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Identidade de gênero na sala de aula: como apoiar alunos transgêneros

      
Temas envolvendo identidade de gênero devem ser conhecidos pelo professor
Temas envolvendo identidade de gênero devem ser conhecidos pelo professor  |  Fonte: Shutterstock

Cada vez mais questões como identidade de gênero estão sendo debatidas nos mais diferentes âmbitos da sociedade. Um dos principais meios de socialização do ser humano, a educação é uma das áreas que mais precisa compreender e se debruçar sobre o tema. Porém, apesar do que já é debatido, muitos alunos enfrentam dificuldades dentro e fora da sala de aula. Qual o papel do educador nessa questão e como ele pode ajudar?

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É comum que, em seu dia a dia, alunos transgêneros enfrentem dificuldades que vão desde bullying até o isolamento e a discriminação. Uma pesquisa realizada em fevereiro pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) apontou que 19,3% dos alunos em escolas públicas não gostariam de ter um colega de classe travesti, homossexual, transexual ou transgênero. Em casos assim, a presença e a atuação do professor é fundamental para criar um ambiente aberto à diversidade e inclusivo.

CONHECIMENTO É FUNDAMENTAL

Porém, antes de trabalhar para criar tal ambiente, o educador precisa compreender o que é identidade de gênero e como funcionam as variantes no comportamento de gênero. De acordo com um guia publicado pela Human Rights Campaign, o maior grupo de defesa dos direitos civis LGBT dos Estados Unidos, transgênero é um adjetivo que descreve alguém cuja a identidade de gênero é diferente da associada com o sexo com o qual nasceu.

É importante frisar que o gênero e a identidade de gênero é uma coisa e orientação sexual é outra. O gênero é a maneira como uma pessoa se relaciona com suas características físicas e com a sua identidade de gênero – como ela se sente internamente e em qual ela sente que se encaixa – a orientação sexual, por sua vez, tem a ver com a atração sexual que essa pessoa sente por determinado sexo.

Em geral, a identidade de gênero começa a ser percebida em crianças de dois anos. Muitas crianças transgêneras nessa fase passam a se vestir como o sexo oposto e expressam seu conflito por meio de frases como “eu sou uma menina/menino” ou “eu sou uma menina em um corpo de menino”, por exemplo.

A QUESTÃO MAIS A FUNDO

Muitos são os problemas pelos quais crianças que apresentam alguma variante no comportamento de gênero e boa parte deles acontecem no âmbito social. Muitas passam a se sentir isoladas, deprimidas, deixam de ir à escola e podem, quando mais velhos, desenvolver distúrbios e se envolver com álcool ou o uso de drogas. Por isso, é necessário que pais, escola e professores fiquem atentos a sinais e estejam abertos a compreender o que está acontecendo. Desencorajar tal comportamento ou fazer com que a criança o esconda pode ser extremamente prejudicial e faz com que todos percam a chance de dialogar sobre uma realidade que faz parte da atualidade.

COMO AJUDAR

Em 2015, uma resolução do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT), órgão vinculado à Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, recomendou que estudantes transgêneros possam escolher qual banheiro vão usar e o tipo de uniforme, além de ter seu nome social em processos administrativos como matrícula e boletim. Apesar de não ter força de lei, a orientação ajuda a facilitar a sociabilização dos alunos. Porém, nem todas as escolas a adotam.

Se medidas como as citadas dependem de um consenso maior, o professor pode agir a partir da sala de aula posicionando-se como um aliado e tornando o ambiente acolhedor. Inserir o tema no dia a dia acadêmico também é uma opção, isso dará a chance de outros alunos tirarem possíveis dúvidas. É fundamental que o educador respeite o aluno transgênero, tratando-o pelo pronome de sua preferência e inibindo qualquer bullying.

A questão do gênero e a ampla gama de aspectos que a envolve ainda deve gerar muitos debates na sociedade. O papel do ambiente escolar, por sua vez, é, além de ser um exemplo de respeito e integração, trazer o tema para seus alunos, explicando e promovendo o diálogo constante.


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