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Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre A Cidade e as Serras

      
Fonte: Shutterstock
A Fuvest terá novidades na lista de leituras obrigatórias para os vestibulares de 2017, 2018 e 2019. Nesta edição da prova, três dos livros que foram cobrados até o ano passado sairão para dar lugar a outras três obras diferentes, sendo que uma delas é inédita no exame.


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Para o vestibular 2017, além de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos), que já estavam na lista de obras do último vestibular, os alunos deverão fazer a leitura de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, Iracema, de José de Alencar, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Para ajudar o aluno a estudar para o vestibular da Fuvest e entender os principais pontos das obras cobradas na prova, a Universia Brasil entrevistou o professor João Luís Machado, do Sistema Poliedro. A seguir, confira o que o educador falou sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, que não é uma das novas leituras, mas também aparece na lista.

O autor

O romance realista A Cidade e as Serras foi escrito por um dos principais autores da literatura portuguesa, o escritor Eça de Queirós. Nascido em 1845, em Portugal, Eça viveu entre o século XIX e o início do século XX, e era conhecido pelas duras críticas que fazia à sociedade de sua época, em livros com Os Maias e O Crime do Padre Amaro.

No entanto, em A Cidade e as Serras, que foi publicado pouco tempo depois da morte do autor, em 1901, Eça de Queirós ameniza sua veia crítica realista para fazer uma análise mais otimista das questões que rodeavam a pátria portuguesa. Segundo o professor João Luís Machado, a obra faz uma comparação entre a tranquilidade, a morosidade e a permanência do campo com a velocidade, as mudanças, a transformação e a impetuosidade do espaço urbano.

A obra

“A obra é um choque entre o campo e a cidade, são visões antagônicas, com pessoas que representam dois mundos que correm em paralelo. Essa dicotomia também aborda a vida morna no campo em comparação com a aceleração da cidade”, define o professor do Poliedro.

Segundo Machado, quando se trata de A Cidade e as Serras, o grande ponto para o vestibular é, sem dúvida, a comparação entre os dois espaços e a eterna dúvida que permeia a análise de Eça: qual dos dois lugares é o melhor e qual o destino dos homens?

“A obra se passa no século XIX, quando a revolução científica está em pleno andamento e a sociedade está movida pela revolução industrial e as grandes conquistas tecnológicas. Eça de Queirós é um observador desse processo”, contextualiza o professor.

Outro ponto que o aluno deve se atentar é que, apesar de ter um viés aparentemente realista, a obra tem elementos de fantasia. “Eça compara futuros e projeta contextos, utilizando os protagonistas (Zé Fernandes e Jacinto) para fazer o elo entre presente, passado e futuro, velocidade e permanência”, explica.


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