo o autor, crianças que nasceram órfãs aumentaram seu nível de QI após serem adotadas por famílias de classe média. Além disso, crianças que estão há meses sem estudar caem na escala de QI, principalmente aquelas que não possuem o hábito da leitura


Outro exemplo da importância do ambiente para a inteligência é um experimento realizado na Finlândia. No fim dos anos 70, educadores finlandeses propuseram um programa nas escolas que, ao invés de focar em notas altas e bons resultados, incentivava a autoanálise e a compreensão do relacionamento entre o aluno e o estudo. Uma década depois, essas mesmas crianças se formaram com ótimos resultados e boas perspectivas para o futuro.


Dessa forma, tanto Nisbett quanto os pesquisadores finlandeses mostraram que, para ser inteligente, não é necessário apostar na loteria genética. Com estratégias que reforçam a importância de um bom ambiente de estudos, os alunos poderão aproveitar mais o aprendizado e obter melhores resultados.

Como elevar o QI

Embora qualquer medida para elevar o QI seja mais eficiente na infância e adolescência, é possível sim “investir” no seu quociente de inteligência mesmo que você já tenha passado dos 18 anos. Uma mudança de hábito que você pode – e deve – fazer para isso é incorporar ao seu dia a dia a prática de exercícios físicos.


De acordo com uma pesquisa da Sahlgrenska Academy, na Suécia, jovens que praticam exercício físico regularmente têm o quociente intelectual mais alto e são mais propensos a fazer faculdade. Os efeitos positivos são notados especialmente no pensamento lógico e na compreensão verbal. Estar em forma significa que, além de ter uma ótima capacidade pulmonar, seu cérebro recebe uma grande quantidade de oxigênio.


O estudo mostra ainda que se o exercício é praticado com regularidade entre os 15 e 18 anos, o desempenho cognitivo aumenta. A isso se soma o fato de que foi comprovado que os indivíduos que estavam aptos fisicamente aos 18 anos eram mais propensos a ingressar no ensino superior e a obter empregos de sucesso.


Além do exercício físico, dedique-se à leitura, adquira novos conhecimentos e desafie o seu cérebro constantemente para elevar o seu QI. Pesquisas indicam que aprender a tocar um instrumento musical também é uma ótima forma de melhorar suas habilidades cognitivas. Essa atividade, se praticada com frequência, pode aumentar o QI do praticante em até sete pontos a longo prazo.

QI ou esforço? Qual é mais importante?

Quando o assunto é sucesso acadêmico e profissional, especialistas dizem que é melhor ser esforçado do que ter um QI alto. Há muitos estudos que comprovam a eficácia da autodisciplina frente à inteligência.


Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, por exemplo, demonstrou que jovens com maior força de vontade e disciplina obtêm notas maiores e passam nas melhores faculdades, independentemente do QI. No experimento, 164 estudantes norte-americanos tiveram seu quociente de inteligência e nível de dedicação e disciplina analisados. Os jovens que se revelaram mais bem-sucedidos foram os que apresentavam maior autodisciplina.



Segundo a pesquisa, esses alunos obtiveram mais sucesso em todos os sentidos acadêmicos. A autodisciplina, na maioria da vezes, foi o que determinou se o aluno melhoraria suas notas ao longo do ano, não o QI.


Portanto, se você for disciplinado, não faltar às aulas, passar menos tempo procrastinando e mais tempo fazendo as tarefas de casa e estudando, pode ter a certeza de que será mais bem-sucedido academicamente do que muita gente com o QI mais alto que o seu.

Curiosidades sobre o quociente intelectual

O QI não é um assunto intrigante apenas para leigos, mas para muitos pesquisadores. Se fossemos reunir todas as descobertas interessantes sobre o tema nas últimas décadas, este artigo não teria fim. Então, selecionamos as curiosidades mais impressionantes sobre o quociente intelectual. Confira! 

Irmãos mais velhos tendem a ter QIs mais altos

O Instituto Nacional de Saúde Ocupacional da Noruega observou em um estudo que o filho primogênito geralmente têm 2,3 pontos a mais de QI que seu caçula, diferença que vai aumentando a cada novo irmão. Ou seja, em uma família de três irmãos, haveria uma diferença de 6 pontos entre o filho mais velho e o mais novo de todos eles.


Essa variação, segundo os dados levantados em 2007 com cerca de 250 mil noruegueses de 18 e 19 anos, advém não de questões biológicas, mas sim psicológicas, mais especificamente do relacionamento entre pais e filhos.

Hábitos noturnos e QI elevado estão relacionados

Em 2009, o pesquisador Satoshi Kanazawa, da London School of Economics, analisou a relação entre os hábitos noturnos e o QI no artigo “Why night owls are more intelligent”. Segundo os dados coletados neste extenso estudo, pessoas com QI mais altos têm a tendência de dormir mais tarde.


Para Kanazawa, esta relação pode ser explicada por questões evolutivas. A teoria "Savanna-IQ Interaction Hypothesis" propõe que pessoas mais inteligentes têm uma tendência maior a adquirir novas preferências evolutivas do que aqueles de inteligência média. Uma vez que os ancestrais dos seres humanos costumavam ter mais disposição ao longo do dia, os hábitos noturnos demonstrariam uma maior complexidade cognitiva dos indivíduos que adotaram essa rotina diferente.

Quanto maior seu cérebro, maior seu QI

De acordo com um estudo da Universidade de Washington, o tamanho do cérebro está relacionado ao nível de QI. Os pesquisadores avaliaram variações cerebrais por meio de scanners responsáveis por setorizar cada parte do órgão responsável pela inteligência. De acordo com o estudo, o tamanho do cérebro influencia em 6,7% o QI.


A pesquisa tinha o objetivo de examinar o papel das conexões neurais entre o córtex pré-frontal esquerdo (localizado atrás da testa) e o resto do cérebro. Essa área é tão importante que corresponde a 10% da nossa inteligência. Segundo a pesquisa, é possível dizer que a quantidade dessas conexões pode prever a inteligência do indivíduo: quanto mais conexões, maior o QI. É possível, portanto, medir a inteligência de alguém escaneando o seu cérebro.

QI elevado aumenta propensão ao consumo de drogas

Crianças com alto quociente intelectual são mais propensas a usar drogas na adolescência e na idade adulta, concluiu um estudo publicado no Journal of Epidemiology and Community Health. O estudo analisou os dados de 8.000 britânicos, presentes no British Cohort Study, uma pesquisa contínua que monitora o desenvolvimento, desde o nascimento, de uma série de indivíduos nascidos no Reino Unido em 1970.


Foram examinados os QIs de crianças de 5, 10 e 16 anos. Depois, analisou-se se estes mesmos indivíduos, ao chegarem aos 30 anos, declararam ter usado drogas como maconha, anfetamina, cocaína, ecstasy e heroína na adolescência ou no ano anterior.


O que os pesquisadores descobriram foi que homens com QI mais alto na infância eram duas vezes mais propensos ao uso de drogas ilegais do que os seus colegas que apresentavam níveis menores de inteligência. Já as mulheres com QI alto se mostraram até três vezes mais propensas a usar drogas. O estudo considerou como valores altos de QI aqueles a partir de 107 pontos.


O pesquisador principal, James White, professor da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, afirmou que investigações anteriores já haviam detectado que a maioria das pessoas com QI elevado leva uma vida comum, mas com maior propensão ao consumo excessivo de álcool na vida adulta.


No entanto, não está claro por que as pessoas com altos índices de inteligência na infância têm essa predisposição para o consumo de drogas. A suspeita é de que essas pessoas sejam mais abertas a novas experiências e à busca de novas sensações. Outros possíveis motivos são que elas se aborrecem mais facilmente ou que encontram nas drogas uma forma de lidar com o fato de se sentirem diferentes.

O QI já não pesa tanto na contratação de professores

O QI já foi mais importante na contratação de professores. Hoje, quesitos como didática e desenvoltura em sala de aula passaram a somar mais pontos do que o quociente intelectual e também que a indicação de colegas.


Na esperança de melhorar seu corpo docente, algumas IES (Instituições de Ensino Superior) têm ido além do que faziam e passaram a aplicar métodos mais complexos de seleção de professores. Para diferenciar quem tem ou não as competências necessárias, algumas instituições inovam e chegam até a aplicar uma aula teste.


Ana Flávia de Faria Guimarães, secretária-geral da diretoria executiva da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), uma das instituições que alterou seus programas de contratação de professores recentemente, afirma que os processos de seleção atuais valorizam a habilidade didática e pedagógica do profissional, para além do domínio do conteúdo.

Que teste de QI fazer? Dá para confiar nos testes on-line?

Hoje, a Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS-III) é o teste de QI mais conhecido no mundo e um dos mais renomados, aplicado por milhares de instituições. Também existe um teste específico para menores de 16 anos, a Escala Wechsler de Inteligência para Crianças.


Além do Wechsler, há uma série de testes de inteligência disponíveis no Brasil, mas é importante verificar se a avaliação escolhida por você conta com a aprovação do Conselho Federal de Psicologia. Alguns dos instrumentos de avaliação de inteligência apoiados por essa entidade são:


  • Escala de Inteligência Wechsler;

  • Matrizes Avançadas de Raven;

  • Teste Conciso de Raciocínio (TCR);

  • Teste Matrizes de Viena (WMT);

  • Teste de Desenvolvimento do Raciocínio Indutivo (TDRI);

  • Teste de Raciocínio Inferencial (Manual RIn).


O Conselho Federal de Psicologia não garante a validade de nenhum dos testes psicológicos feitos pela Internet. Se você quer mesmo fazer um teste de QI sério, é melhor procurar um psicólogo qualificado ou uma instituição confiável.


No entanto, é preciso admitir que fazer um teste de QI na Internet pode ser muito divertido. Desde que não leve o resultado muito a sério, você pode gastar alguns minutos realizando um destes testes on-line:



Quer conferir algumas formas de impulsionar suas capacidades cognitivas e se sair melhor no teste de QI? Então confira aqui outros hábitos de pessoas inteligentes.


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