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Crianças hiperativas e com déficit de atenção sofrem mais bullying, diz estudo

      
Fonte: Shutterstock

Segundo estudo da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, crianças que fazem uso de estimulantes para distúrbio de atenção e hiperatividade, o chamado TDHA, estão mais suscetíveis ao bullying do que as que não utilizam o medicamento.

 

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Nos Estados Unidos, esses estimulantes são feitos à base da folha de Cannabis, popularmente conhecida como Maconha. Em alguns estados do país, a droga é legalizada para fins medicinais e geralmente prescrita para tratamento de problemas psicológicos, como déficit de atenção e ansiedade, e também estresse.

 

A descoberta veio através de uma pesquisa feita com cerca de 5.000 crianças em 5 escolas públicas americanas, durante 4 anos. Os psicólogos responsáveis pela investigação compararam alunos que utilizavam os estimulantes, com crianças que pararam o tratamento e também estudantes sem o diagnóstico.

 

“Nós sabemos que esses estimulantes são amplamente usados pelos adolescentes norte-americanos, e que, muitas vezes, as receitas são compartilhadas com outros alunos que não têm nenhum tipo de distúrbio”, diz Quyen Epstein-Ngo, uma das psicólogas responsáveis pela pesquisa, em uma entrevista à revista TIMES, dos Estados Unidos. Segundo Quyen, houve relatos de alunos que tiveram sua medicação roubada ou que foram coagidos a entregar a receita.

 

De acordo com a psicóloga, o principal motivo do bullying é a tentativa de fácil acesso às drogas por outros adolescentes, para uso recreativo. “Crianças com distúrbios de atenção e que têm a liberação para uso medicinal dos estimulantes são duas vezes mais visadas do que aquelas que não sofrem com o problema”, afirma a pesquisadora. Os jovens que compartilharam ou tiveram seu medicamento roubado nos últimos 12 meses estavam, segundo o estudo, mais de quatro vezes mais suscetíveis ao bullying.

 

O TDHA é uma condição cada vez mais comum no mundo. Nos EUA, no período de 2003 a 2014, os casos relacionados a esse distúrbio aumentaram 40%. No Brasil, um estudo de 2015, feito em conjunto pela USP, UFRJ e UFRGS, indicou que o País gasta quase R$ 2 bilhões por ano com consequências do problema, como a falta de assistência às crianças e diagnóstico tardio do TDHA, que acabam aumentando o índice de repetentes nas escolas, por exemplo.


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