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"A mulher tem uma certa tolerância à violência", diz professora do Objetivo

      
Fonte: Universia Brasil

Neste domingo (25), além de questões de Linguagens e Matemática, os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015 fizeram a tão aguardada prova de redação, cujo tema gera especulações durante o ano todo. Este ano, a proposta pedia que o aluno redigisse um texto sobre "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira".


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Para a professora de redação do colégio Objetivo Maria Aparecida Custódio, o tema envolvendo a mulher já era previsto. "Falou-se muito sobre a lei do feminicídio sancionada pela presidente Dilma Rousseff", aponta. Maria Aparecida considera o assunto fácil e recorrente e aposta que os candidatos estavam familiarizados com ele, o que facilitaria a produção do texto.

 

A professora também comemorou o tema e disse que o Enem fez uma escolha feliz. "Isso aproxima o candidato a uma realidade que muitos não conhecem e o Enem os convidou a refletir sobre isso", explica.

 

Para ela, era importante que o estudante destacasse na prova que a violência contra a mulher não é uma novidade. "O candidato tinha que deixar claro no seu texto persistência da violência contra a mulher. Não podia tratar como algo novo", diz. Outro argumento que poderia ser usado pelos alunos, segundo a professora, é que a nossa sociedade é machista e que a mulher tem uma certa tolerância à violência. "Ela mesma acaba contribuindo para perpetuar isso", explica.

 

"O candidato poderia destacar também que faltam políticas públicas e sugerir novas formas de combater essa violência, como a criação de mais delegacias da mulher. Ele também poderia falar das medidas protetivas, que, muitas vezes, não são exigidas pelas mulheres por medo de retaliação masculina", sugere a professora.


Outra forma de abordar o tema, segundo ela, era o aluno ter feito uma reflexão da sua própria experiência em casa. "A violência contra a mulher não tem classe social", diz. Por último, "o candidato poderia comentar sobre a dependência econômica da mulher, que é algo que poderia libertá-la e acabar com a supremacia masculina".


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