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Trabalho voluntário nas férias?

      
Fonte: Shutterstock

Marília Ferreira

Consultora na Ideia Sustentável, estratégia e inteligência em sustentabilidade. Ela assina a coluna semanal Aprendizagem Empreendedora na Universia Brasil

Ainda hoje me lembro muito bem da época em que era estudante universitária. Nas férias, sempre ia para a casa dos meus pais. Dali viaja um pouco, mas como as férias eram longas – dois meses inteiros – eu acabava passando bastante tempo na cidade onde fui criada.

Interior de Minas Gerais, sem shopping, sem cinema e nenhuma programação cultural, passava a maior parte do tempo em casa. Com tantas horas disponíveis – que eram gastas em sono, leitura e filmes – eu nunca havia pensado em fazer trabalho voluntário. Isso mudou no final da minha vivência universitária.

Mas por que fazer trabalho voluntário nas férias?

Não precisa, necessariamente, ser nas férias. Pode ser em qualquer época do ano. A vantagem é que nas férias não temos compromissos e pode ser interessante para conhecer novas pessoas. Experiências de voluntariado enriquecem nossa vida de várias maneiras, e uma delas é que traz benefícios à nossa vida acadêmica e, posteriormente, profissional.

Engrandece nossa visão de mundo

O primeiro dos benefícios é o potencial de engrandecer a nossa visão de mundo. Trabalhar voluntariamente requer um amálgama de qualidades e faz um bem danado a quem pratica e a quem recebe.

Talvez a motivação para começarmos a trabalhar voluntariamente seja o desenvolvimento pessoal ou o profissional. Eu acredito que, seja qual for o motivo, o esforço é válido e não apenas pelo resultado que ele trará. O processo todo transforma a nossa visão de mundo e ainda solidifica valores que são fundamentais para nós e nos constituem.

Anonimato para exercer a humildade na liderança. Os trabalhos, na maioria das vezes, são feitos anonimamente. Quase nunca há holofotes ao redor de quem trabalha voluntariamente. E isso pode se tornar um bom aprendizado. Além de fortalecer nosso lado altruísta, nos ajuda a exercitar a humildade – elemento muito importante no papel de um líder.

Há momentos na liderança em que precisamos ser bons coadjuvantes e permitir o desenvolvimento das outras pessoas do time, abrindo espaço para o reconhecimento por seu esforço. Em O Monge e o Executivo, James Hunter já dizia que a essência da liderança é a servidão.

É uma soma às habilidades acadêmicas

Toda e qualquer experiência de trabalho, mesmo que voluntário, enriquece o aprendizado acadêmico e o complementa. Abre espaço para a conexão entre a teoria e a prática, permite compartilhar experiências fora da sala de aula (o que colabora para tornar as aulas menos convencionais), estimula o olhar sistêmico e desenvolve a habilidade de trabalhar com diferentes pessoas, culturas e opiniões diversas.

Diferencial na contratação

Muitas empresas valorizam – e cada vez mais, outras tantas passam a valorizar – a experiência em trabalho voluntário no momento da seleção dos novos colaboradores. Principalmente para aqueles que almejam cargos corporativos nas áreas de responsabilidade social, governança corporativa ou relações institucionais e até comunicação, o relacionamento com comunidades e outros públicos externos passará a integrar suas atribuições. A habilidade para se aprimorar esse tipo de relacionamento pode começar a ser desenvolvida desde a faculdade, através do voluntariado.

Além de fazer o bem, que se multiplica, o trabalho voluntário pode ainda se tornar aquele momento EUREKA em que uma luz se acende sobre sua cabeça e você descobre uma verdadeira paixão que dará início a uma bela carreira. Portanto, não subestime o poder que uma experiência de voluntariado pode ter em sua vida!


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