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Separação de alunos por gênero é adotada em escola norte-americana

      
Fonte: Shutterstock

Há alguns anos, a divisão de alunos conforme o gênero poderia ser mais comum no ambiente educacional. Atualmente, isso pode ser considerado algo raro, já que em muitas escolas, sobretudo naquelas localizadas em países ocidentais e de cultura capitalista, esse tipo de separação entre diferentes sexos, em geral, não ocorre mais.

 

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Contudo, de acordo com uma reportagem publicada pelo canal CNN, a separação dos estudantes pelo gênero é uma realidade na escola norte-americana Woodbridge Middle School, localizada no estado de Virgínia, nos  Estados Unidos. Segundo a matéria, apesar das críticas que tem recebido, a instituição assegurou que houve melhoras significativas na nota dos alunos a partir da adoção da medida.

 

Segundo a rede de notícias, essa divisão passou a ser aplicada na escola há três anos como uma espécie de teste, realizado para comprovar a ideia de que meninos e meninas aprendem de uma maneira diferente. De acordo com uma das professoras da instituição entrevistada pelo canal, desde que o programa começou a ser colocado em prática, as notas de leitura em todas as salas de aulas masculinas melhoraram e os problemas de comportamento diminuíram.

 

De acordo com outra educadora entrevistada pelo site, foi observado que, durante as aulas de Matemática ministradas em classes exclusivamente femininas, o agrupamento das carteiras próximas umas as outras está ligado à ideia de que meninas aprendem melhor quando estão em um ambiente mais conjunto e cooperativo. A professora apontou que esse tipo de organização trouxe melhoras significativas na performance das estudantes. Para ela, “as alunas apresentam uma melhor compreensão da matéria devido à maneira como elas têm sido instruídas”.

 

O lado crítico

A reportagem da CNN também destacou o lado crítico da separação por gênero. Para o professor e escritor David Sadker, ao invés de organizar as turmas em masculino e feminino, as escolas deveriam trabalhar de outra forma para melhorar o desempenho em sala de aula. Para ele, “ensinar com base em estereótipos” acaba restringindo a opção dos próprios estudantes. De acordo com sua declaração ao site, organizar as escolas conforme o sexo dos alunos para melhorar as notas é “uma solução barata para um problema muito mais profundo”.

 

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