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Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre Sagarana

      
Fonte: Shutterstock
Vai prestar o vestibular da Fuvest? Então, atenção, pois a partir deste ano a lista de livros obrigatórios mudou e terá algumas novidades. Os alunos que participarem das provas para os anos letivos de 2017, 2018 e 2019 irão se deparar com alguns velhos conhecidos, mas também com títulos que não eram cobrados há anos e até uma obra inédita no vestibular.


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Para a edição deste ano, a lista de leituras obrigatórias da Fuvest será composta por Iracema, de José de Alencar, Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, Capitães da Areia, de Jorge Amado, Vidas Secas, de Graciliano Ramos, Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Para dar uma força nos estudos e destacar os tópicos mais importantes para a prova, a Universia Brasil entrevistou a professora de literatura do Curso Poliedro de São Paulo Rosana Sol. A seguir, confira as dicas essenciais sobre Sagarana, de João Guimarães Rosa, que há 10 anos não era cobrado no vestibular da Fuvest:

O autor

Para a professora Rosana Sol, a primeira coisa que o candidato deve se atentar é o estilo de Guimarães Rosa, que é ímpar e não se assemelha à escrita de nenhum outro escritor. “O aluno que nunca leu Guimarães Rosa vai encontrar bastante dificuldade no primeiro texto, mas tudo é uma questão de tempo e de se adaptar à linguagem dele. Depois da segunda, terceira história, o estudante saberá reconhecer qualquer trecho de qualquer obra do autor”, conta Sol.

Muitos críticos afirmam que a linguagem utilizada pelo autor é praticamente um idioma próprio, já que sua diversidade linguística é imensa e totalmente particular. “Guimarães apresenta um número gigante de neologismos, gosta de uma linguagem beirando a originalidade, usa muita prosa poética, fazendo com que o aluno perceba que, apesar de o texto ser narrativo, ele conta com recursos da poesia”, explica a professora.

Rosana salienta que o aluno também não pode se esquecer do caráter “regionalista universalizante” do autor, pois ele situa temas de natureza universal em um espaço regional, composto pelo Norte de Minas Gerais, parte de Goiás e Sul da Bahia. “A problemática que envolve a história dele pode acontecer em qualquer lugar do mundo e com qualquer pessoa, não necessariamente o sertanejo”, conta.

Entre os pontos mais importantes de sua obra está, antes de qualquer coisa, os temas metafísicos e a questão religiosa. Em seguida, a poesia e o ritmo da narrativa. E, em um terceiro plano, o sertanejo e o sertão.

Os contos

O livro Sagarana apresenta contos longos, com aproximadamente 35 a 70 páginas. Essa característica, unida à linguagem altamente particular de Guimarães, faz com que o aluno tenha que ir, aos poucos, se adaptando à obra. “Para um estudante que não está acostumado a ler, é bom que ele vá se ambientando devagar. Ler um conto, dar uma pausa e ler outro conto, para não desistir”. Sol também indica começar pelas histórias mais simples, que prendam mais a atenção do leitor. “Eu acredito que o aluno deva começar com A Hora e Vez de Augusto Matraga, que também está na lista da Unicamp. Esse é o mais importante”. Em seguida, a professora sugere a leitura de Corpo Fechado, Sarapalha e Duelo. Depois, segundo ela, a ordem fica à critério do aluno.

Como cai na prova

Primeiro conto do livro Sagarana, o Burrinho Pedrês é um dos mais aclamados pela crítica, graças à sua linguagem apurada e à mensagem que a história transmite aos leitores. Sobre as características do conto, que costuma ser um dos mais cobrados em provas, Rosana destaca o eixo narrativo repleto de micronarrativas. “É uma história dentro da outra”. Segundo a professora, esse recurso também está presente em Conversa de Boi.

Rosana também chama atenção para uma característica bastante comum a alguns contos de Sagarana, que é a necessidade de se fazer justiça. “Está presente em Conversa de Boi, Duelo, A Hora e Vez de Augusto Matraga, que também é um conto muito requisitado em vestibulares”, comenta.


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