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O que é negócio social e como empreender com esse propósito? – Parte 3

      
O que é negócio social e como empreender com esse propósito? – Parte 3
O que é negócio social e como empreender com esse propósito? – Parte 3  |  Fonte: Shutterstock
Aprendizagem Empreendedora na Universia Brasil

Marília Ferreira

Consultora na Ideia Sustentável, estratégia e inteligência em sustentabilidade. Ela assina a coluna semanal Aprendizagem Empreendedora na Universia Brasil

Há cinco semanas começamos a falar sobre negócio social: o que é e quem está empreendendo com sucesso no Brasil e no mundo. Para fechar essa série vamos entender como construir um.

Empreender com um propósito social não significa abrir mão dos lucros. Na realidade, a extinção da lacuna entre o retorno financeiro e o social deve estar na missão deste tipo de negócio. As dificuldades se iniciam da mesma forma como em qualquer outro tipo de empreendimento: no financiamento das atividades. Para muitos, financiá-la inteiramente com dinheiro próprio é inviável. Para outros, captar investimentos também pode ser trabalhoso. Dar lucro é condição básica para acessar mercados financeiros tradicionais. Também não dá para contar exclusivamente com doações de indivíduos, com subsídios públicos ou com a generosidade de fundações filantrópicas.

Então, vamos conhecer alguns caminhos que pode ajudá-lo a alavancar o seu negócio social:

ATRAIR INVESTIDORES PELO MODO TRADICIONAL

Existem determinados negócios sociais que dão lucro o suficiente para atrair investidores. A venda de alimentos orgânicos, por exemplo, pode se tornar atrativa para os clientes que estejam dispostos a pagar mais por um produto que gera benefícios à sociedade. Mesmo que o serviço ou o bem seja ofertado ao consumidor de baixa renda – com a garantia de que o serviço ou bem oferecido seja mais acessível do que o de concorrentes – ele ainda pode gerar interesse de investidores para financiar a atividade. Este é um caminho tradicional, mas que pode funcionar para quem tem um plano de negócios estruturado que permita fazer variadas combinações de risco e retorno.

USAR DOAÇÃO FILANTRÓPICA COMO INVESTIMENTO

Ok, sabemos que na prática o modo tradicional de atrair investimentos é a forma mais difícil de alavancar um negócio social. Mas uma nova forma de pensar o investimento também está entrando em cena. Trata-se de lançar um olhar mais estratégico para a doação de entidades filantrópicas e percebê-la como um investimento. O doador não recebe um retorno financeiro, mas gera o benefício social. Veja um exemplo:

Suponha que sua organização necessite de R$ 100 mil, mas seu retorno é de apenas 5% sobre o investimento. Esse valor não é atrativo o suficiente para um investidor tradicional e provavelmente viria como doação de uma instituição filantrópica. Se você, ao invés de receber como doação os R$ 100 mil, pedir apenas a metade, o restante poderia ser usado para atrair o investidor com um retorno de 10%, ao mesmo tempo deixando a instituição filantrópica com R$ 50 mil para doar a outro projeto social (entenda melhor lendo este artigo aqui).

Para o doador, o retorno esperado é o benefício social e não o financeiro. Nesta nova engenharia financeira, o impacto que uma grande fundação poderia gerar, seria multiplicado.

Ainda que a estrada seja árdua, os empreendimentos sociais têm suas vantagens. O universo de investidores para este tipo de empreendimento é amplamente maior do que para empresas tradicionais. E tem também, as suas dificuldades. Uma delas é como medir e monitorar os resultados sociais, para que os investimentos se tornem mais eficientes. No esforço de resolver esse desafio, a Rockefeller Foundation junto a outros grandes investidores, criou a Global Impact Investing Network, uma organização sem fins lucrativos que desenvolveu o projeto Impact Reporting and Investment Standards (IRIS) , que pretende estabelecer critérios com uma meta financeira e outra social, especificando os itens que figuram em cada uma delas. Dessa forma, deram os primeiros passos para desenvolverem normas comuns para a divulgação de resultados sociais.

Agora, se você quer conhecer algumas iniciativas interessantes para ajudá-lo a abrir seu negócio social, confira a seguir organizações e aceleradoras que poderão te dar o impulso inicial:

Ashoka – organização mundial sem fins lucrativos e está presente em mais de 85 países. Realiza rigoroso processo de busca e seleção de empreendedores sociais, com etapas nacionais e internacionais. Ao tornarem-se Fellows Ashoka, esses empreendedores sociais passam a integrar uma rede mundial com intercâmbio de informações e disseminação de iniciativas.¬

Artemisia – é uma aceleradora que fomenta negócios de impacto social no Brasil disseminando o conceito, ofertando cursos, selecionando empreendedores sociais e, ainda, apoiando empresas e organizações alinhadas à sua missão.

Endeavor – seu site é bem completo e lá você irá encontrar informações sobre operação, pessoas, inspiração, além de várias leituras e vídeos para quem deseja empreender. Há, inclusive, uma aba exclusiva sobre capital. Vale conferir.

Phomenta – organização sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento das organizações e projetos sociais. É possível acessar recursos financeiros, caso seja selecionado, e trabalho voluntário.

Conhece alguma outra? Compartilhe! E se quiser continuar investigando, vale a pena ler esse post da Escola de Design Thinking. Até a próxima ;-)


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