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Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre A Cidade e as Serras

      
A Fuvest terá novidades na lista de <strong>leituras obrigatórias para os vestibulares de 2017, 2018 e 2019</strong>. Nesta edição da prova, três dos livros que foram cobrados até o ano passado sairão para dar lugar a outras três obras diferentes, sendo que uma delas é inédita no exame.<br/><br/><br/><p><span style=color: #333333;><strong>Você pode ler também:</strong></span><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/08/02/1142371/fuvest-2017-manual-candidato-disponivel.html title=Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível>» <strong>Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/03/11/1137297/fuvest-divulga-lista-leituras-obrigatorias-proximos-vestibulares.html title=Fuvest divulga lista de leituras obrigatórias para os próximos três vestibulares>» <strong>Fuvest divulga lista de leituras obrigatórias para os próximos três vestibulares</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao title=Todas as notícias de Educação>» <strong>Todas as notícias de Educação<br/><br/><br/></strong></a></p><p>Para o <strong>vestibular 2017</strong>, além de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos), que já estavam na lista de obras do último vestibular, os alunos deverão fazer a leitura de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, Iracema, de José de Alencar, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.<br/><br/></p><p>Para ajudar o aluno a <strong>estudar para o vestibular da Fuvest</strong> e entender os principais pontos das obras cobradas na prova, a Universia Brasil entrevistou o professor João Luís Machado, do Sistema Poliedro. A seguir, <a href=https://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2015/05/28/1125897/resumo-fuvest-2016-cidade-serras-eca-queiros-materiais-complementares.html title=Resumo Fuvest 2016: A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós - Materiais Complementares>confira o que o educador falou sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós</a>, que não é uma das novas leituras, mas também aparece na lista.<br/><br/></p><p><strong>O autor</strong></p><p>O romance realista <em><strong>A Cidade e as Serras</strong></em> foi escrito por um dos principais autores da literatura portuguesa, o escritor Eça de Queirós. Nascido em 1845, em Portugal, Eça viveu entre o século XIX e o início do século XX, e era conhecido pelas duras críticas que fazia à sociedade de sua época, em livros com Os Maias e O Crime do Padre Amaro.<br/><br/></p><p>No entanto, em A Cidade e as Serras, que foi publicado pouco tempo depois da morte do autor, em 1901, Eça de Queirós ameniza sua veia crítica realista para fazer uma análise mais otimista das questões que rodeavam a pátria portuguesa. Segundo o professor João Luís Machado, a obra faz uma comparação entre a tranquilidade, a <strong>morosidade e a permanência do campo</strong> com a velocidade, as mudanças, a<strong> transformação e a impetuosidade do espaço urbano</strong>.<br/><br/></p><p><strong>A obra</strong></p><p>“A obra é um choque entre o campo e a cidade, são visões antagônicas, com pessoas que representam dois mundos que correm em paralelo. Essa dicotomia também aborda a vida morna no campo em comparação com a aceleração da cidade”, define o professor do Poliedro.<br/><br/></p><p>Segundo Machado, quando se trata de A Cidade e as Serras, o grande ponto para o vestibular é, sem dúvida, a comparação entre os dois espaços e a eterna dúvida que permeia a análise de Eça: qual dos dois lugares é o melhor e qual o destino dos homens?<br/><br/></p><p>“A obra se passa no século XIX, quando a revolução científica está em pleno andamento e a sociedade está movida pela revolução industrial e as grandes conquistas tecnológicas. Eça de Queirós é um observador desse processo”, contextualiza o professor.<br/><br/></p><p>Outro ponto que o aluno deve se atentar é que, apesar de ter um viés aparentemente realista, a obra tem elementos de fantasia. “Eça compara futuros e projeta contextos, utilizando os protagonistas (Zé Fernandes e Jacinto) para fazer o elo entre presente, passado e futuro, velocidade e permanência”, explica.</p>
Fonte: Shutterstock
A Fuvest terá novidades na lista de leituras obrigatórias para os vestibulares de 2017, 2018 e 2019. Nesta edição da prova, três dos livros que foram cobrados até o ano passado sairão para dar lugar a outras três obras diferentes, sendo que uma delas é inédita no exame.


Você pode ler também:
» Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível
» Fuvest divulga lista de leituras obrigatórias para os próximos três vestibulares
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Para o vestibular 2017, além de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos), que já estavam na lista de obras do último vestibular, os alunos deverão fazer a leitura de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, Iracema, de José de Alencar, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Para ajudar o aluno a estudar para o vestibular da Fuvest e entender os principais pontos das obras cobradas na prova, a Universia Brasil entrevistou o professor João Luís Machado, do Sistema Poliedro. A seguir, confira o que o educador falou sobre A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, que não é uma das novas leituras, mas também aparece na lista.

O autor

O romance realista A Cidade e as Serras foi escrito por um dos principais autores da literatura portuguesa, o escritor Eça de Queirós. Nascido em 1845, em Portugal, Eça viveu entre o século XIX e o início do século XX, e era conhecido pelas duras críticas que fazia à sociedade de sua época, em livros com Os Maias e O Crime do Padre Amaro.

No entanto, em A Cidade e as Serras, que foi publicado pouco tempo depois da morte do autor, em 1901, Eça de Queirós ameniza sua veia crítica realista para fazer uma análise mais otimista das questões que rodeavam a pátria portuguesa. Segundo o professor João Luís Machado, a obra faz uma comparação entre a tranquilidade, a morosidade e a permanência do campo com a velocidade, as mudanças, a transformação e a impetuosidade do espaço urbano.

A obra

“A obra é um choque entre o campo e a cidade, são visões antagônicas, com pessoas que representam dois mundos que correm em paralelo. Essa dicotomia também aborda a vida morna no campo em comparação com a aceleração da cidade”, define o professor do Poliedro.

Segundo Machado, quando se trata de A Cidade e as Serras, o grande ponto para o vestibular é, sem dúvida, a comparação entre os dois espaços e a eterna dúvida que permeia a análise de Eça: qual dos dois lugares é o melhor e qual o destino dos homens?

“A obra se passa no século XIX, quando a revolução científica está em pleno andamento e a sociedade está movida pela revolução industrial e as grandes conquistas tecnológicas. Eça de Queirós é um observador desse processo”, contextualiza o professor.

Outro ponto que o aluno deve se atentar é que, apesar de ter um viés aparentemente realista, a obra tem elementos de fantasia. “Eça compara futuros e projeta contextos, utilizando os protagonistas (Zé Fernandes e Jacinto) para fazer o elo entre presente, passado e futuro, velocidade e permanência”, explica.


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