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Interessado na área da saúde? Veja por que estudar enfermagem!

      
estudar enfermagem
A enfermagem é uma das profissões mais antigas e belas do mundo  |  Fonte: iStock
O trabalho de enfermagem é um dos mais antigos do mundo e a profissão só evolui. Se você acha que o curso de enfermagem pode ser o certo para você, é importante ter mais informações sobre a profissão e o curso, e com certeza você vai estar mais confiante para fazer essa decisão.

O surgimento da enfermagem


O exercício da enfermagem nos moldes que conhecemos hoje é relativamente recente. As práticas intensivas de cuidados com doentes ganharam procedimentos e métodos mais estruturados somente a partir do século XIX. Foi em 1859 que a enfermeira Florence Nightingale fundou a primeira escola dedicada ao ensino da profissão, na Inglaterra.

Florence viria a aprofundar-se no estudo da enfermagem depois de servir ao governo inglês em diversos conflitos armados. Nas incontáveis guerras do século retrasado, muitos militares acabavam morrendo por não receberem cuidados, seja por ferimentos ou pelas doenças que os atingiam nos campos de batalha insalubres.

Contudo, desde que o ser humano passou a se organizar em sociedade, a enfermagem está presente, afinal, a assistência ao enfermo é a grande missão a que o enfermeiro se dedica. Por isso, é uma especialidade que alia, como poucas, ciências biológicas, humanas e exatas.

O que faz o enfermeiro?


Compromisso com a vida. Esta é uma das frases que mais caracterizam a missão dos profissionais de saúde, como é o caso dos enfermeiros.

Quem atua na área costuma trabalhar ao lado de outros profissionais da área da Saúde, como médicos e psicólogos visando sempre beneficiar ao máximo a saúde dos pacientes. O trabalho desses profissionais se dá por meio da coleta de informações sobre o estado de saúde, além de colaborarem com a higiene, alimentação e curativos dos mesmos.

Os locais de atuação do enfermeiro são bem distintos. Há espaço em hospitais e em clínicas, mas também no ambiente domiciliar, como é o caso dos cuidadores de idosos, contratados para darem atenção total a uma pessoa que se encontra debilitada, seja por causa da idade avançada ou por problemas de saúde.

O profissional que se forma em enfermagem também pode atuar com a gestão de projetos voltados para a saúde. Essa é a pessoa que pode se envolver na criação de novos protocolos em hospitais, por exemplo, ou algum novo projeto social do local de trabalho.

O enfermeiro também precisa ter uma boa comunicação interpessoal, para que conquiste a confiança dos pacientes. Como o ambiente hospitalar e médico de um modo geral tende a assustar muitas pessoas, é importante que esse profissional faça com que a experiência de uma consulta ou uma internação torne-se algo menos sofrido.

O curso de enfermagem


O curso de enfermagem é um dos preferidos dos estudantes brasileiros em busca de ingressar na faculdade. O tempo mínimo para conquistar o diploma de Enfermagem é de 4 anos.

Além de disciplinas da Biologia, é comum que os estudantes tenham aulas de Psicologia, para saberem lidar melhor com os pacientes, Administração e Noções gerais sobre enfermagem, por exemplo.

Ao longo do curso, os estudantes têm a oportunidade de realizar trabalhos práticos, sempre supervisionados, para que possam começar a ter contato com pacientes e saber como solucionar os problemas de cada um deles com os conceitos e bases teóricas que adquiriu em sala de aula.

Após a graduação, o profissional recém-formado poderá se especializar em uma das categorias agrupadas em três áreas, conforme a resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) nº 581/2018. Na área I, os campos de atuação são:

  • saúde coletiva;
  • saúde da criança e do adolescente;
  • saúde do adulto (saúde da mulher e saúde do homem);
  • saúde do idoso;
  • urgência e emergência.


Na área II, o foco é a gestão; enquanto, na III, é ensino e pesquisa.

De acordo com o Cofen, em 2020, no Brasil, 565.458 enfermeiros exerciam a profissão. Por outro lado, mais dados da entidade ajudam a entender um pouco do mercado de trabalho para esses profissionais. Embora as últimas pesquisas divulgadas sejam de 2013, elas apontam para uma taxa de desemprego de apenas 5,9%, ou seja, menos da metade do que os atuais 11,6% para a população em geral.

Enfermeiro, técnico ou auxiliar?


Quem quer atuar na área de Enfermagem pode optar por ser enfermeiro(a), técnico(a) de enfermagem ou auxiliar de enfermagem. Confira as características de cada uma dessas profissões:

  • Enfermeiro:
Exige um diploma de bacharelado em enfermagem, que normalmente tem duração de cinco anos. Este profissional possui a capacidade para lidar com diferentes tipos de casos médicos e coordenar técnicos e auxiliares de enfermagem. Desfruta de remuneração mais alta, sendo a média salarial no Brasil pouco mais de R$ 3.000.

  • Técnico de enfermagem:
É preciso um curso técnico de enfermagem, que normalmente dura dois anos e tem como pré-requisito o ensino médio completo. O profissional atua em casos de média e alta complexidade, sob a supervisão de um enfermeiro, e pode lidar com pacientes em situação grave. A média salarial do técnico de enfermagem é de cerca de R$ 1.700.

  • Auxiliar de enfermagem:
Também necessita de curso técnico, com duração de pouco mais de um ano, com o pré-requisito de ter completado o ensino fundamental. Atua em casos de baixa complexidade e sua média salarial é de cerca de R$ 1.500.

Se você pensa em se tornar um(a) enfermeiro(a), saiba mais sobre a graduação em enfermagem e veja os cursos que se destacam no Brasil, a seguir.

O que considerar ao escolher o curso?


A popularidade dessa formação não é uma surpresa, afinal, a enfermagem é a maior categoria profissional da área da saúde no Brasil e, segundo o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), está presente em todos os municípios do país, nos setores público, privado, filantrópico e de ensino.

Para ser enfermeiro(a), é indispensável concluir um bacharelado em enfermagem. O curso vai preparar os estudantes para a atuação na área, com disciplinas de diversos campos do conhecimento que são essenciais para a profissão, como Ciências Biológicas e Psicologia, além de projetos de pesquisa, de extensão e estágio.

As disciplinas e os projetos que permitem que os estudantes entrem em contato com pacientes e conheçam na prática a profissão são considerados vitais para a enfermagem, o que torna o ensino à distância ainda muito pouco aceito na área.

Ao concluir a graduação, o profissional estará pronto para trabalhar em hospitais e centros de saúde públicos e privados, laboratórios, consultórios, domicílios, instituições sem fins lucrativos, entre outros.

As melhores graduações do país


De acordo com o Ranking Universitário Folha de 2018, as 10 melhores instituições de ensino para fazer um curso de enfermagem no Brasil são:

  • Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG);
  • Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
  • Universidade de São Paulo (USP);
  • Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ);
  • Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP);
  • Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC);
  • Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP);
  • Universidade Federal da Bahia (UFBA);
  • Universidade Federal do Ceará (UFC);
  • Universidade de Brasília (UNB).


Embora as universidades públicas tenham obtido as melhores avaliações no ranking, a pesquisa “Perfil da Enfermagem no Brasil”, realizada pelo Cofen, revela que a maior parte dos enfermeiros brasileiros (57%) se formou em instituições privadas. Se você também tem interesse em se candidatar para instituições do setor privado, veja algumas que se destacam na classificação da Folha:

  • 29ª posição - Universidade Paulista (UNIP);
  • 31ª posição - Centro Universitário São Camilo (SÃO CAMILO);
  • 34ª posição - Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE);
  • 35ª posição - Universidade de Marília (UNIMAR);
  • 36ª posição - Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (EMESCAM)

Perspectivas salariais e de trabalho


De acordo com o portal Glassdoor, o salário médio de um enfermeiro com nível superior, no Brasil, é de R$ 4.098. Perceba que nas grandes capitais e nos hospitais que são referência nacional de atendimento, o salário do enfermeiro chega a ser o dobro.

As jornadas de trabalho são geralmente bastante longas, com muitos plantões de 24 horas e turnos dobrados. Assim, você precisa certificar-se de que realmente tem aptidão para a carreira escolhida e considerar o salário como apenas um dos critérios a serem avaliados, não o principal.

Enfermagem ou Medicina?


Para um leigo, estabelecer a diferença pode ser difícil, dadas as aparentes semelhanças entre as funções. No entanto, uma avaliação mais criteriosa torna claro que é apenas uma questão de aparência.

Enfermeiros e médicos, na prática, são dois profissionais cujas atividades se complementam, sem nenhuma relação de subordinação. Quando atuam em sinergia, o maior beneficiado é o paciente, que deve ser o centro de todas as atenções.

Cabe ao médico, junto ao paciente, investigar as causas das enfermidades, elaborar diagnósticos e prescrever tratamentos conforme as necessidades individuais. Por outro lado, o enfermeiro irá cuidar da assistência do paciente.

Ao colocar na balança medicina ou enfermagem, você deverá estar pronto para abraçar uma carreira com muitos desafios e que, não importa a escolha, o colocará diante de situações às vezes muito duras. Está preparado?

Conheça a opinião de profissionais


Cuidar das pessoas é a principal função do enfermeiro. Necessário em qualquer clínica ou hospital, esse profissional precisa estar atento às necessidades dos pacientes para recuperar e promover a saúde deles.

A coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), Ivone Camada, ressalta que a responsabilidade do enfermeiro não é somente administrativa. “Os alunos devem perceber que a assistência, baseada em conhecimentos científicos, é o mais importante. O papel do enfermeiro não é simplesmente técnico”, afirma.

A coordenadora do curso no Centro Universitário de Brasília (Uniceub), Jaqueline Linhares, conta que as principais vantagens da abordagem mais generalista são a organização e a unificação das áreas de ensino sobre saúde pública e hospitalar dentro da graduação. “O aluno tem que adquirir competências mais amplas”, garante.

“Ver as crianças saírem boas e ter a certeza de que pude ajudar um pouco na sua recuperação é a melhor recompensa do trabalho como enfermeira”, resume Vanessa Cristina de Paula Rodrigues, que atua no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O mais difícil da profissão é prestar assistência sem se apegar. “É inevitável criar algum vínculo com o paciente”, pondera.

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