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“O mote da Declaração dos Direitos Humanos é o exercício da tolerância”, diz professor

      
Fonte: Universia Brasil

Nesta quinta-feira (10), comemora-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos, completando 67 anos da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Para entender melhor sobre o documento que trouxe tantas mudanças para o cenário social mundial, a Universia Brasil conversou com o professor de História do Curso Poliedro Rodolfo Neves.

 

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Segundo o docente, a Declaração foi criada em 1948, no final da Segunda Guerra Mundial, dentro de um contexto favorável para a implementação de novas regras sociais. O documento havia sido uma resposta da Organização das Nações Unidas (ONU), órgão recém criado em 1945, à experiência dos regimes totalitários existentes na Europa. Por conta das atrocidades das guerras e dos regimes citados, houve um consenso entre os países sobre a importância do documento.

 

Neves explica que a violação sistemática dos direitos humanos durante os Estados criados na Alemanha e na Itália, como o Nazifascismo, foram fundamentais para que a Declaração fosse vista com bons olhos. “Ao final da Segunda Guerra Mundial, a ONU entende que era necessário colocar esses direitos por escrito em um documento e, a partir de então, todos os países que fizessem parte do órgão deveriam montar suas Constituições e respectivas leis sem violar o que estivesse previstos nos artigos da Declaração dos Direitos Humanos”, afirma.

 

“O mote da Declaração é o exercício da tolerância”, afirma Neves. Segundo ele, a diversidade é importante e o documento aparece em um momento fundamental para que a sociedade assumisse uma nova postura pós-guerra. “É preciso conviver com as diferenças e, por isso, todos os artigos baseiam-na tolerância, mas com um limite. Nós temos que tolerá-la desde que uma determinada prática não viole os próprios artigos da Declaração”, concluiu.

 

Desde sua criação, a Declaração Universal dos Direitos Humanos provocou mudanças em diversos locais do mundo. O professor explica que, nos Estados Unidos, por exemplo, houve um avanço na luta contra o racismo. “Um reflexo disso muito importante nos Estados Unidos foi a luta pelos direitos civis encabeçadas pelas organizações do movimento negro da década de 50, como o caso de Rosa Parks”, comenta.

 

A Europa também foi um local bastante afetado positivamente pela criação da Declaração. Lá havia problemas muito grandes a respeito da tolerância religiosa e, por isso, o documento foi fundamental para amenizar a situação. Para ele, “sem a Declaração Universal dos Direitos Humanos, não haveria uma base jurídica internacional que condenasse crimes como esse”.

 

No entanto, o documento não teve o mesmo impacto em todos os países do mundo. Ao considerar a América do Sul, Neves conta que a Declaração demorou mais tempo para ser valorizada, por causa do momento histórico vivido pelos países. Ele explica que “logo depois da década de 60, começam os regimes civis militares que violam sistematicamente os artigos do documento. É a partir de meados da década de 80 que seus valores começam de fato a serem colocados em prática, com base nas Constituições que foram feitas após o fim dos regimes”.

 

A Declaração é completamente respeitada?

  

Por mais que a Declaração Universal dos Direitos Humanos complete 67 anos, nem todos os seus artigos são respeitados em totalidade. Segundo o docente, “as violações à Declaração são constantes”. Para ele, as minorias, entendidas como o grupo de pessoas que não tem os direitos respeitados, independentemente de um critério quantitativo, ainda não têm acesso pleno aos direitos previstos na Declaração.

 

“Na Europa podemos ver a forma como se reage à imigração, violando constantemente os direitos humanos. Na Declaração está previsto direito aos refugiados dentro de um país e com todos os direitos apontados no documento”, explica. Para ele, “a questão de negar direitos, como o casamento homoafetivo, a violência contra a mulher e colocá-la em uma posição subjulgada, também violam constantemente”.

 

Como a Declaração pode cair nos vestibulares?

 

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo o docente, “dá ao indivíduo a plena autonomia para o exercício das suas liberdades”. Como é um documento de grande importância para mudar a sociedade em critério mundial, também aparece com grande frequência nos principais vestibulares do Brasil.

 

Neves explica que o aluno precisa de alguns conhecimentos específicos para que consiga ter um bom desempenho nas provas. “Os vestibulares apresentam questões que demandam do aluno não só o conhecimento sobre a Declaração, mas também o entendimento das suas violações”, conta. Um exemplo concreto recente foi a questão de Enem 2015, que trouxe Simone de Beauvoir e a discussão sobre gênero.

 

Uma dica importante do professor é que o estudante tome cuidado com opiniões preconceituosas. “Se o aluno tem uma carga preconceituosa, ele vai errar questões, ainda mais em uma segunda fase, que são dissertativas”, disse. Para complementar, afirmou que caso haja preconceitos, o corretor da prova pode descontar pontos ou até mesmo anular a questão.

 

Na sua opinião, quais direitos humanos não são respeitados hoje? Conte para a gente!

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