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A melhor técnica para resolver a prova de inglês do Enem

      
A melhor técnica para resolver a prova de inglês do Enem
A melhor técnica para resolver a prova de inglês do Enem  |  Fonte: Universia Brasil
Cecília Melozi - Universia Brasil

Cecília Melozi

Fui professora de inglês. Agora, sou estudante de Jornalismo e faço estágio na Universia Brasil. Participo da série semanal Inglês 101. Inglês 101 significa o básico do inglês. O básico é saber aprender inglês da forma certa, sem sofrimento e com a menor quantidade de dificuldades possível. Por isso vou apontar a direção certa. Vamos começar?

Todos os anos, o Enem dá ao candidato duas opções de línguas estrangeiras: inglês e espanhol. São 5 questões de múltipla escolha que podem ser o alívio de algumas pessoas e o terror de outras. Pelo menos no caso do inglês, vale entender o que você pode esperar das questões para melhorar o seu desempenho.

Isso porque, diferentemente das outras matérias, a língua estrangeira tem a tradição de cair de forma muito parecida no exame. No Enem 2016, todas as questões de inglês, sem exceção, foram de interpretação de texto. Todas elas tinham o mesmíssimo modelo:

  1. Trecho de um texto em inglês (incluindo notícias, anúncios, poemas e textos científicos)
  2. Enunciado em português pedindo que o candidato demonstre que entendeu uma palavra ou trecho do texto
  3. Alternativas em português

O que pode prejudicar alguns candidatos são os temas escolhidos, e o vocabulário necessário para entendê-lo. Não dá para prever que tema o Enem vai escolher para os textos nessa edição de 2017, mas existe uma forma de se proteger de palavras desconhecidas. Vamos pegar o texto da questão 91 do Enem 2016 como exemplo:

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In November, researchers from the University of Wollongong in Australia announced a new bio-ink that is a step toward really printing living human tissue on an inkjet printer. It is like printing tissue dot-by-dot. A drop of bio-ink contains 10,000 to 30,000 cells. The focus of much of this research is the eventual production of tailored tissues suitable for surgery, like living Band-Aids, which could be printed on the inkjet.

However, it is still nearly impossible to effectively replicate nature’s ingenious patterns on a home office accessory. Consider that the liver is a series of globules, the kidney a set of pyramids. Those kinds of structures demand 3D printers that can build them up, layer by layer. At the moment, skin and other flat tissues are most promising for the inkjet.

"

O texto foi tirado do site da Discover Magazine, e fala sobre um tema com que muitos candidatos podem não ter familiaridade. E isso assusta. São várias palavras desconhecidas, uma atrás da outra, num momento em que as emoções já estão abaladas. O segredo para dar bem é tirar o foco disso. Ao invés de focar no que você não sabe, foque no que você sabe. A partir disso, use o seu poder de dedução.

Olhe de novo a primeira frase do texto:

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In November, researchers from the University of Wollongong in Australia announced a new bio-ink that is a step toward really printing living human tissue on an inkjet printer.

"

Os trechos grifados são os termos técnicos do texto. As partes que você provavelmente não vai entender porque são muito específicos. Mas mesmo sem saber o que elas significam, você ainda não está completamente perdido. Só com as partes de vocabulário comum já dá para entender que pesquisadores australianos anunciaram que vão imprimir alguma coisa.

Vamos examinar as palavras que estão gerando confusão:

Bio-ink: bio remete a biologia, alguma coisa a ver com vida.

Living Human Tissue: a palavra “human”, com sua semelhança assustadora a “humano” em português, confirma as suspeitas de que vida está envolvida. “Living” é uma conjugação do verbo “live”, que é viver. Portanto, alguma coisa humana viva.

Inkjet printer: “printer” é impressora. Então voltando para a frase, o anúncio dos cientistas deve ser sobre a impressão de algo vivo.

Portanto, a sua frase ficou assim:

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Em novembro, pesquisadores da Universidade de Wollongong na Austrália anunciaram uma nova coisa biológica que vai ajudar na impressão de alguma coisa viva humana numa impressora X.

"

Não ficou mais fácil de entender? Use a sua intuição e a semelhança entre as línguas ao seu favor. Apesar de toda a comoção envolvendo os falsos cognatos, na maioria das vezes se uma palavra parece uma coisa, ela provavelmente é.

Mas vamos ver o que o enunciado quer saber:

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O texto relata perspectivas no campo da tecnologia para cirurgias em geral, e a mais promissora para este momento enfoca o (a):

"

Não deixe o enunciado confuso te enganar, caso necessário, escreva do lado da questão de forma mais objetiva o que ele quer. No caso, ele só pergunta qual é a tecnologia de que o texto fala. Nós já sabemos que se trata uma impressora que produz alguma coisa viva. Vamos ver o que tem nas alternativas:

A) uso de um produto natural com milhares de células para reparar tecidos humanos.

B) criação de uma impressora especial para traçar mapas cirúrgicos detalhados.

C) desenvolvimento de uma tinta para produzir pele e tecidos humanos finos.

D) reprodução de células em 3D para ajudar nas cirurgias de recuperação dos rins.

E) extração de glóbulos do fígado para serem reproduzidos em laboratório.

De acordo com a nossa leitura, a C é a que faz mais sentido. Mas se você ler o resto do texto, vai perceber onde pode surgir a confusão nas outras alternativas. São mencionadas no texto palavras semelhantes para cada alternativa. Sem saber que ink é tinta, a B pode parecer bem tentadora. Mas a C está certa.

Por isso, a ideia é investir na ideia que parece mais provável. Se você entendeu o suficiente num lugar para concordar com uma alternativa, e nada para indicar que ela esteja errada, confie no seu instinto.

A dica é fazer a prova na ordem inversa: leia primeiro o enunciado, passe os olhos pelas alternativas, e só então leia o texto. Assim você faz uma leitura guiada, e é menos propenso a cair nas distrações da questão.


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