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Redação Enem 2015: como argumentar sobre o tema mobilidade urbana e ciclovias

      
<p>A <strong>mobilidade urbana - </strong>como e em quais condições as pessoas se movem dentro das cidades - tem sido tema de debates nos últimos anos. Basta lembrar que o aumento das tarifas cobradas nos ônibus de várias cidades, em junho de 2013, deu origem a uma série de manifestações populares que conseguiram frear o ajuste. Ou ainda observar as recentes discussões sobre a <strong>instauração das ciclovias e ciclofaixas</strong> no País, que suscitam questionamentos tanto sobre segurança quanto sobre meios de transporte alternativos. <br/><br/><br/><span style=color: #333333;><strong>Veja também:</strong></span> </p><p><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Confira todas as dicas sobre a redação do Enem 2015 href=https://noticias.universia.com.br/tag/redação-enem-2015>» <strong>Confira todas as dicas sobre a redação do Enem 2015</strong></a><br/><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Mais de 100 temas que podem aparecer na redação do Enem 2015 href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/06/05/1126287/100-temas-podem-aparecer-redaco-enem-2015.html>» <strong>Mais de 100 temas que podem aparecer na redação do Enem 2015</strong></a><br/><a style=color: #ff0000; text- decoration: none; text-weight: bold; title=Todas as notícias sobre o Enem 2015 href=https://noticias.universia.com.br/tag/notícias-enem-2015/>» <strong>Todas as notícias sobre o Enem 2015</strong></a></p><p> </p><blockquote style=text-align: center;>Cadastre-se <span style=text-decoration: underline;><a id=REGISTRO USUARIOS class=enlaces_med_registro_universia title=Cadastre-se aqui para receber novidades sobre o Enem href=https://usuarios.universia.net/registerUserComplete.action?idC=2&idS=NOTICIAS_BR target=_blank>aqui</a></span> para receber novidades sobre o <strong>ENEM</strong></blockquote><p><br/><br/>Diante desse cenário, a <strong>Universia Brasil</strong> conversou com a professora de redação e coordenadora do Ensino Médio do <a title=Colégio Poliedro href=https://www.sistemapoliedro.com.br/ target=_blank>Colégio Poliedro</a><strong> Daniela Mamede Aizenstein</strong> sobre a possibilidade de este tema ser exigido na <strong>prova de redação do Enem 2015</strong>.<br/><br/><br/>Para a professora, <strong>a mobilidade urbana pode aparecer no Enem 2015 como um direito do cidadão</strong>, podendo o aluno optar por tratá-lo como um direito constitucional ou então um dos Direitos Humanos. “Talvez, eles apresentem (na coletânea) textos que levem os alunos a refletir sobre o grande predomínio do automóvel nas vias urbanas, o pouco espaço que é destinado inclusive pelas políticas públicas para transportes alternativos”, afirmou Daniela.</p><p><strong><br/><br/>CICLOVIAS APARECEM NA REDAÇÃO DO ENEM<br/><br/></strong></p><p>A docente acredita que, no caso das ciclovias e ciclofaixas, <strong>o foco do texto dissertativo-argumentativo seria o posicionamento do estudante</strong>: se ele é ou não a favor da implementação. Para auxiliar os candidatos nessa reta final de preparação para o exame, ela sugeriu alguns pontos que podem ser levantados na argumentação.</p><p><br/>No caso das pessoas que são a favor, a professora de redação destacou duas reflexões. A primeira, mais comum, coloca <strong>as bicicletas como um transporte alternativo</strong>: “correspondem a uma tendência de uso de um transporte ecologicamente correto e mais acessível à maioria das pessoas. Então, socialmente mais adequado”, explicou.</p><p><br/>A outra, por sua vez, já faz uso da <strong>questão do direito de ir e vir</strong>, como discorreu ela: “Na constituição, existe o direito de ir e vir de cada um, mas não existe nenhuma ressalva que diga como exercê-lo, se de carro ou a pé. Logo, cada um de nós tem o direito de ir e vir com o recurso que mais nos prouver”. E completou: “Se você sai com uma bicicleta numa avenida movimentada, você acaba correndo risco de vida por não ter seu direito respeitado. O que o poder público tem que fazer? Mediar esses interesses, criar uma alternativa. É por isso que se criam as faixas da bicicleta, da moto e do ônibus”.</p><p><br/>Já para aqueles que são contra a medida, ela destacou três possibilidades de argumentação. “A <strong>questão do planejamento e da segurança</strong> são muito importantes, inclusive a educação para o uso das bicicletas nas vias, porque existem regras de trânsito”, disse. O segundo ponto que poderia ser abordado diz respeito à <strong>consulta pública</strong>, já que “muitas das decisões que visam a implementação desses mecanismos para transporte são impostos e não discutidos com a sociedade”, como ela indicou.</p><p><br/>O último argumento apresentado pela professora de redação já faz referência a <strong>priorização do transporte coletivo nos grandes centros urbanos</strong>. A razão para isso esta no fato de que os trabalhadores deslocam-se por muitos quilômetros diariamente, de modo que a preferência para receber investimentos não deveria ser das bicicletas, mas sim o transporte público.</p><p><br/>A professora considerou a oposição à medida mais difícil de sustentar, mas ressaltou que os candidatos podem expressar sua opinião ainda assim: “o aluno é livre para defender seu posicionamento de acordo com seus valores e referências”.</p><p><br/>Por fim, os candidatos devem prestar atenção também na <strong>proposta de intervenção, uma exigência específica do Enem</strong>. Apesar das diversas soluções possíveis, a professora Daniela alertou que reivindicar projetos de conscientização e políticas públicas que respeitem as liberdades dos outros são sempre presentes.</p><p><strong><br/><br/>DIREITOS E DEVERES DOS CIDADÃOS NESSA PROPOSTA<br/><br/><br/></strong></p><p>Além dos Direitos Humanos, Daniela Mamede Aizenstein expôs que os estudantes podem trabalhar também o lado moral e o debate sobre civilidade que envolve a instauração das ciclovias. “A necessidade desta implantação vem muito do fato de que nas vias existentes, muitas vezes, o respeito em relação ao outro não é colocado em prática. Se você não respeita o direito do outro, quer dizer que você não o enxerga como um cidadão de direito e isso tem relação com a sociedade individualista em que vivemos”, esclareceu a docente.</p><p> </p><blockquote style=text-align: center;>O que você argumentaria na redação do Enem 2015 quanto à questão das ciclovias?</blockquote>
Fonte: Universia Brasil

A mobilidade urbana - como e em quais condições as pessoas se movem dentro das cidades - tem sido tema de debates nos últimos anos. Basta lembrar que o aumento das tarifas cobradas nos ônibus de várias cidades, em junho de 2013, deu origem a uma série de manifestações populares que conseguiram frear o ajuste. Ou ainda observar as recentes discussões sobre a instauração das ciclovias e ciclofaixas no País, que suscitam questionamentos tanto sobre segurança quanto sobre meios de transporte alternativos. 


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Diante desse cenário, a Universia Brasil conversou com a professora de redação e coordenadora do Ensino Médio do Colégio Poliedro Daniela Mamede Aizenstein sobre a possibilidade de este tema ser exigido na prova de redação do Enem 2015.


Para a professora, a mobilidade urbana pode aparecer no Enem 2015 como um direito do cidadão, podendo o aluno optar por tratá-lo como um direito constitucional ou então um dos Direitos Humanos. “Talvez, eles apresentem (na coletânea) textos que levem os alunos a refletir sobre o grande predomínio do automóvel nas vias urbanas, o pouco espaço que é destinado inclusive pelas políticas públicas para transportes alternativos”, afirmou Daniela.



CICLOVIAS APARECEM NA REDAÇÃO DO ENEM

A docente acredita que, no caso das ciclovias e ciclofaixas, o foco do texto dissertativo-argumentativo seria o posicionamento do estudante: se ele é ou não a favor da implementação. Para auxiliar os candidatos nessa reta final de preparação para o exame, ela sugeriu alguns pontos que podem ser levantados na argumentação.


No caso das pessoas que são a favor, a professora de redação destacou duas reflexões. A primeira, mais comum, coloca as bicicletas como um transporte alternativo: “correspondem a uma tendência de uso de um transporte ecologicamente correto e mais acessível à maioria das pessoas. Então, socialmente mais adequado”, explicou.


A outra, por sua vez, já faz uso da questão do direito de ir e vir, como discorreu ela: “Na constituição, existe o direito de ir e vir de cada um, mas não existe nenhuma ressalva que diga como exercê-lo, se de carro ou a pé. Logo, cada um de nós tem o direito de ir e vir com o recurso que mais nos prouver”. E completou: “Se você sai com uma bicicleta numa avenida movimentada, você acaba correndo risco de vida por não ter seu direito respeitado. O que o poder público tem que fazer? Mediar esses interesses, criar uma alternativa. É por isso que se criam as faixas da bicicleta, da moto e do ônibus”.


Já para aqueles que são contra a medida, ela destacou três possibilidades de argumentação. “A questão do planejamento e da segurança são muito importantes, inclusive a educação para o uso das bicicletas nas vias, porque existem regras de trânsito”, disse. O segundo ponto que poderia ser abordado diz respeito à consulta pública, já que “muitas das decisões que visam a implementação desses mecanismos para transporte são impostos e não discutidos com a sociedade”, como ela indicou.


O último argumento apresentado pela professora de redação já faz referência a priorização do transporte coletivo nos grandes centros urbanos. A razão para isso esta no fato de que os trabalhadores deslocam-se por muitos quilômetros diariamente, de modo que a preferência para receber investimentos não deveria ser das bicicletas, mas sim o transporte público.


A professora considerou a oposição à medida mais difícil de sustentar, mas ressaltou que os candidatos podem expressar sua opinião ainda assim: “o aluno é livre para defender seu posicionamento de acordo com seus valores e referências”.


Por fim, os candidatos devem prestar atenção também na proposta de intervenção, uma exigência específica do Enem. Apesar das diversas soluções possíveis, a professora Daniela alertou que reivindicar projetos de conscientização e políticas públicas que respeitem as liberdades dos outros são sempre presentes.



DIREITOS E DEVERES DOS CIDADÃOS NESSA PROPOSTA


Além dos Direitos Humanos, Daniela Mamede Aizenstein expôs que os estudantes podem trabalhar também o lado moral e o debate sobre civilidade que envolve a instauração das ciclovias. “A necessidade desta implantação vem muito do fato de que nas vias existentes, muitas vezes, o respeito em relação ao outro não é colocado em prática. Se você não respeita o direito do outro, quer dizer que você não o enxerga como um cidadão de direito e isso tem relação com a sociedade individualista em que vivemos”, esclareceu a docente.

 

O que você argumentaria na redação do Enem 2015 quanto à questão das ciclovias?

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