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Desalentado, desocupado ou subocupado? Entenda esses termos!

      
O desemprego tem apresentado quedas tímidas nos últimos anos, enquanto a informalidade continua crescendo no Brasil.
O desemprego tem apresentado quedas tímidas nos últimos anos, enquanto a informalidade continua crescendo no Brasil.  |  Fonte: iStock

Atualmente, o Brasil tem 12,5 milhões de desocupados, 7 milhões de subocupados e 4,7 milhões de desalentados. Mas o que significam, afinal, todos esses termos, tão comuns nas frequentes pesquisas sobre a situação do emprego e do desemprego no país? Entenda melhor o que são essas categorias e saiba mais sobre os dados atuais do Brasil quando o assunto é trabalho.

Desalentado, desocupado, subocupado e outros termos: entenda!

Desocupado

Desocupados são aqueles que não estão trabalhando, mas continuam em busca de uma vaga, ou seja, desempregados à procura de um emprego.

Subocupado

Subocupados são todos aqueles que trabalham menos de 40 horas semanais e gostariam de ofertar mais horas de trabalho.

Desalentado

Esta é uma categoria especial de desempregados: são pessoas que não estão trabalhando e que, embora queiram trabalhar, desistiram de procurar vagas, pois não acreditam que vão encontrar emprego.


De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tratam-se de pessoas que desistiram de procurar emprego devido a diversas condições: falta de experiência ou qualificação, idade (serem demasiado jovens ou idosas), falta de oferta de trabalho no local onde residem ou impossibilidade de conseguir um trabalho adequado.


Neste último caso, temos como exemplo desempregados que não conseguem encontrar uma vaga que compense o abandono de outras ocupações: por exemplo, pessoas responsáveis por crianças ou idosos na família e que não encontram vagas com salários mais altos do que o valor que gastariam para contratar um enfermeiro ou cuidador.

Dados atuais do Brasil: o desalento fora de controle

Embora nos últimos dois anos o desemprego tenha caído, a diminuição do número total de desempregados de 12,7 milhões para 12,5 milhões foi bem pequena em relação ao que se esperava após a reforma trabalhista de 2017. Segundo o Boletim de Políticas Sociais: Acompanhamento e Análise, do Ipea, a tímida queda do desemprego entre 2017 e 2018 deve-se principalmente ao crescimento dos empregados sem carteira assinada e dos trabalhadores autônomos. Os assalariados em situação de informalidade chegaram a 11,4 milhões no terceiro semestre do ano passado.


Ao mesmo tempo, aumentou também a dificuldade em sair do desemprego, bem como o tempo de permanência no desemprego. A partir de 2015, cresceu significativamente a parcela de desempregados que está há mais de dois anos em busca de vagas.


No último ano, por sua vez, a mudança quanto ao desemprego foi quase inexistente. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou uma taxa de desocupação de 11,8% nos meses de julho a setembro de 2019. No mesmo período de 2018, ela foi estimada em 11,9%. Enquanto isso, o número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada continuou a crescer, tendo atingido 11,8 milhões de pessoas em setembro de 2019.


A taxa de desalentados também permaneceu estável, o que é um grande problema, especialmente para os jovens. Afinal, nos últimos cinco anos, o número de desalentados de até 24 anos de idade triplicou no Brasil. Hoje, quase 5% da população economicamente ativa se encontra no grupo do desalento, o que totaliza quase 5 milhões de pessoas.

A cara do desalento

De acordo com uma pesquisa divulgada em setembro de 2019, mulheres jovens, negras ou pardas e com baixa escolaridade são as principais afetadas pelo desalento no Brasil. Na pesquisa, os motivos dados pelos desalentados para a desistência de procurar emprego foram:


  • Falta de trabalho no local onde residem (63%);

  • Falta de trabalho adequado (20%);

  • Idade (10%);

  • Falta de qualificação ou experiência (8%).

O que fazer com o desalento?

Embora a falta de qualificação e experiência seja o motivo menos comum de desalento entre as principais razões citadas, investir na qualificação pode ser o primeiro passo para quem quer deixar essa condição.


Como a maior parte dos desalentados tem baixa escolaridade, a educação, especialmente tratando-se de cursos profissionalizantes, pode ser uma forma de retornar ao mercado de trabalho. O Pronatec e o Pronatec Voluntário, assim como os cursos gratuitos do Sebrae são algumas das opções que os desempregados têm disponíveis no país para seguir esse caminho.


Ao mesmo tempo, é essencial que novas medidas sejam tomadas pelo governo, tanto em prol das oportunidades de profissionalização de desempregados quanto da geração de novas vagas de empregos formais no mercado de trabalho.


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