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Mulheres são maioria em cursos de doutorado no exterior

      
Fonte: Shutterstock

Um estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) apontou que as mulheres são maioria entre os brasileiros que saem do País para fazer um curso de doutorado.

 

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Em 2014, o público feminino representava mais de 60% dos estudantes que viajaram ao exterior em busca do título de doutor. No entanto, as profissionais com doutorado ainda estão em desvantagem em relação à remuneração, recebendo 16,5% a menos que os homens. Outro dado apresentado na pesquisa é que 71,4% dos doutores têm um emprego, enquanto apenas 48,82% das doutoras estão ativas no mercado de trabalho.

 

O estudo mapeou o cenário brasileiro e descobriu que, de 1970 a 2014, o País contabilizava um total de 14.173 doutores com formação em instituições internacionais, sendo a maioria (59%) composta por homens. Em 1970, primeiro ano mapeado pela pesquisa, apenas 12 brasileiras haviam conseguido seu título de doutora no exterior. A partir de 2012, a situação começou a mudar, com o número de mulheres superando o de homens.

 

Desigualdade salarial

Segundo o estudo, as mulheres com formação em doutorado no exterior ganham, em média, R$ 15.239,12 por mês, enquanto os homens recebem um salário aproximado de R$ 18.250,49. Em entrevista à Agência Brasil, a assessora técnica do CGEE Sofia Daher explica que a diferença se dá, principalmente, pela posição que as mulheres ocupam na empresa, já que são minoria em cargos de gerência.

 

Doutorado e remuneração

Além das diferenças entre homens e mulheres, a pesquisa mostrou que doutores formados no exterior ganham mais do que os que receberam seus títulos no Brasil, contabilizando uma diferença superior a R$ 3.400,00. Os que estudaram em instituições do Estados Unidos ou Grã-Bretanha são ainda mais valorizados, superando países como Itália e Argentina.


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