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Dicas de português: o que você precisa saber para não errar mais

      
dicas de português
A tecnologia pode ser uma grande aliada da língua portuguesa.  |  Fonte: iStock

O português é um idioma complexo, com muitas regras e várias exceções, além de alterações ortográficas recentes, que costumam complicar a nossa vida na hora de escrever. Mas com um pouquinho de dedicação, é possível dominar a língua e diminuir as dúvidas e erros que parecem perseguir nossa fala e escrita

 

Em provas, concursos e entrevistas de emprego, é essencial escrever e falar bem, sem erros gramaticais. Por isso, disponibilizamos aqui um guia com dicas de português, esclarecimento de dúvidas e indicações de ferramentas que podem ajudar o seu aprendizado. Vamos lá?

Preste atenção aos 11 erros de português que você não pode mais cometer!

Por mais que a gente estude, leia e treine, algumas dúvidas e deslizes no português insistem em acontecer. Porém, isso pode – e vai mudar! Com a curadoria do Professor Sérgio Duarte, apresentamos aqui 11 dúvidas comuns de português que levam a erros que você não pode mais cometer.

1. Comprimento ou cumprimento?

Ambas as palavras existem, contudo, têm significados diferentes. A confusão resulta do fato de possuírem grafia e pronúncia semelhantes (ou seja, são palavras parônimas).

 

“Comprimento” se refere à extensão de algo (junto às outras dimensões, que são largura e altura). Já “cumprimento” é o ato de cumprimentar alguém (fazer uma saudação ou um elogio) ou, ainda, de cumprir (realizar) algo.

 

Exemplos:

 

  • A mesa tem dois metros de comprimento.

  • Receba meus cumprimentos por sua promoção.

  • O cumprimento da ética é fundamental a todos os profissionais.

2. Meio-dia e meio ou meio-dia e meia?

Ao expressarmos horários como 7h30, dizemos "sete e meia", pois a lógica é: "sete horas mais meia hora". Ou seja, "sete horas mais metade de uma hora". No caso de 12h30, temos:

 

  • 12h: meio-dia (metade de um dia);

  • 30 min: meia hora (metade de uma hora).

 

Assim como não dizemos "sete e meio" para 7h30, também não devemos dizer "meio-dia e meio" para 12h30. Portanto, diga sempre "meio-dia e meia", "meia-noite e meia".

 

E atenção ao hífen em "meio-dia" e "meia-noite" no caso de horários, ok? Isso não ocorreria, por exemplo, em "demorei meio dia para escrever o projeto", pois, aqui, não se trata de horário.

3. Concerto ou conserto?

A regra é clara: concerto é um espetáculo musical e conserto é forma do verbo consertar (reparar) e também o substantivo (reparo).

 

Exemplo:

 

  • Chopin compôs diversos concertos para piano.

  • O conserto do meu carro vai demorar duas semanas.

  • Seu violino está com problemas? Providencie o conserto dele para poder usá-lo no próximo concerto.

4. Viajem ou viagem?

“Viagem” é o substantivo; refere-se ao ato de partir de um lugar a outro.

 

Exemplos:

 

  • Espero que faça uma ótima viagem.

  • A viagem foi cansativa.

 

“Viajem” é uma forma do verbo viajar.

 

Exemplos:

 

  • Espero que todos viajem bem.

  • Talvez meus vizinhos viajem e me peçam que cuide de seu gato.

5. Falta ou faltam duas pessoas?

Em "falta duas pessoas", o sujeito de falta é pessoas (duas pessoas faltam), assim como o sujeito de “chegou” é meus amigos.

 

Portanto, o correto é faltam duas pessoas (porque duas pessoas faltam) e chegaram meus amigos (porque meus amigos chegaram).

 

Atenção especial a verbos que, aparentemente, não exigem sujeito, como existir, ocorrer e constar, por exemplo. Como raramente são utilizados na ordem direta, preste atenção:

 

  • Existem lugares lindos no Brasil. (E não "Existe lugares lindos...").

  • Ocorreram alguns problemas no processamento. (E não "Ocorreu alguns problemas...").

  • Constam informações divergentes no seu questionário. (E não "Consta informações...").

6. Por que ou porque?

Há uma falsa ideia de que se deve utilizar “por que” nas perguntas e “porque” nas respostas. Na verdade, usamos “por que” (separado) por haver uma palavra implícita: por que motivo, por que razão. Use esse critério, independentemente de se tratar de uma pergunta ou não.

 

Exemplo:

 

  • Não sei por que ele ainda não chegou. (Não sei por que motivo ele ainda não chegou).

  • Por que ele ainda não chegou? (Por que motivo ele ainda não chegou?).

 

Nessa mesma linha de raciocínio, usa-se “por que” quando há equivalência a “pelo qual” (e variações).

 

Exemplo:

 

  • Esse é o motivo por que não queria falar com você (o motivo pelo qual).

  • Eis as razões por que ninguém votou nele (as razões pelas quais).

 

Quando é conjunção (liga orações), “porque” é grafado como uma só palavra e sem acento. Também aqui não interessa se a frase é interrogativa ou não:

 

  • Ele não veio porque estava doente.

  • Ele não veio porque estava doente ou porque não quis?

7. Interveio ou interviu?

Intervir significa interceder, interferir. Se dissermos, por exemplo, que a polícia intercedeu no caso ou que o diretor deverá interferir na questão, não ficará difícil imaginar a ação de vir. E é justamente esse o modelo de conjugação do verbo intervir.

 

Pense nas formas do verbo vir e aplique-as todas ao verbo intervir: eu venho/intervenho; ela veio/interveio; se ninguém vier/intervier, etc.

 

Exemplo:

 

  • Não intervim na briga porque não os conheço.

  • Talvez fosse melhor que o governo não interviesse em questões particulares.

8. Houveram ou houve problemas?

Este é um dos erros de português mais comuns. Ele ocorre porque as pessoas fazem uma falsa inferência a partir de casos como:

 

  • Chegaram vários documentos.

  • Constam algumas falhas no seu projeto.

 

Nos casos acima, “chegaram” e “constam” concordam respectivamente com “vários documentos” e “algumas falhas” porque, de fato, esses termos são o sujeito dos verbos (vários documentos chegaram e algumas falhas constam). Mas isso não se aplica ao verbo haver no sentido de existir, acontecer, realizar-se.

 

No nosso exemplo, “problemas” não é sujeito de haver: haver é verbo impessoal e, portanto, não varia conforme a pessoa. Se seguíssemos a lógica de “problemas houveram”, poderíamos dizer “hão problemas”!

 

Assim, o verbo haver será impessoal e não concordará com o sujeito nos casos em que significar existir, acontecer, realizar-se:

 

  • Há problemas.

  • Houve problemas.

  • Haverá problemas.

  • Haveria problemas.

9. Mal ou mau?

Em muitos lugares do Brasil, a pronúncia das palavras “mal” e “mau” é idêntica, criando confusão na escrita. Embora semelhantes na língua falada, cada uma delas tem funções diferentes. Por isso, são classificadas como homófonas, ou seja, se assemelham apenas na sonoridade.

 

Para que a interpretação textual fique mais fácil, vale lembrar a regra básica: “mal”, como advérbio, é o oposto de “bem”, e ambos são usados em resposta a “Como…?”. Na dúvida, troque “mal” por “bem”: se fizer sentido, estará correta a utilização de “mal”. Exemplos:

 

  • Ele dança mal (como ele dança? Ele não dança bem; dança mal).

  • Os candidatos que falam mal a língua inglesa serão descartados (falam mal / bem).

 

Podemos observar com facilidade que ninguém "dança bom", nem "fala bom a língua inglesa". Ficou claro agora?

 

Se “mal” é advérbio e se opõe a “bem”, “mau” é adjetivo e é o oposto de “bom”, associando-se semanticamente a "ruim". Na dúvida, troque “mau” por “bom” e verifique se o resultado faz sentido.

 

Exemplos:

  • O mau tempo inviabilizou o jogo (mau / bom tempo).

  • A causa do mau ensino são maus professores ou maus alunos? (mau / bom ensino).

 

Tenha cuidado com casos capciosos:

  • Incorreto: não foi contratado porque tinha mau português.

  • Forma culta: não foi contratado porque falava mal o português.

 

Lembre-se: “mal” também pode ser substantivo, tendo equivalência a algum tipo de mazela, doença ou sofrimento, assim como pode ser utilizado como conjunção, significando “quando”, “logo que” ou “assim que”. Veja exemplos:

 

  • Devemos evitar todo o mal.

  • Mal deixei a mochila na mesa, fui repreendido pela professora.

 

Além disso, preste atenção a alguns casos específicos, que frequentemente levam ao erro:

  • O certo é “bom humor” e “mau humor”;

  • no entanto, o correto é “bem-humorado” e “mal-humorado”;

  • o hífen também se aplica a “mau-caráter”.

10. Existe de menor e de maior?

Na norma culta, quando nos referimos à maioridade de uma pessoa, dizemos:

 

  • Ele é maior de idade. / Ele é menor de idade.

  • Ele é maior. / Ele é menor.

 

Não há razão para dizer "ele é de maior", pois não se diz "ele é de maior de idade". O mesmo vale para "menor".

11. Seção, sessão ou cessão?

A confusão vem do fato de seção, sessão e cessão serem palavras homófonas, ou seja, têm a mesma pronúncia, mas grafias diferentes. Vamos lá:

 

  • Seção é uma parte; relaciona-se a dividir, seccionar (ou secionar, tanto faz).

  • Sessão é uma apresentação, espetáculo ou reunião.

  • Cessão vem do verbo ceder (dar; desistir em favor de alguém).

 

Sempre que possível, procure associar a palavra a outra de seu mesmo universo semântico (de sentido) e, assim, encontrará a letra correta: seccionar/seção; ceder/cessão.

 

No caso de sessão, a palavra deriva do latim sessio (ação de sentar-se), daí seu uso com situações em que, em princípio, as pessoas se sentam.

 

Exemplo:

  • De qual seção do jornal você gosta mais, política ou esportes?

  • Haverá uma sessão extra do filme à meia-noite.

  • A reforma agrária acarretará a cessão de terras a pequenos agricultores.

Confira dicas de ortografia em aplicativos

As dúvidas e erros apresentados acima são apenas alguns dos mais comuns entre os inúmeros deslizes que os falantes do português frequentemente cometem. Por isso, deixe as redes sociais de lado e aproveite toda a tecnologia e praticidade do seu smartphone para estudar a nossa língua, tirar dúvidas de português e conhecer e evitar outros muitos erros, principalmente de ortografia.

 

Veja três excelentes apps gratuitos para baixar agora mesmo:

1. VOLP

O VOLP é um aplicativo da Academia Brasileira de Letras (ABL) que tem como objetivo esclarecer as dúvidas dos usuários acerca dalíngua portuguesa. Trata-se de uma ferramenta de consulta e pesquisa no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), onde quase 400 mil verbetes estão disponíveis para consulta via tablet ou smartphone.

 

O aplicativo permite uma navegabilidade fácil porque autocompleta as palavras digitadas. Assim, quando o usuário começa a escrever algo, logo surge uma lista de possíveis interesses, o que torna a pesquisa mais rápida. Além disso, é possível aumentar o tamanho da letra para tornar a leitura mais fácil. Os verbetes apresentam a ortografia oficial da língua portuguesa e apresentam classificações gramaticais.

 

O app pode ser baixado para Android no Google Play e iOS na App Store.

2. Michaelis Guia Prático da Nova Ortografia

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 ainda é motivo de confusão para você? Não se preocupe, você não é o(a) único(a). Pensando nas dificuldades que este acordo inflige aos seus falantes, a marca de dicionários Michaelis lançou um aplicativo disponível para iOS e Android, o Guia Prático da Nova Ortografia. Com essa ferramenta, é possível acessar de forma prática e rápida as alterações introduzidas na ortografia da língua portuguesa.

3. Dicionário Priberam

Com o aplicativo do Dicionário Priberam, você terá um excelente dicionário da língua portuguesa, além de 12 dicionários de tradução, na palma da sua mão. Tudo o que você precisa fazer é baixar o aplicativo e usar a sua conexão à Internet para acessar as 133 mil entradas lexicais do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP). Disponível para Android.

Descubra se você já está craque no português

Quando você se dedica a estudar a língua portuguesa e começa a dominá-la, esse conhecimento se torna parte do seu cotidiano. É possível que você comece a notar erros de ortografia ou digitação em tudo o que lê – e acompanhar comentários na Internet pode se tornar uma atividade penosa, já que os maiores “crimes” contra a língua portuguesa costumam estar nesses espaços.

 

Por outro lado, haverá cada vez menos erros na sua escrita e até mesmo na sua comunicação oral, e você vai arrasar nas provas de português que encontrar pela frente, seja no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), seja na faculdade ou em um concurso! Responda a estas 10 perguntas e descubra se você já virou um nerd do português:

 

1. Você tem mais de um dicionário na sua mesa de trabalho?

2. Você é a pessoa que todos procuram quando têm dúvidas de português?

3. Você se pega corrigindo erros gramaticais em tudo o que lê?

4. Você tem aflição de gente que escreve "vc", "kero" e "pq"?

5. Você interrompe alguém no meio de sua fala para corrigir erros de português?

6. Você sente um incômodo nos ouvidos quando alguém fala “menas”, “o alface” ou “houveram problemas”?

7. Você sente um arrepio quando vê um “mais” no lugar de “mas” ou “a” em vez de “há”?

8. Você nunca comete erros de regência, mesmo quando está conversando com os seus amigos?

9. Você sabe que muçarela se escreve com “ç”?

10. Você tem vontade de corrigir acentos e vírgulas sempre que estão errados?

 

Se você respondeu sim à maioria dessas perguntas, então parabéns! Você já se tornou um nerd do português – e não há mais volta!

 

Quer testar mais um pouco o seu conhecimento? Existe um aplicativo para isso também: o Quiz de Português permite que você avalie e também aperfeiçoe o seu conhecimento da língua portuguesa enquanto se diverte. Você pode baixá-lo na App Store ou no Google Play.

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Divida o seu conhecimento de português com amigos e familiares. Ao ensinar, você também aprende! Corrija, explique com humildade e esclareça dúvidas com paciência. Além disso, compartilhe com eles este artigo. Assim, mais pessoas terão acesso a dicas de português essenciais para um uso mais adequado da nossa língua.



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