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Estudante do MIT usa matemática para criar origamis incríveis

      
Yongquan Lu ao lado de seus origamis tridimensionais
Yongquan Lu ao lado de seus origamis tridimensionais  |  Fonte: Massachusetts Institute of Technology

Você já imaginou que a matemática poderia ser a matéria prima de uma obra de arte? O estudante do Massachusetts Institute of Technology (MIT) Yongquan Lu sim! Apaixonado por origami, técnica japonesa de esculturas em papel, mais conhecida como dobradura aqui no Brasil, Lu viveu sua infância em Cingapura, onde cresceu cercado por folhas de papel colorido.

 

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Para ele, os pequenos retângulos de papel utilizados para fazer as peças representam infinitas possibilidades de criar arte usando a matemática. Por meio de seus cálculos e fórmulas, Lu consegue produzir belíssimas esculturas tridimensionais, sem precisar usar nenhum tipo de material, além do papel.

 

No MIT, o estudante está cursando uma graduação dupla em matemática aplicada à engenharia elétrica e ciência da computação que, segundo ele, são suas outras duas grandes paixões. Antes de ser aprovado em um dos mais importantes institutos de tecnologia do mundo, Lu frequentou um acampamento de matemática no Canadá, que o influenciou diretamente na escolha da carreira.

 

Apesar da paixão pelo estudo dos números, o matemático artista não se sentia completo aplicando seus conhecimentos somente em projetos no computador. “Eu amo todo o tipo de matemática que estou fazendo aqui no MIT”, explica “Mas eu também sinto a necessidade de fazer algo um pouco mais material e ser capaz de construir coisas às quais posso aplicar minhas técnicas de artesanato”, conta.

 

A arte da matemática

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Antes de entrar no ensino superior, Lu foi convocado para prestar serviços militares em seu país. Durante o período que serviu ao exercito, o jovem desenvolveu uma nova técnica de origami, na qual trançava tiras de papel colorido, cortadas bem estreitas, para conseguir criar peças em padrões geométricos tridimensionais bastante complexos.

 

Quando começou a estudar ciência da computação, ele percebeu que poderia criar um programa capaz de automatizar o processo artesanal de sua arte. O estudante se juntou com o professor Erik Demaine, que faz pesquisas sobre algoritmos no Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT, para criar o programa que o ajudaria a calcular quantas tiras de papel e qual o tipo de trançado necessários para criar o padrão geométrico desejado.

 

Depois de uma série de testes bem-sucedidos, Lu disponibilizou o programa online para o público e já recebeu mensagens de pessoas que estão usando sua invenção para criar outros tipos de arte.

 

Dividindo a paixão

Após a consolidação de seu projeto, o estudante criou o OrigaMIT, o grupo de origami do MIT, que já conta com 10 participantes, preocupados em criar peças complexas de arte em papel e espalhar a cultura do origami pela comunidade. O grupo conta com workshops públicos semanais e organiza oficinas para alunos do Instituto relaxarem durante o período de provas finais. “Nós acordamos todos os dias às seis da manhã para preparar tudo e é muito bom ver todas essas pessoas, das mais diversas áreas do MIT, nos acompanhando”, conta orgulhoso.

 

Futuro profissional

Com formação prevista para maio deste ano, o estudante artista acabou de ser aceito para uma vaga em uma empresa que desenvolve projetos com uma impressora 3-D. Entre os produtos feitos pela MarkForged estão técnicas para imprimir peças em materiais como fibra de carbono e fibra de vidro.

 

Para lu, a empresa é o casamento perfeito entre sua profissão e os trabalhos manuais. “Eu adoro codificar, programar e construir coisas bonitas, mas também é um prazer para mim concluir um projeto que eu possa segurar com minhas mãos”, conta o artista apaixonado.


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