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A dislexia na sala de aula: qual a melhor forma de lidar?

      
 Dislexia não tem a ver com inabilidades intelectuais ou problemas emocionais
Dislexia não tem a ver com inabilidades intelectuais ou problemas emocionais  |  Fonte: Shutterstock

Você possivelmente já ouviu falar sobre a dislexia. O transtorno neurogenético – que é transmitido hereditariamente, faz com que até 7% da população brasileira apresentem dificuldade para interpretar, compreender ou memorizar o que lê – tem sido cada vez mais abordado nas escolas e as instituições têm se esforçado para detectá-lo o mais cedo possível. Mas qual é a melhor forma de lidar com a questão na sala de aula?

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Antes de mais nada, é importante frisar que a dislexia não tem a ver com inabilidades intelectuais ou problemas emocionais. Porém, estudos indicam que ela pode estar ligada à desnutrição e problemas com o desenvolvimento no cérebro ainda na infância. Tais informações são importantes para quebrar alguns preconceitos que ainda hoje vemos atrelados às pessoas que sofrem com o transtorno.

Romper preconceitos, aliás, é um dos primeiros passos a serem tomados dentro da sala de aula. É fundamental que o professor saiba quebrar estereótipos negativos ligados a esses alunos, isso ajuda socialmente e também dá a eles mais autoconfiança. A partir daí, cabe ao educador observar a faixa etária do aluno e encaixar técnicas de melhora de aproveitamento. Com as crianças pequenas, por exemplo, uma boa forma de ajuda é colocar pequenos cartazes com o conteúdo ou inserir jogos fonéticos no cotidiano do aprendizado. Tudo isso vai melhorar a disgrafia, outro transtorno que torna a leitura, a pronúncia e a escrita obstáculos para o aluno.

Apesar de mais conhecidas, a dislexia e a disgrafia não são as únicas dificuldades de aprendizado – que costumam ser mais recorrentes em homens – que podem ocorrer. A discalculia, por exemplo, está relacionada a tudo que envolve a matemática e os números. A boa notícia é que com o acompanhamento certo e a colaboração entre escola e família, o aluno pode aprender a conviver com a questão.

Além de jogos, é recomendado que os professores incluam leituras dinâmicas e diferentes diariamente. Dar aos alunos um pouco mais de tempo para responder perguntas e realizar testes também é uma forma de ajudar. Ao contrário do que parece, na verdade, não se trata de um benefício, mas sim um meio de aliviar a pressão do estudante, fazendo com que ele se concentre mais no exercício em questão do que na tensão para responder dentro do tempo calculado. Com o tempo, o educador pode inserir um vocabulário mais avançado e complexo nas lições. O uso da tecnologia também é uma boa ideia na hora de auxiliar alunos com dislexia. Busque jogos que desafiem o aluno e estimulem o desenvolvimento.

É IMPORTANTE RECONHECER

Não reconhecer tais distúrbios ou tratá-los como algo inferior – como preguiça ou incapacidade do aluno – prejudica não apenas os estudantes, mas também a educação como um todo. Para ser inclusivo e trabalhar junto, é preciso, antes de tudo, reconhecer que se trata de um transtorno e que requer atenção. Quanto mais cedo identificado o distúrbio e auxiliado, maiores as chances dessa criança de obter sucesso ao longo de sua vida acadêmica, evitando frustrações tanto nos estudos quanto em trabalhos futuros.


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