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Trabalhos voluntários são diferenciais para cursar uma graduação no exterior, diz especialista

      
Fonte: Shutterstock

Planejamento financeiro, preparação intelectual e envio da documentação exigida pela universidade são alguns dos passos que devem ser seguidos pelos estudantes que desejam cursar uma graduação no exterior. Segundo a Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), associação focada em mobilidade internacional, em 2014, 233 mil brasileiros realizaram algum tipo de intercâmbio de estudo para o exterior.

 

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Segundo o diretor da agência de intercâmbios CI – Intercâmbio e Viagem, Humberto Costa, a experiência cultural costuma ser um motivador para que os estudantes busquem por uma graduação no exterior, aliada ao desejo por boas oportunidades profissionais.“Uma cultura diferente acaba trazendo todo o respaldo que ele precisa para poder ingressar no mercado”, explicou.

 

Para conseguirem alcançar seus objetivos, no entanto, os estudantes precisam demonstrar muita garra e bom desempenho no processo de admissão. Costa conta que alguns dos pré-requisitos mais comuns para o processo admissional, principalmente para universidades norte-americanas e canadenses, são a realização da prova SAT (Scholastic Aptitude Test) e do teste de proficiência TOELF. O SAT funciona como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com o objetivo central de nivelar os candidatos em um patamar de conhecimentos básicos. A prova aborda questões sobre a língua inglesa e matemática. Para classificar a avaliação, Costa diz que o SAT “trabalha com a interpretação de textos, a análise crítica, vocabulário, gramática. Na parte de matemática, abordam conceitos básicos como trigonometria, geometria, regra de três”.

 

Além disso, é comum que as universidades solicitem outros documentos. Segundo Costa, eles podem ser referentes a dados escolares, uma carta de referência de professores e atividades extracurriculares, capazes de demonstrar o engajamento do estudante. “Ele não é analisado só como um bom aluno, mas também pelo o que ele faz fora da sala de aula, essencial para torná-lo mais especial e qualificado para determinada instituição”, conta.

 

Dentre as atividades extracurriculares, uma que merece destaque, para o Diretor da CI, é a realização de trabalhos voluntários. “Mostra muito a vontade e contribuição com a comunidade, tornando o aluno um cidadão melhor. Os processos admissionais veem esse gesto como uma dedicação do aluno, que tem um cuidado maior com a sociedade, além de estudar”, conta.

 

O que fazer para conseguir cursar uma graduação no exterior?

Durante o processo de preparação para cursar uma graduação no exterior, Costa defende a importância de identificar as universidades com as quais o aluno terá maior identificação, baseando-se no contexto de vida de cada um deles. Para que esse processo seja possível, explica que “é preciso analisar os objetivos da família e do aluno, o curso, e as possibilidades de carreira para ser bem-sucedido. Alguns intercambistas procuram uma experiência de vida, outros um status acadêmico”.

 

Após a escolha de quais instituições serão os alvos dos estudantes, é preciso começar o processo de estudos para os exames admissionais. “A melhor dica de todas é que o aluno se prepare com bastante antecedência. É preciso se aprofundar nas pesquisas, identificar os pontos fortes e fracos de cada graduação, quais os documentos necessários, os prazos”, diz o Diretor da CI - Intercâmbio e Viagem.

 

Além disso, defende que haja organização financeira e para que o aluno consiga adquirir todos os conhecimentos necessários para ser aprovado. Segundo Costa, “os brasileiros sempre buscam as melhores opções e almejam uma bolsa de estudos para poder reduzir os custos, mas consegui-las não é algo corriqueiro. Existe um investimento, porque a maior parte das universidades cobra uma mensalidade a alunos internacionais. Então a preparação financeira deve ser levada em conta” conclui.


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