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Exemplo de Redações Nota 10 Enem: #6 Trabalhos análogos à escravidão

      
Exemplo de Redações Nota 10 Enem: #6 Trabalhos análogos à escravidão
Exemplo de Redações Nota 10 Enem: #6 Trabalhos análogos à escravidão  |  Fonte: Universia Brasil

O principal objetivo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao avaliar a redação de um estudante é saber se ele tem visão crítica e sabe como desenvolvê-la. Ao pedir temas mais polêmicos, ele faz com que o participante explore ainda mais essa capacidade. Veja um exemplo de redação com tema polêmico e prepare-se para a redação do Enem 2017.

A professora e coordenadora de Redação do Curso Poliedro, Gabriela de Araújo Carvalho, comenta parágrafo a parágrafo o texto.

Tema da redação:
Trabalhos análogos à escravidão

RedaçãoCorreção comentada
Em pleno século XXI, trabalhos análogos à escravidão ainda são realidade no Brasil. Nesse contexto, a impunidade em áreas agrícolas mal fiscalizadas somada ao projeto retrógrado de mudança do conceito de “trabalho escravo” perante a lei são, atualmente, os principais desafios ao combate dessa prática. Assim, o Estado deve, em conjunto com a população, intensificar as medidas contra essa exploração para garantir a liberdade e a dignidade de todos.A apresentação do tema é clara e bastante objetiva. A tese segue a mesma linha, sendo bem delimitada e mostrando duas causas que contribuem para a manutenção do problema; esta estrutura ajuda a orientar o desenvolvimento dos raciocínios posteriores.
No Brasil, as áreas rurais são as que possuem números mais elevados de trabalho escravo, pois, isoladas, geralmente são submetidas a uma fiscalização mais precária. Assim, tal como os coronéis gozavam de poder e da autonomia locais na República Velha, os atuais latifundiários detêm esse privilégio, visto que lhes falta um Estado forte que coíba a exploração da mão de obra. Nesse contexto, os trabalhadores ficam subordinados a esses grandes proprietários e distantes de qualquer mecanismo que garanta seus direitos constitucionais.O raciocínio desenvolvido corresponde à primeira parte da tese e é bastante consistente, inclusive por traçar paralelos com áreas diversas do conhecimento para compor sua análise. O repertório sociocultural produtivo próprio da competência 2 é, assim, assegurado.
Além dessa má fiscalização, que resulta em impunidade, outro desafio a ser superado é a relativa omissão do Estado no que tange ao problema. Há, no Congresso, um projeto de lei que visa minimizar o conceito atual de “trabalho escravo”, associando-o somente a casos em que há cerceamento à liberdade do indivíduo e excluindo situações em que este é submetido a condições degradantes ou jornadas exaustivas. Assim, o novo projeto é prejudicial, pois negligencia as proteções constitucionais do trabalhador e seus direitos básicos enquanto ser humano.O parágrafo corresponde à segunda parte da tese e também apresenta um olhar crítico para o assunto. Além disso, o candidato reforça o desrespeito aos Direitos Humanos quando se pensa na manutenção do problema, reforçando sua gravidade.
Portanto, para reduzir a incidência de situações análogas à escravidão no país, o Ministério do Trabalho deveria divulgar mais, por meio das tecnologias de comunicação, os canais diretos de denúncia dessa prática, como o CONTAG. Além disso, ONG’s, como a “Repórter Brasil”, que lutam pelo fim do trabalho escravo, poderiam, junto à população, pressionar o poder público para que o novo projeto de lei não seja aprovado. Desse modo, o trabalhador teria seus direitos respeitados e a fiscalização das áreas de exploração seria mais efetiva com o auxílio da sociedade civil. Portanto, para reduzir a incidência de situações análogas à escravidão no país, o Ministério do Trabalho deveria divulgar mais, por meio das tecnologias de comunicação, os canais diretos de denúncia dessa prática, como o CONTAG. Além disso, ONG’s, como a “Repórter Brasil”, que lutam pelo fim do trabalho escravo, poderiam, junto à população, pressionar o poder público para que o novo projeto de lei não seja aprovado. Desse modo, o trabalhador teria seus direitos respeitados e a fiscalização das áreas de exploração seria mais efetiva com o auxílio da sociedade civil.

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