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Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre O Cortiço

      
O <strong>vestibular da Fuvest</strong>, que é porta de entrada para os cursos da <strong>Universidade de São Paulo (USP)</strong> e da <strong>Escola de Ciências Médicas da Santa Casa</strong>, é um dos mais importantes e concorridos processos seletivos do País.<br/><br/><br/><p><span style=color: #333333;><strong>Você pode ler também:</strong></span><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/08/02/1142371/fuvest-2017-manual-candidato-disponivel.html title=Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível>» <strong>Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível </strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2016/07/21/1142058/5-tipos-livros-aumentam-inteligencia.html title=5 tipos de livros que aumentam sua inteligência>» <strong>5 tipos de livros que aumentam sua inteligência</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao title=Todas as notícias de Educação>» <strong>Todas as notícias de Educação<br/><br/><br/></strong></a></p><p>Os que vão prestar a <strong>prova para o ano letivo de 2017</strong> precisam estar atentos às mudanças na lista de leituras obrigatórias da Fuvest. Nesta edição, alguns clássicos deixaram a <strong>relação de livros cobrados no exame</strong>, dando lugar a outros velhos conhecidos dos candidatos e também a uma obra da literatura angolana.<br/><br/></p><p>Neste ano, a <a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/03/11/1137297/fuvest-divulga-lista-leituras-obrigatorias-proximos-vestibulares.html title=Fuvest divulga lista de leituras obrigatórias para os próximos três vestibulares>lista de leituras obrigatórias da Fuvest</a> será composta por Iracema, de José de Alencar, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, Capitães da Areia, de Jorge Amado, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.<br/><br/></p><p>Para ajudar o aluno a estudar para o exame e identificar os pontos mais importantes de cada obra, a Universia Brasil entrevistou o professor de literatura do Sistema Poliedro João Luís Machado. A seguir, confira as <a href=https://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2015/07/27/1128936/resumo-fuvest-2016-cortico-aluisio-azevedo-materiais-complementares.html title=Resumo Fuvest 2016: O Cortiço, de Aluísio Azevedo - Materiais Complementares>dicas essenciais sobre o livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo</a>, que será cobrado nesta edição da prova:<br/><br/></p><p><strong>O autor</strong></p><p>A obra de Aluísio Azevedo está contextualizada no Rio de Janeiro, no início do século XX, quando a cidade ainda era a capital do Brasil. Por conta disso, o autor carrega o viés realista daquele período e daquela cidade.<br/><br/></p><p>Segundo João Machado, a obra O Cortiço se baseia nesse contexto, que é uma época de reformas e mudanças estruturais no Rio de Janeiro, bancadas elo Governo Federal, para reformular a capital. “Existiam os cortiços, que ficavam em pontos estratégicos da cidade e eram um problema nevrálgico de saúde pública”, explica o professor.<br/><br/></p><p>Aloísio Azevedo vivenciou essa mudança e transparece em sua obra a ideia de que a modificação urbana era, sim, necessária. Em O Cortiço, no entanto, o autor irá narrar o que era o Rio de Janeiro antes das reformas, evidenciando na obra seu pensamento altamente politizado. “Ele teve uma carreira além da escrita, atuando como diplomata e também jornalista”, explica Machado, justificando os ideais de Azevedo.<br/><br/></p><p><strong>A obra</strong></p><p>Apesar de ter sido escrita em prosa mais convencional, a obra apresenta uma linguagem extremamente rica. Além disso, ela é socialmente engajada, pois denuncia questões relacionadas ao período no qual está situada. O Cortiço, segundo Machado, também <strong>fala sobre as relações humanas, como o embate entre ricos e pobres</strong>, por exemplo.<br/><br/></p><p>Na hora da leitura, o professor aconselha se atentar ao tema da insalubridade do espaço e da falta de saúde pública, que afeta, inclusive, as personagens da narrativa. “Outra questão importantíssima é o embate entre diferentes classes sociais. Das pessoas que estão ascendendo socialmente, como o dono da banca, que enriquece, constrói o cortiço e aluga as casas”, comenta Machado.<br/><br/></p><p>O terceiro elemento, segundo o professor do Poliedro, são as características bem humanas das personagens, como a ambição, a fidelidade, a traição e a inveja, que <strong>são bem marcantes no livro e costumam ser cobradas em prova</strong>. Também aparecem exercícios sobre o cenário que mistura a alegria dos personagens com o cenário pobre, sofrido e insalubre, nas quais se questiona como tudo isso é possível.</p>
Fonte: Shutterstock
O vestibular da Fuvest, que é porta de entrada para os cursos da Universidade de São Paulo (USP) e da Escola de Ciências Médicas da Santa Casa, é um dos mais importantes e concorridos processos seletivos do País.


Você pode ler também:
» Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível
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Os que vão prestar a prova para o ano letivo de 2017 precisam estar atentos às mudanças na lista de leituras obrigatórias da Fuvest. Nesta edição, alguns clássicos deixaram a relação de livros cobrados no exame, dando lugar a outros velhos conhecidos dos candidatos e também a uma obra da literatura angolana.

Neste ano, a lista de leituras obrigatórias da Fuvest será composta por Iracema, de José de Alencar, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, Capitães da Areia, de Jorge Amado, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Para ajudar o aluno a estudar para o exame e identificar os pontos mais importantes de cada obra, a Universia Brasil entrevistou o professor de literatura do Sistema Poliedro João Luís Machado. A seguir, confira as dicas essenciais sobre o livro O Cortiço, de Aluísio Azevedo, que será cobrado nesta edição da prova:

O autor

A obra de Aluísio Azevedo está contextualizada no Rio de Janeiro, no início do século XX, quando a cidade ainda era a capital do Brasil. Por conta disso, o autor carrega o viés realista daquele período e daquela cidade.

Segundo João Machado, a obra O Cortiço se baseia nesse contexto, que é uma época de reformas e mudanças estruturais no Rio de Janeiro, bancadas elo Governo Federal, para reformular a capital. “Existiam os cortiços, que ficavam em pontos estratégicos da cidade e eram um problema nevrálgico de saúde pública”, explica o professor.

Aloísio Azevedo vivenciou essa mudança e transparece em sua obra a ideia de que a modificação urbana era, sim, necessária. Em O Cortiço, no entanto, o autor irá narrar o que era o Rio de Janeiro antes das reformas, evidenciando na obra seu pensamento altamente politizado. “Ele teve uma carreira além da escrita, atuando como diplomata e também jornalista”, explica Machado, justificando os ideais de Azevedo.

A obra

Apesar de ter sido escrita em prosa mais convencional, a obra apresenta uma linguagem extremamente rica. Além disso, ela é socialmente engajada, pois denuncia questões relacionadas ao período no qual está situada. O Cortiço, segundo Machado, também fala sobre as relações humanas, como o embate entre ricos e pobres, por exemplo.

Na hora da leitura, o professor aconselha se atentar ao tema da insalubridade do espaço e da falta de saúde pública, que afeta, inclusive, as personagens da narrativa. “Outra questão importantíssima é o embate entre diferentes classes sociais. Das pessoas que estão ascendendo socialmente, como o dono da banca, que enriquece, constrói o cortiço e aluga as casas”, comenta Machado.

O terceiro elemento, segundo o professor do Poliedro, são as características bem humanas das personagens, como a ambição, a fidelidade, a traição e a inveja, que são bem marcantes no livro e costumam ser cobradas em prova. Também aparecem exercícios sobre o cenário que mistura a alegria dos personagens com o cenário pobre, sofrido e insalubre, nas quais se questiona como tudo isso é possível.


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