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“Perguntas estavam mais sofisticadas”, diz professor sobre prova do Enem 2015

      
Fonte: Universia Brasil

As provas do Enem 2015, que ocorreram no último final de semana, dias 24 e 25 de outubro, renderam muitos comentários dos candidatos na internet, sobretudo em sites como Facebook e Twitter. Entre as perguntas mais comentadas nas redes sociais, estava a primeira questão da prova de Ciências Humanas, aplicada no sábado, que trazia uma famosa citação da escritora feminista Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”.

 

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Para o professor de História do Colégio e Curso Poliedro, Daniel Gomes de Carvalho, foi muito importante trabalhar essa questão no exame, pois ela permite uma compreensão do mundo por parte do aluno. “Ao contrário do que muitos candidatos possam vir a pensar, "não se trata de uma questão de ser a favor ou contra um determinado movimento", afirmou o educador. Segundo ele, para acertar a alternativa, o aluno deveria interpretar o texto, relacionando-o aos movimentos sociais contemporâneos. O professor também reforçou que o estudante não deve julgar o conteúdo que aparece durante a prova: “independente de gostar ou não do movimento feminista, ele é uma realidade”, comentou Carvalho.

 

Questões mais elaboradas

Para o professor, a prova de Ciências Humanas não cobrou conteúdos muito diferentes das edições anteriores. Segundo ele, o exame seguiu o mesmo padrão da edição anterior. Temas como escravidão, movimento indígena, papel da mulher na sociedade e Ditadura Militar apareceram normalmente. O que chamou a atenção foi a forma como os testes foram elaborados: “nesse ano, as perguntas estavam mais sofisticadas”, disse o educador. No entanto, Carvalho afirma que a maioria dos alunos considerou as questões da prova de Humanas bastante claras quanto aos conteúdos que foram cobrados. “No geral, a prova desse não apresentou problemas, tais como questões confusas ou mal formuladas”, enfatizou o educador.

 

Carvalho também deu destaque para as questões sobre a África, que ganharam destaque na prova desse ano, sendo duas delas sobre a história do continente, uma sobre o pan-africanismo e outra sobre a África na Segunda Guerra Mundial. “É um tema ao qual é preciso dar bastante atenção.”

 

O professor também comentou sobre a importância da interpretação de texto na prova do Enem: “É mais fácil errar uma questão por não entender direito o texto do que por não saber o assunto”. Para ele, é importante que o participante tenha em mente que o Enem não é algo “decoreba” e que matérias como Filosofia e Sociologia devem ser consideradas tão importantes quanto História e Geografia, por exemplo. “O aluno não deve enxergar a Filosofia simplesmente como um adereço”, concluiu.

 

A redação

A redação do Enem também trouxe um tema ligado à questão de gênero ao abordar a violência contra a mulher. Para o professor, o candidato poderia aproveitar o conteúdo da questão sobre Simone de Beauvoir como uma inspiração para seu texto: “o aluno poderia usar essa ideia de gênero como construção social para questionar o porquê da violência atingir mais as mulheres”, disse. Para ele, inclusive, também seria uma boa ideia citar a mesma frase da escritora na redação. “Trata-se de uma frase clássica, muito utilizada nas aulas de Sociologia”, destacou ele.


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