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“Alunos saíram apreensivos da redação”, diz professor sobre a Fuvest 2016

      
Fonte: Universia Brasil

No último domingo (10), foram aplicadas as provas de Português e Redação da segunda fase da Fuvest 2016, vestibular que seleciona alunos para os cursos da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa.

 

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Para fazer um apanhado geral do exame, a Universia Brasil conversou com o professor de português do Curso Poliedro Cesar Augusto Ceneme, que classificou a prova como difícil, mas muito bem feita. Leia, agora, os comentários de Ceneme sobre a Fuvest 2016.

 

Literatura na Fuvest

Em literatura, a Fuvest manteve a tradição e apresentou uma prova de nível difícil e muito bem elaborada.“Foi feito um bom recorte dos livros cobrados e os alunos que conheciam a história do livro e também o contexto em que foi criado foram privilegiados. Os que só leram resumos e compareceram às aulas não tiveram condição de desenvolver muito suas respostas”, disse Ceneme.

 

As questões de literatura eram trabalhosas e apresentaram uma grau de dificuldade maior que as de gramática e interpretação do texto, segundo o professor. Elas também demandaram do aluno mais tempo e cuidado para elaborar e escrever as respostas. “A prova foi bastante criteriosa e selecionou os alunos que realmente se preparam”, afirma.

 

As obras obrigatórias apareceram de forma equilibrada, muitas vezes no mesmo exercício. “Tiveram questões que relacionaram dois livros, como na de número 6, que pediu a ligação entre Memórias de um Sargento de Milícias e O Cortiço”, conta Ceneme.

 

Acordo ortográfico

Para o professor, a cobrança do novo acordo ortográfico na prova da Fuvest 2016 não assustou os candidatos. “O aluno preparado sabe que a Fuvest é um vestibular ‘inteligente’, que não cobra regras específicas, e sim a linguagem em uso. Por isso, já era esperado que não fosse cobrada a mudança de acentuação em alguma palavra”, disse Ceneme. Segundo ele, em um ano letivo de 64 aulas semanais, nenhum aluno o questionou sobre a nova ortografia.

 

Gramática e interpretação de texto

Nesta última edição, Ceneme contou que a Fuvest mesclou questões de gramática pura, como conjugação e emprego verbal, com interpretação de texto. “Foram questões muito bem feitas, com nível médio para difícil, mas sem surpresas. Ela também foi um pouco menos trabalhosa do que a prova de Literatura”, opina.

 

Redação da Fuvest 2016

“Em toda a minha carreira, essa foi uma das poucas vezes em que os alunos saíram da prova mais apreensivos com a redação do que com as questões de Língua Portuguesa”, conta Ceneme sobre a prova, cujo tema era “Utopia”. Para o professor do Poliedro, o principal motivo foi a subjetividade do tema, uma tendência que há alguns anos não aparecia na Fuvest.

 

“Nos últimos três, ou quatros anos, o exame vinha cobrando temas de ordem social, que têm mais a ver com o cotidiano do aluno, como a questão do idoso, do consumo e da camarotização do espaço. Nesta edição, a prova voltou a cobrar um tema de eixo filosófico, que é muito mais abstrato e que exige maior interpretação do aluno”.

 

Para Ceneme, o grande diferencial da redação de 2016 foi uma escolha assertiva da coletânea de textos, que selecionou trechos muito completos e que tranquilizaram o aluno na hora de redigir a prova. “Além dos textos de apoio, a Fuvest também criou um texto explicativo na orientação da redação, que funcionou como uma interpretação do próprio vestibular em relação à coletânea, o que provavelmente ajudou os alunos”, completa.


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