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“Inovar não requer grandes investimentos financeiros”, diz especialista

      
Fonte: Shutterstock

A inovação dentro da sala de aula é um tema altamente debatido e que ainda encontra barreiras para ser implementado em diversas instituições de ensino. Para Vera Cabral, curadora da feira Bett Brasil Educar 2016, maior evento educacional da América Latina, inovar é essencial, já que traz resultados gratificantes, potencializando a qualidade do ensino e dos conteúdos absorvidos pelos estudantes.

 

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Um ponto muito defendido é que quando o aluno se envolve de fato com o processo de aprendizado, deixando a postura passiva de lado, os resultados educacionais são muito melhores. “O formato de aula tradicional não tem nada a ver com a realidade do jovem. Ele passa o dia inteiro conectado, dando respostas rápidas e, de repente, tem que chegar em uma sala de aula e ficar parado olhando o professor falar. Isso é totalmente desestimulante”, opina.

 

O papel do professor

 

Esse novo cenário de intensa interação online promoveu, portanto, uma mudança no protagonismo em sala de aula, em que o aluno tem acesso irrestrito a conteúdos e informações na rede, podendo acessá-los sem o auxílio do professor. Apesar disso, o papel do docente se tornou ainda mais relevante, já que somente alguém com experiência e conhecimentos aprofundados poderá fazer uma curadoria desse conteúdo, selecionando, somente, o que é relevante para o aprendizado em sala de aula.

 

Para Lucia Dellagnelo, doutora em educação e desenvolvimento humano pela Universidade de Harvard, a função do professor, agora, é a mesma de um mentor, fazendo a mediação e a colaboração na co-construção de conhecimento entre os alunos. “Os docentes precisam entender que não são mais os detentores do saber, mas que devem promover uma reflexão e análise crítica sobre os conteúdos e, principalmente, ajudar o aluno a progredir no processo de aprendizagem, usando várias ferramentas”, explica.

 

Tecnologia e Inovação

 

Ao falar sobre inovação, é comum que a tecnologia seja a primeira ferramenta associada a ela. No entanto, não é somente esta quem determina o grau de inovação dentro de uma sala de aula. Vera explica que, embora seja um facilitador para a aprendizagem, não pode ser aplicada sozinha – e sem critérios – para que as mudanças no processo educacional sejam notadas.

 

Segundo Lucia Dellagnelo, “a tecnologia tem que promover novas formas de ensinar e aprender, sendo incorporada no processo pedagógico como uma ferramenta que permita ao professor, por exemplo, desenvolver várias atividades ao mesmo tempo em sala de aula, trabalhando com grupos de alunos, e principalmente estimulando a colaboração entre estudantes que estejam em diferentes níveis de aprendizagem”. Para a doutora em Harvard, a tecnologia funciona como uma catalisadora de processos pedagógicos e sua simples presença na sala de aula não gerará uma nova forma de ensinar.

 

A inovação não necessariamente está ligada à tecnologia, porém a última é um super estimulador à medida que dá recursos para modificar a dinâmica da aula e estabelecer metodologias envolventes”, explica Vera Cabral. Além disso, ressalta que é importante mudar também o conceito de disciplina. Segundo ela, uma sala barulhenta, por exemplo, pode ser um sinal de participação e não desorganização, deixando claro que os estudantes estão agindo ativamente no processo de aprendizado individual.

 

Há também a questão da permissão do uso dos smartphones em classe, tema que, segundo Lucia Dellagnelo, ainda gera muitas discussões. “Se o celular for usado para atividades educativas, faz todo sentido liberá-lo em sala de aula. No entanto, é claro que o professor deverá proibir o aluno de entrar nas redes sociais e outras atividades distrativas”, opina.

 

Inovar é aproximar

 

A escola também precisa se aproximar da rotina do estudante para fazer sentido. Para Vera, “o aluno não deve se preparar psicologicamente para ir pra a escola e ter uma postura completamente diferente da que adota no mundo em que está inserido. Isso diz respeito a como a escola tem que se reinventar”.

 

A inovação, para fazer com que o estudante se sinta cada vez mais próximo à escola, costuma acontecer aos poucos, por meio de professores que estão dispostos a assumir os riscos das mudanças. “Inovar não requer grandes investimentos financeiros, requer pensar, se reposicionar em termos de como você vai fazer a transformação daquele aluno”, explica a curadora da Bett Brasil Educar 2016.

 

Além disso, ressalta que inovação não é sinônimo daquilo que ainda não existe. Para ela, o importante é saber mudar a rotina dentro das salas de aula, mesmo que seja modificando padrões que já existindo, podendo então chamá-los de inovação. “A tecnologia, por exemplo, é um catalizador para que você possa fazer coisas que não necessariamente são tão novas, mas que podem mudar o dia a dia dentro da sala de aula”, exemplifica.

 

Embora considere a inovação de extrema importância dentro das escolas, Vera reconhece que ainda há barreiras a serem enfrentadas, principalmente porque, segundo ela, essas instituições tendem a ser mais conservadoras do que outras. “Acho que há uma falta de estímulo para inovar, porque, no fundo, a ideia é que se faça o mesmo sempre, já que é algo mais garantido. Inovação sempre traz riscos”, conclui.

 

Serviço - Bett Brasil Educar 2016: 


Data: 18 – 21 de maio
Local: São Paulo Expo, Exhibition & Convention Center
Site oficial: https://www.bettbrasileducar.com.br/ 
Contato: contato@bettbrasileducar.com.br ou (11) 3372-7272 R: 0050


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