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Lições de empoderamento feminino com Claire Underwood, de House of Cards

      
Lições de empoderamento feminino com Claire Underwood, de House of Cards
Lições de empoderamento feminino com Claire Underwood, de House of Cards  |  Fonte: Reprodução

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A quinta temporada de House of Cards, produção original Netflix, estreia nesta terça-feira (30). A série, que começou focando no ambicioso Frank Underwood (interpretado por Kevin Spacey) e sua luta por ter cada vez mais poder político, foi ganhando uma nova personagem principal com o desenrolar da história: Claire Underwood (interpretada por Robin Wright).

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Claire, personagem marcante e com a opinião forte, traz, para uma das principais produções da Netflix, temas que precisam estar cada vez mais em pauta: a ampliação dos direitos da mulher na sociedade e a equidade entre os gêneros.

Como House of Cards alcança milhões de espectadores, é de extrema importância que os assuntos apareçam, mesmo que de forma subentendida, em meio aos jogos políticos e a ambição de Frank – e, logicamente, de Claire.

1) LUGAR DE MULHER É ONDE ELA QUISER

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("Não apenas vista, quero ser significante")

Seja na série ou na vida real, Claire Underwood ou Robin Wright, mostra, constantemente, que a mulher tem total poder de escolha de decidir o que quer para a sua vida pessoal e profissional. À frente de uma empresa no início da série, Claire mostra que as oportunidades não devem ser limitadas aos papéis de gênero. Ou seja, que pode sim, como mulher, comandar uma organização.

Ter lideranças femininas é, de fato, extremamente representativo e importante para funcionárias de uma empresa. Infelizmente, ao menos no Brasil, a realidade ainda é diferente. Atualmente, mulheres correspondem no país a 43,8% de todos os trabalhadores. Mas, conforme aumenta o nível hierárquico do cargo, mais a participação feminina cai: elas representam 37% dos cargos de direção e gerência e, apenas, 10% dos comitês executivos no país.

2) ESPAÇO POLÍTICO TAMBÉM É UM DIREITO DA MULHER

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Falar sobre Claire Underwood também é falar sobre a atuação de mulheres na política. Conhecida apenas como “esposa do corregedor da Câmara” nos primeiros episódios, Claire passa a ocupar, com seu posicionamento e atuação no desenrolar da trama, cargos políticos de extrema relevância, mostrando a importância da representatividade feminina nesse cenário predominantemente masculino.

No Brasil, por exemplo, ainda é pequeno o número de mulheres a ocuparem cargos parlamentares. O país ocupa a 115ª posição no Ranking Mundial de Presença Feminina no Parlamento, dentre os 138 países analisados: há somente 9,9% de mulheres no Parlamento Federal Brasileiro.

O número vem crescendo – 87%, precisamente, entre janeiro de 1990 e dezembro de 2016 –, mas, seguindo a média, o país deve atingir igualdade de gênero no Parlamento Federal apenas em 2080.

3) PELO FIM DA DIFERENÇA SALARIAL

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Mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos no Brasil, de acordo com um levantamento realizado pela Catho. Já uma projeção ministrada pela Associação Americana de Mulheres Universitárias revelou que a diferença salarial de gênero só deve desaparecer no mundo em 135 anos.

Os dados divulgam, realmente, um cenário retrógrado e desanimador. Mas Robin Wright mostrou ao mundo que mulheres tem direito sim de reivindicarem seus direitos: a atriz, que tem a mesma importância do que Kevin Spacey para a trama, ameaçou levar a público que não recebia o mesmo salário do que o ator – exigindo que o pagamento fosse igualitário entre os dois.

O assunto, claramente, veio à tona, e alimentou ainda mais a necessidade de empresas extinguirem salários baseados em gênero e remunerarem seus funcionários com base em seus cargos profissionais.

4) MEU CORPO, MINHAS REGRAS

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A mulher e mais ninguém tem direito sobre seu próprio corpo. Por isso, cabe apenas a ela tomar suas decisões pessoais. Durante a quarta temporada, por exemplo, Claire é questionada por uma personagem se não se arrepende de não ter tido filhos. Em resposta, a protagonista questiona “e você? Se arrependeu de ter tido os seus?”.

A conversa revela um pensamento, infelizmente, ainda muito comum na sociedade: de que a mulher deve ser mãe para ser feliz. Mas, na verdade, a maternidade não deveria ser imposta às mulheres como uma obrigação ou uma pressão social, e sim como uma escolha de vida – que cabe, unicamente, à mulher, assim como todas as outras decisões tomadas em relação ao seu corpo.


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