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"Escola mais perigosa do mundo" é vizinha de militantes do Estado Islâmico

      
Fonte: Shutterstock

Em um cenário de guerra, ao som de explosões e tiros de artilharia pesada, Fauzia Mukhtar Abeid dá aula para sua turma de meninas muçulmanas em uma escola na região de Bengasi, na Líbia. O lugar fica situado bem no front de batalha com o grupo extremista Estado Islâmico (EI), e é alvo de bombardeios constantes.

 

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Em entrevista à rede de notícias BBC, Fauzia Abeid disse ter muito medo dos ataques e que, recentemente, a mesquita ao lado do colégio foi alvo de um bombardeio. Além disso, combatentes do Estado Islâmico ficam escondidos em um prédio em ruínas a menos de 1km do pátio da escola.

 

Em maio de 2014, quando a região viveu dias de intensa ofensiva militar, na tentativa de dispersar as milícias extremistas da região, a escola fechou as portas, fazendo com que as crianças de famílias mais ricas se mudassem de colégio, enquanto as mais pobres ficaram longe das salas de aula.

 

Em dezembro do ano seguinte, a escola voltou a funcionar, após muito esforço das famílias e professores para reconstruir o prédio, que havia sido bombardeado e saqueado durante os confrontos. Apesar da reforma, a estrutura da instituição continuou inadequada e na mira dos extremistas, fazendo com que muitos professores abandonassem seus cargos. No entanto, as crianças decidiram continuar a frequentar as aulas.

 

A professora Fauzia também contou à BBC que a reabertura da escola foi uma tentativa de trazer de volta à região um pouco de normalidade, apesar da guera, para que possam seguir em frente. “Precisamos de um futuro para nosso país, de paz e segurança. Basta, não precisamos de mais guerra”, desabafou.


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