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16 milhões de meninas nunca irão à escola, diz Unesco

      
<p>16 milhões é o número de meninas de 6 a 11 anos que, segundo a <strong>Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco)</strong>, jamais frequentarão a escola. O número é duas vezes maior que o de meninos, na mesma faixa etária.</p><p> </p><p><span style=color: #333333;><strong>Você pode ler também:</strong></span><br/><br/><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Garota afegã passou 5 anos se vestindo de menino para poder estudar href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/11/18/1133829/garota-afega-passou-5-anos-vestindo-menino-poder-estudar.html>» <strong>Garota afegã passou 5 anos se vestindo de menino para poder estudar</strong></a><br/><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=ONU e Malala pedem ajuda de US$ 1,4 bilhões para crianças sírias href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/02/03/1136082/onu-malala-pedem-ajuda-us-1-4-bilhes-criancas-sirias.html>» <strong>ONU e Malala pedem ajuda de US$ 1,4 bilhões para crianças sírias</strong></a><br/><a style=color: #ff0000; text-decoration: none; text-weight: bold; title=Todas as notícias de Educação href=https://noticias.universia.com.br/educacao>» <strong>Todas as notícias de Educação</strong></a></p><p> </p><p>O levantamento foi publicado no <strong><a title=Fundação dá bolsas para pesquisa sobre desigualdade racial href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/03/02/1136927/fundacao-da-bolsas-pesquisa-sobre-desigualdade-racial.html>Atlas da Desigualdade de Gênero na Educação</a></strong>, divulgado pela Unesco por conta da proximidade com o <strong>Dia Internacional da Mulher</strong>, celebrado no dia 8 de março. “As meninas continuam a ser as primeiras a ter negado o direito à educação, apesar de todos os esforços realizados e os avanços obtidos nos últimos 20 anos”, disse a organização em comunicado.</p><p> </p><p>Segundo o estudo, a desigualdade é mais latente nos Estados Árabes, na Ásia Meridional, na Ásia Ocidental e na África Subssariana, onde 9,5 milhões de meninas serão, para sempre, privadas de entrar em uma sala de aula. Na mesma região, os meninos que nunca terão acesso à educação somam 5 milhões.</p><p> </p><p>A Ásia Meridional e Ocidental, onde estão localizadas muitas nações árabes, a descriminação é maior, em termos relativos. Na região, 80% das meninas que estão fora da escola, atualmente, jamais assistirão a uma aula, o que equivale a 4 milhões. No caso dos meninos, 16% não frequentará a escola.</p><p> </p><p>Nos Estados Árabes, a Unesco não foi capaz de especificar a quantidade exata de crianças que nunca receberão educação formal, por conta dos constantes conflitos e guerras.</p><p> </p><p><strong>A luta por igualdade</strong><br/><br/><strong><a title=Levará mais de um século para as mulheres alcançarem os homens no mercado de trabalho href=https://noticias.universia.com.br/carreira/noticia/2015/10/08/1132158/levara-seculo-mulheres-alcancarem-homens-mercado-trabalho.html>Acabar com a desigualdade de gênero</a></strong> no âmbito da educação é um dos <strong>Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</strong>, que devem ser cumpridos até o ano de 2030. Durante a <strong>Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável</strong>, em setembro de 2015, na cidade de Nova York, foram estipulados pelos países-membros 17 objetivos e 169 metas.</p><p> </p><p>Hoje, no mundo, uma em cada oito crianças entre 6 e 15 anos não está recebendo nenhum tipo de educação formal, sendo as meninas a grande maioria, somando 63 milhões.</p><p> </p><p>Em nota, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que, para alcançar os objetivos estipulados na cúpula, é preciso combater a discriminação e a pobreza que paralisam a vida de meninas e mulheres de todo o mundo. “Devemos trabalhar em todos os níveis, desde a base social até os dirigentes mundiais, para fazer da equidade e integração os eixos de toda política, de forma que todas as meninas, sejam quais forem as circunstâncias, vão à escola, prossigam os estudos e cheguem a ser cidadãs emancipadas”, afirma Irina.</p>
Fonte: Shutterstock

16 milhões é o número de meninas de 6 a 11 anos que, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação (Unesco), jamais frequentarão a escola. O número é duas vezes maior que o de meninos, na mesma faixa etária.

 

Você pode ler também:

» Garota afegã passou 5 anos se vestindo de menino para poder estudar
» ONU e Malala pedem ajuda de US$ 1,4 bilhões para crianças sírias
» Todas as notícias de Educação

 

O levantamento foi publicado no Atlas da Desigualdade de Gênero na Educação, divulgado pela Unesco por conta da proximidade com o Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março. “As meninas continuam a ser as primeiras a ter negado o direito à educação, apesar de todos os esforços realizados e os avanços obtidos nos últimos 20 anos”, disse a organização em comunicado.

 

Segundo o estudo, a desigualdade é mais latente nos Estados Árabes, na Ásia Meridional, na Ásia Ocidental e na África Subssariana, onde 9,5 milhões de meninas serão, para sempre, privadas de entrar em uma sala de aula. Na mesma região, os meninos que nunca terão acesso à educação somam 5 milhões.

 

A Ásia Meridional e Ocidental, onde estão localizadas muitas nações árabes, a descriminação é maior, em termos relativos. Na região, 80% das meninas que estão fora da escola, atualmente, jamais assistirão a uma aula, o que equivale a 4 milhões. No caso dos meninos, 16% não frequentará a escola.

 

Nos Estados Árabes, a Unesco não foi capaz de especificar a quantidade exata de crianças que nunca receberão educação formal, por conta dos constantes conflitos e guerras.

 

A luta por igualdade

Acabar com a desigualdade de gênero no âmbito da educação é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que devem ser cumpridos até o ano de 2030. Durante a Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, em setembro de 2015, na cidade de Nova York, foram estipulados pelos países-membros 17 objetivos e 169 metas.

 

Hoje, no mundo, uma em cada oito crianças entre 6 e 15 anos não está recebendo nenhum tipo de educação formal, sendo as meninas a grande maioria, somando 63 milhões.

 

Em nota, a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, disse que, para alcançar os objetivos estipulados na cúpula, é preciso combater a discriminação e a pobreza que paralisam a vida de meninas e mulheres de todo o mundo. “Devemos trabalhar em todos os níveis, desde a base social até os dirigentes mundiais, para fazer da equidade e integração os eixos de toda política, de forma que todas as meninas, sejam quais forem as circunstâncias, vão à escola, prossigam os estudos e cheguem a ser cidadãs emancipadas”, afirma Irina.


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