text.compare.title

text.compare.empty.header

Notícias

O Brasil no ranking mundial de educação

      
O Brasil ocupa as últimas posições no ranking mundial de educação.
O Brasil ocupa as últimas posições no ranking mundial de educação.  |  Fonte: iStock

Este exame foi criado em 2000 com o objetivo de fazer um mecanismo de avaliação do ensino básico em todo mundo. Esta iniciativa da OCDE é aplicada a cada três anos nos países que optam por aderir ao método e é composta de provas de matemática, ciências e leitura, aplicada na língua materna do aluno.


No Brasil, a prova é oferecida apenas para alunos sorteados, na faixa etária entre 15 e 16 anos, dentro jovens estudantes de escolas públicas ou particulares. A instituição que coordenada a aplicação deste exame internacional no Brasil é o INEP, a mesma responsável pela elaboração do ENEM, o que não significa que as provas sejam similares.


O exame PISA


O exame PISA abrange as três áreas do conhecimento, mas a cada edição, há um destaque especial para uma delas, sendo que também são incluídas novas competências dentro do escopo das áreas do conhecimento. 


Em 2000, o exame começou com foco em leitura, tal qual ocorreu na última edição de 2018. Esta edição ainda não teve seu resultado divulgado, o que está planejado para ocorrer em 3 de dezembro de 2019. As próximas edições, previstas para 2021 e 2024, serão centradas, respectivamente, em matemática e ciências. 


Um aspecto interessante do Pisa é que o exame se reinventa a cada edição, aprimorando o conteúdo cobrado e introduzindo novos conceitos dentro das áreas de conhecimento propostas. Por exemplo, em 2015, incluiu-se a educação financeira, que também foi expandida em 2018. Já para 2021, está prevista a inclusão de pensamento criativo e, em 2024, será testada a capacidade de aprendizado em um mundo digital.


O teste é dividido em cadernos separados por unidades temáticas que buscam avaliar o aprendizado do aluno estimulando-o a pensar a partir de um texto escrito ou da interpretação de dados extraídos de quadros, tabelas, gráficos ou figuras. É possível consultar apenas algumas questões do teste divulgadas, mas é possível notar que o formato é bem diferente do que estamos acostumados nas escolas brasileiras.


O formato das provas abrange tanto questões de múltipla escolha, como dissertativas, em provas com duas horas de duração, que são combinadas também a um questionário que os alunos devem preencher detalhando aspectos de sua vida escolar, familiar e aprendizagem. O objetivo é traçar um perfil abrangente do ensino no país.


A posição do Brasil no ranking mundial de educação


Desde sua primeira participação no exame, o Brasil ocupa as últimas posições no ranking mundial da educação, que é formado a partir do resultado da aplicação do teste. Na edição de 2015, última com resultado divulgado, mais de 23 mil alunos do país prestaram o exame e seus resultados não foram animadores:


  • Leitura: 61ª posição.

  • Ciências: 65ª posição.

  • Matemática: 67ª posição.

  • Ranking geral: 68ª posição, com uma média de 377 pontos. 


A média total de todos os países que prestaram o exame em 2015 ficou em 490 pontos, o que é ainda muito superior à média brasileira. Nos anos anteriores, o resultado foi semelhante, com países como Argentina, Albânia, Chipre, Indonésia e Tailândia ocupando posições na frente do Brasil.


Possíveis soluções


O resultado do exame é visto por muitos educadores como um reflexo do cenário da educação brasileira e, diante deste resultado constante, há uma proposta de reestruturar a forma como o ensino é dado em sala de aula.


Entre as principais sugestões que buscam causar um grande impacto na educação estão:


  1. Mudança do formato das aulas - Hoje, predomina nas escolas brasileiras o ensino expositivo, onde os professores explicam o conteúdo para os alunos, sem instigar que eles próprios encontrem as respostas para suas dúvidas. Um ensino que fomente a busca ativa pelo conhecimento, a partir uma aprendizagem baseada em projetos, envolve a criança desde cedo na construção do seu processo de estudo e fomenta o pensamento crítico e as habilidades essenciais para o exercício da cidadania.

  2. Incorporação da tecnologia - Ao promover essa integração, como já ocorre em países como a Finlândia, que é a uma referência no setor educacional, a escola utiliza uma linguagem que é familiar ao aluno promovendo seu engajamento das atividades de estudo.

  3. Investir na educação infantil - O ensino de base deficiente, especialmente quando é suprido nos anos seguintes, acaba comprometendo todo o processo de aprendizado do aluno, que carrega uma lacuna elementar para o ensino das matérias básicas que compõem o currículo escolar brasileiro.


Tags:

Aviso de cookies: Nós usamos cookies próprios e de terceiros para melhorar os nossos serviços , para análise estatística e para mostrar publicidade. Se você continuar a navegar considerar a aceitação de seu uso nos termos estabelecidos nos Política de Cookies.