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Livros Fuvest 2017: o que estudar sobre Vidas Secas

      
Neste ano, o <strong>vestibular da Fuvest</strong> terá algumas mudanças em sua <a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/03/11/1137297/fuvest-divulga-lista-leituras-obrigatorias-proximos-vestibulares.html title=Fuvest divulga lista de leituras obrigatórias para os próximos três vestibulares>lista de leituras obrigatórias para a prova</a>. Alguns dos clássicos deixaram de fazer parte da relação de livros e deram lugar a outras importantes <strong>obras da literatura brasileira, portuguesa e também angolana</strong>. As edições dos próximos dois anos também trarão novidades.<br/><br/><br/><p><span style=color: #333333;><strong>Você pode ler também:</strong></span><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao/noticia/2016/08/02/1142371/fuvest-2017-manual-candidato-disponivel.html title=Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível>» <strong>Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/06/16/1140895/4-livros-todo-estudante-estante.html title=X4 livros para todo estudante ter na estante>» <strong>4 livros para todo estudante ter na estante</strong></a><br/><a href=https://noticias.universia.com.br/educacao title=Todas as notícias de Educação>» <strong>Todas as notícias de Educação<br/><br/><br/></strong></a></p><p>Til, de José de Alencar, Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade, saíram para dar lugar a três outras obras de leitura obrigatória.<br/><br/></p><p>Para o<strong> vestibular 2017</strong>, além de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos), que já estavam na lista de obras do último vestibular, os alunos deverão fazer a leitura de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, Iracema, de José de Alencar, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.<br/><br/></p><p>Pensando nas mudanças, a Universia Brasil entrevistou o professor de literatura João Luís Machado, do Sistema Poliedro. A seguir, confira as dicas do educador sobre a obra<strong> Vidas Secas, de Graciliano Ramos</strong>.<br/><br/></p><p><strong>O autor</strong></p><p>Para Machado, Graciliano é um autor que reproduz um realismo mais denso, com forte caráter social e de denúncia. “ Por ser nordestino e ter visto e vivido de perto situações parecidas com as expostas em Vidas Secas, Graciliano tem um ‘know how’ fora de série para tratar do assunto”, opina o professor.</p><p>Segundo ele, as narrativas de Vidas Secas estão um pouco relacionadas com a própria história do autor e à morte de alguns de seus familiares, que influenciaram diretamente na obra.<br/><br/></p><p>Machado ainda destaca que o forte aspecto social do livro está ligado ao fato de Graciliano ter sido militante do partido comunista. “No final da segunda guerra, Graciliano ingressa no partido comunista e passa a estar vinculado, inclusive, a Luís Carlos Prestes (famoso militante e comunista brasileiro) ”, contextualiza.<br/><br/></p><p><strong>A obra</strong></p><p>“Vidas Secas é um verdadeiro retrato em branco preto. Tiramos as cores da cena, pois a vida é dura, a terra não é fértil, a estiagem se prolonga por semanas, meses e até por anos inteiros e faz com que essas famílias tentem até resistir ou sobreviver naquele contexto árido, mas que depois de um certo tempo tenham que migrar e desistir, pois as cabeças de gado morreram, não há mais galinhas, os bodes e as cabras estão muito magros”, descreve o professor do Poliedro.<br/><br/></p><p>Segundo ele, em um determinado momento, a família (Fabiano, Sinhá Vitória, menino mais novo, menino mais velho e a cadela baleia) não consegue mais achar meios para resistir à força da natureza. “É amargo, uma condição de dor, de abandono e infelicidade, que segrega aquelas pessoas e gera a <strong>marginalização social</strong>”.<br/><br/></p><p>Para o professor, a Fuvest cobrará a obra partindo justamente do <a href=https://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2015/07/31/1129218/resumo-fuvest-2016-vidas-secas-graciliano-ramos-temas.html title=Resumo Fuvest 2016: Vidas Secas, de Graciliano Ramos - Temas>enfoque da tristeza e da secura daquelas vidas sertanejas</a>, que vivem uma luta diária contra as agressões do ambiente e da natureza.<br/><br/></p><p>Além disso, segundo Machado, quando os vestibulares cobram em uma mesma prova <strong>Capitães de Areia e Vidas Seca</strong>s, é quase certeza que haverá uma comparação entre as obras. “A secura de Capitães de Areia é a falta de atendimento social para as crianças abandonadas. Em Vidas Secas é a inexistência de apoio para esses pequenos agricultores, que acabam sendo derrotados pela seca”, conclui.</p>
Fonte: Shutterstock
Neste ano, o vestibular da Fuvest terá algumas mudanças em sua lista de leituras obrigatórias para a prova. Alguns dos clássicos deixaram de fazer parte da relação de livros e deram lugar a outras importantes obras da literatura brasileira, portuguesa e também angolana. As edições dos próximos dois anos também trarão novidades.


Você pode ler também:
» Fuvest 2017: manual do candidato já está disponível
» 4 livros para todo estudante ter na estante
» Todas as notícias de Educação


Til, de José de Alencar, Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e Sentimento do mundo, de Carlos Drummond de Andrade, saíram para dar lugar a três outras obras de leitura obrigatória.

Para o vestibular 2017, além de Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo), A Cidade e as Serras (Eça de Queirós), Capitães da Areia (Jorge Amado) e Vidas Secas (Graciliano Ramos), que já estavam na lista de obras do último vestibular, os alunos deverão fazer a leitura de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, Sagarana, de João Guimarães Rosa, Iracema, de José de Alencar, e Mayombe, do escritor angolano Pepetela.

Pensando nas mudanças, a Universia Brasil entrevistou o professor de literatura João Luís Machado, do Sistema Poliedro. A seguir, confira as dicas do educador sobre a obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

O autor

Para Machado, Graciliano é um autor que reproduz um realismo mais denso, com forte caráter social e de denúncia. “ Por ser nordestino e ter visto e vivido de perto situações parecidas com as expostas em Vidas Secas, Graciliano tem um ‘know how’ fora de série para tratar do assunto”, opina o professor.

Segundo ele, as narrativas de Vidas Secas estão um pouco relacionadas com a própria história do autor e à morte de alguns de seus familiares, que influenciaram diretamente na obra.

Machado ainda destaca que o forte aspecto social do livro está ligado ao fato de Graciliano ter sido militante do partido comunista. “No final da segunda guerra, Graciliano ingressa no partido comunista e passa a estar vinculado, inclusive, a Luís Carlos Prestes (famoso militante e comunista brasileiro) ”, contextualiza.

A obra

“Vidas Secas é um verdadeiro retrato em branco preto. Tiramos as cores da cena, pois a vida é dura, a terra não é fértil, a estiagem se prolonga por semanas, meses e até por anos inteiros e faz com que essas famílias tentem até resistir ou sobreviver naquele contexto árido, mas que depois de um certo tempo tenham que migrar e desistir, pois as cabeças de gado morreram, não há mais galinhas, os bodes e as cabras estão muito magros”, descreve o professor do Poliedro.

Segundo ele, em um determinado momento, a família (Fabiano, Sinhá Vitória, menino mais novo, menino mais velho e a cadela baleia) não consegue mais achar meios para resistir à força da natureza. “É amargo, uma condição de dor, de abandono e infelicidade, que segrega aquelas pessoas e gera a marginalização social”.

Para o professor, a Fuvest cobrará a obra partindo justamente do enfoque da tristeza e da secura daquelas vidas sertanejas, que vivem uma luta diária contra as agressões do ambiente e da natureza.

Além disso, segundo Machado, quando os vestibulares cobram em uma mesma prova Capitães de Areia e Vidas Secas, é quase certeza que haverá uma comparação entre as obras. “A secura de Capitães de Areia é a falta de atendimento social para as crianças abandonadas. Em Vidas Secas é a inexistência de apoio para esses pequenos agricultores, que acabam sendo derrotados pela seca”, conclui.


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