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Enem 2015: intolerância religiosa na redação

      
Fonte: Universia Brasil

No último domingo (18), vazaram na internet imagens de duas supostas propostas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015. Uma delas abordava a questão da intolerância religiosa no País, com apresentação de dados, gráficos e estatísticas sobre o assunto.

 

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmou que os dois materiais eram falsos e que seriam enviados à Polícia Federal para investigação. No entanto, apesar de ser uma proposta hipotética, o tema é bastante contemporâneo e apresenta grande relevância no cenário nacional.

 

Pensando em explorar as possibilidades reais do assunto aparecer na prova, a Universia Brasil conversou com a coordenadora de redação do curso Poliedro, Gabriela Carvalho. Além de trazer reflexões mais profundas sobre a questão, a professora também criou um passo a passo para construir uma boa introdução, desenvolvimento e proposta de intervenção. Confira as dicas!

 

Tema intolerância religiosa na prova do Enem

Apesar do tema ser hipotético, a professora diz que a proposta se encaixa muito bem com o que costuma ser pedido no Enem e, por isso, tem grandes chances de aparecer no exame verdadeiro. “Durante o ano, eu até comentei com os meus alunos que esse era um tema possível, já que tiveram muitos casos recentes de intolerância religiosa”, conta.

 

Entre as histórias que ganharam destaque na mídia em 2015 está o caso da transexual Viviany Beleboni, que se crucificou na 19º Parada Gay em protesto ao preconceito com o público LGBTTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros). Viviany sofreu represálias por parte da comunidade cristã e evangélica, e afirmou ter sido agredida perto de sua casa, no Centro da cidade de São Paulo.

 

Em junho deste ano, também foi noticiado o preconceito contra uma menor de idade, que foi apedrejada na cabeça ao sair de um culto de candomblé, na Vila da Penha, Rio de Janeiro.

 

Introdução da redação

Segundo Gabriela, o estudante precisa lembrar que a introdução é o espaço dedicado a citação de fatos incontestáveis e consensos sociais. “No caso da intolerância religiosa, como há muitos acontecimentos recentes e marcantes, é ideal que eles sejam citados aqui”, aconselha.

 

“Depois de apresentá-los, o aluno pode dizer que, apesar de o Brasil ser um país miscigenado, e que se orgulha disso, na prática, ainda existem muitos casos de intolerância”, finaliza.

 

Desenvolvimento

No desenvolvimento, é preciso induzir o leitor a acreditar que a situação apresentada é mesmo um problema que precisa de solução. “Nesse caso, é mais fácil convencer, já que a intolerância religiosa fere diretamente os direitos humanos”, diz Gabriela.

 

Para ir além do preconceito, exclusão e violência, a dica para o aluno é focar em temas mais atuais. “Hoje temos uma bancada religiosa bem forte no congresso, que briga para defender seus ideais e convicções. Então, se ela coloca somente os objetivos das suas crenças em prática e passa a propagar um discurso de ódio em relação às demais religiões, ela também estará ferindo os direitos humanos”, complementa a professora.

 

Proposta de intervenção

É preciso lembrar que o Enem é um prova otimista, por isso, além de falar dos problemas, é essencial mostrar que existem soluções para eles.

 

Para Gabriela, “uma possível intervenção é sugerir uma nova disciplina para as escolas, que conte a história das religiões, no que cada uma delas acredita e de onde vêm”. A proposta seria, segundo a professora, trabalhar com mais informação e educação.


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