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"A mulher tem uma certa tolerância à violência", diz professora do Objetivo

      
<p>Neste domingo (25), além de questões de Linguagens e Matemática, os candidatos ao <a title=Tudo sobre as provas do Enem 2015 href=https://noticias.universia.com.br/tag/notícias-enem-2015/>Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015</a> fizeram a tão aguardada prova de redação, cujo tema gera especulações durante o ano todo. Este ano, a proposta pedia que o aluno redigisse um texto sobre A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira.<br/><br/><br/></p><p><span style=color: #333333;><strong>Leia também:</strong></span><br/><strong><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Saem os gabaritos do segundo dia de provas do Enem 2015 href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/25/1132855/saem-gabaritos-segundo-dia-provas-enem-2015.html>» Saem os gabaritos do segundo dia de provas do Enem 2015</a></strong><br/><strong><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=“A mulher é sexo frágil href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/25/1132863/a-mulher-sexo-fragil-reclama-candidato-sobre-tema-redacao-enem-2015.html>» “A mulher é sexo frágil, reclama candidato sobre tema da redação do Enem 2015</a></strong><br/><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Enem 2015: tudo sobre o 2º dia de provas href=https://noticias.universia.com.br/tag/enem-2015-segundo-dia/>» <strong>Enem 2015: tudo sobre o 2º dia de provas</strong></a></p><p> </p><p>Para a professora de redação do colégio Objetivo <strong>Maria Aparecida Custódio</strong>, o tema envolvendo a mulher já era previsto. Falou-se muito sobre a lei do feminicídio sancionada pela presidente Dilma Rousseff, aponta. <strong><a title=“Redação do Enem 2015 foi fácil”, afirmam candidatos em SP href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/25/1132862/redacao-enem-2015-facil-afirmam-candidatos-sp.html>Maria Aparecida considera o assunto fácil e recorrente e aposta que os candidatos estavam familiarizados com ele</a></strong>, o que facilitaria a produção do texto.</p><p> </p><p>A professora também comemorou o tema e disse que o Enem fez uma escolha feliz. Isso aproxima o candidato a uma realidade que muitos não conhecem e o Enem os convidou a refletir sobre isso, explica.</p><p> </p><p>Para ela, era importante que o estudante destacasse na prova que a violência contra a mulher não é uma novidade. O candidato tinha que deixar claro no seu texto persistência da violência contra a mulher. Não podia tratar como algo novo, diz. Outro argumento que poderia ser usado pelos alunos, segundo a professora, é que a nossa sociedade é machista e que a mulher tem uma certa tolerância à violência. Ela mesma acaba contribuindo para perpetuar isso, explica.</p><p> </p><p>O candidato poderia destacar também que faltam políticas públicas e sugerir novas formas de combater essa violência, como a criação de mais delegacias da mulher. Ele também poderia falar das medidas protetivas, que, muitas vezes, não são exigidas pelas mulheres por medo de retaliação masculina, sugere a professora. <br/><br/><br/>Outra forma de abordar o tema, segundo ela, era o aluno ter feito uma reflexão da sua própria experiência em casa. A violência contra a mulher não tem classe social, diz. Por último, o candidato poderia comentar sobre a dependência econômica da mulher, que é algo que poderia libertá-la e acabar com a supremacia masculina.</p>
Fonte: Universia Brasil

Neste domingo (25), além de questões de Linguagens e Matemática, os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015 fizeram a tão aguardada prova de redação, cujo tema gera especulações durante o ano todo. Este ano, a proposta pedia que o aluno redigisse um texto sobre "A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira".


Leia também:
» Saem os gabaritos do segundo dia de provas do Enem 2015
» “A mulher é sexo frágil", reclama candidato sobre tema da redação do Enem 2015
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Para a professora de redação do colégio Objetivo Maria Aparecida Custódio, o tema envolvendo a mulher já era previsto. "Falou-se muito sobre a lei do feminicídio sancionada pela presidente Dilma Rousseff", aponta. Maria Aparecida considera o assunto fácil e recorrente e aposta que os candidatos estavam familiarizados com ele, o que facilitaria a produção do texto.

 

A professora também comemorou o tema e disse que o Enem fez uma escolha feliz. "Isso aproxima o candidato a uma realidade que muitos não conhecem e o Enem os convidou a refletir sobre isso", explica.

 

Para ela, era importante que o estudante destacasse na prova que a violência contra a mulher não é uma novidade. "O candidato tinha que deixar claro no seu texto persistência da violência contra a mulher. Não podia tratar como algo novo", diz. Outro argumento que poderia ser usado pelos alunos, segundo a professora, é que a nossa sociedade é machista e que a mulher tem uma certa tolerância à violência. "Ela mesma acaba contribuindo para perpetuar isso", explica.

 

"O candidato poderia destacar também que faltam políticas públicas e sugerir novas formas de combater essa violência, como a criação de mais delegacias da mulher. Ele também poderia falar das medidas protetivas, que, muitas vezes, não são exigidas pelas mulheres por medo de retaliação masculina", sugere a professora.


Outra forma de abordar o tema, segundo ela, era o aluno ter feito uma reflexão da sua própria experiência em casa. "A violência contra a mulher não tem classe social", diz. Por último, "o candidato poderia comentar sobre a dependência econômica da mulher, que é algo que poderia libertá-la e acabar com a supremacia masculina".


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