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SALDO POSITIVO - Cuidado: conheça armadilhas que nos levam a comprar por impulso

      
SALDO POSITIVO - Cuidado: conheça armadilhas que nos levam a comprar por impulso
SALDO POSITIVO - Cuidado: conheça armadilhas que nos levam a comprar por impulso  |  Fonte: Universia Brasil
Andy de Santis - Universia Brasil

Andy de Santis

Educadora e consultora financeira. Ela comanda a série Saldo Positivo. Acompanhe!

Começo esse texto com uma pergunta: você já se arrependeu de ter comprado algo? Uma roupa que não caiu bem, um acessório que nunca saiu do armário, um celular que só trouxe problemas. Qualquer coisa! Seja logo ao sair da loja ou meses depois, todos nós já vivemos ou conhecemos alguma história de arrependimento por consumo impulsivo.

Comprar por impulso é mesmo uma tentação. As marcas usam tantas táticas para chamar a atenção e convencer o consumidor a levar seus produtos, que você precisa ser muito forte para resistir. Promoções exclusivas, logomarcas chamativas e até mesmo a luz cuidadosamente regulada nas cabines de provas de roupa: você pode não perceber, mas tudo é arquitetado para te incentivar a comprar.

As táticas são elaboradas por profissionais de neuromarketing, uma área que estuda o comportamento, impulsos e motivações de compra dos consumidores, a fim de gerar mais impacto na mente de clientes e, consequentemente, resultados de venda mais lucrativos para as marcas. Conhecer essas técnicas nos ajuda a ficar atentos na hora das compras.

AUTOCONHECIMENTO EM PRIMEIRO LUGAR

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Comprar por impulso significa adquirir produtos e serviços sem pensar, no “piloto automático”. Esse comportamento aumenta as chances de desperdiçar recursos com o que você não precisa.

Se isso acontece com frequência em sua rotina, vale a pena investir no seu autoconhecimento, afinal, para ter um consumo equilibrado, a mudança deve começar em si mesmo. Pode ser que tanto consumo esteja ocupando um vazio interior que você ainda não identificou.

Para combater a necessidade de comprar tudo o que vem à mente, o primeiro passo é conhecer os seus valores e suas prioridades. O que tem valor para você? O que faz você feliz de verdade, não apenas por alguns minutos? Perguntas como essas têm o poder de te fazer refletir e sair do automático.

Identificar seus sonhos e objetivos pessoais também ajuda nesse momento. Quem não define seus sonhos fica mais vulnerável às influências externas. Estabelecer um objetivo e um prazo para alcançá-lo, te incentivará a fazer um planejamento financeiro e a rever as compras que afastam você de sua meta. Afinal, quanto mais você ceder ao impulso, menos conseguirá poupar dinheiro para chegar lá.

CUIDADO COM O CARTÃO DE CRÉDITO

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O cartão de crédito é uma ferramenta muito útil para quem sabe usá-lo, pois permite concentrar compras em uma única data, acumular pontos e milhas e registrar tudo que compramos.

Por outro lado, ele tem uma característica arriscada. Compras no cartão separam, no tempo, as duas sensações que qualquer compra proporciona: a satisfação da compra e a frustração do pagamento. Quando compramos com dinheiro vivo, essas duas sensações vêm juntas, ou seja, o prazer de comprar acontece quase ao mesmo tempo que a frustração de pagar.

Como nas compras com o cartão, o pagamento sempre será realizado no mês seguinte ou em parcelas, ele incentiva as compras por impulso. Tome cuidado com essa armadilha. O preço do produto continuará sendo o mesmo e você continuará pagando o seu valor por meses, tendo o risco de não conseguir arcar com o custo em algum deles. Se perceber que está se desorganizando com as compras no cartão, evite usá-lo por algum tempo e comece a pagar no dinheiro ou débito.

... especialmente os oferecidos por lojas

Algumas lojas costumam oferecer cartões de crédito para seus clientes efetuarem as compras com condições especiais no estabelecimento e longos parcelamentos. Fique atento aos juros embutidos nesses financiamentos, pois muitas vezes, o desconto que você conseguiu no produto por ter o cartão da loja, acaba sendo anulado pelos juros que irá pagar.

NÃO VÁ ÀS COMPRAS QUANDO ESTIVER TRISTE

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Comprar nos traz uma sensação de satisfação. Por isso, não é indicado fazer compras quando se está triste ou com raiva de algo ou alguém. O sentimento de adquirir algo novo pode te enganar: se você não está bem, tende a se tornar mais suscetível a cair nas táticas de neuromarketing e gastar mais do que deveria.

Procure maneiras saudáveis e econômicas de liberar o stress. Passear no parque, ler um livro, praticar um esporte, meditar ou ouvir música podem lhe trazer a mesma (ou mais) satisfação do que gastar com itens que você não usará depois.

VOCÊ REALMENTE QUER ISSO OU ESTÁ SENDO INFLUENCIADO?

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Sabe aquele smartphone que acabou de ser lançado e todo mundo quer comprar? Ou aquele acessório que saiu na novela e todo mundo está usando? A indústria está sempre lançando produtos novos para atrair nosso desejo. Como somos influenciados pelo meio, nosso impulso nos diz para substituir o que já temos pelo modelo novo, por mais que tenhamos comprado um modelo parecido poucos meses atrás.

Lembre-se: trocar, repaginar ou mudar também significa gastar mais. Por isso, tome cuidado com as armadilhas da moda. Antes de sair comprando para seguir a tendência, questione-se se você realmente precisa do modelo novo ou se o antigo precisa mesmo ser trocado. Refletir um tempo sobre a compra pode te fazer mudar de ideia e poupar suas economias.

A PROMOÇÃO VALE REALMENTE A PENA?

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O principal chamariz de um estabelecimento são as promoções. Uma das táticas mais conhecidas das lojas é colocar o valor da parcela em destaque no lugar do preço total do produto, nos fazendo pensar que comprá-lo não será tão difícil – e caro – assim.

Outra artimanha bastante utilizada é não arredondar o preço dos produtos. Por exemplo, a loja coloca que uma blusa custa R$ 299,99. Quando vemos esse preço, nosso cérebro considera apenas a primeira centena e processa que o preço está mais perto dos 200 reais, do que de R$ 300.

A dica nesse caso é sempre fazer contas, observar juros embutidos, comparar preços e, se tiver o valor à vista, negociar com o vendedor. Aproveite a crise no comércio e barganhe!

A OPORTUNIDADE DE COMPRA NÃO VAI EMBORA

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Muitas lojas utilizam a tática de que é a “última oportunidade” de você adquirir determinado produto. Preocupados, consumidores acabam comprando na hora, com medo de não achar mais no mercado. Essa técnica de criar senso de urgência é muito usada e leva você a tomar decisões precipitadas.

Se o produto não for limitado, no entanto, pode ter certeza que você conseguirá encontrá-lo dias depois. Você não está perdendo uma oportunidade nesse caso, e sim adiando a compra para quando puder arcar com ela.


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