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5 livros que não caem no vestibular, mas você não pode deixar de ler

      
Fonte: Universia Brasil

Dia 10 de junho é comemorado o Dia da Língua Portuguesa, em homenagem à morte do poeta Luís Vaz de Camões, que se tornou um expoente da literatura lusófona após escrever a epopeia Os Lusíadas.

 

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Camões é um dos autores obrigatórios nas aulas de Literatura das escolas brasileiras, assim como Fernando Pessoa, Machado de Assis e Eça de Queirós. Além disso, todos esses escritores são cobrados nas grandes provas de vestibular do País, sendo essencial que os alunos conheçam muito bem suas obras, o movimento literário a qual pertencem e seu estilo de escrita.

 

No entanto, será que basta aos estudantes lerem somente os grandes clássicos cobrados em exames? Para provar que o aluno deve ir além das leituras obrigatórias, e sugerir uma lista imperdível de obras escritas em língua portuguesa, a Universia Brasil entrevistou o professor João Luís de Almeida Machado, do Sistema Poliedro.

 

Os melhores livros que não caem no vestibular

 

• Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago (1995)

“É uma obra que questiona a nossa própria capacidade de olhar ao redor e perceber as pessoas, ao fazer alusão a uma epidemia de cegueira branca, que estaria atingindo a todos em uma cidade. Ele (Saramago) faz um alerta por meio de metáforas, criando uma fantasia que não está distante da realidade, já que muitas vezes não enxergamos as pessoas ao nosso redor”.

 

• Mad Maria - Márcio Souza (1980)

“Trata sobre a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, na região Norte do País, mostrando um pouco do contexto local, dos trabalhadores, da floresta, das doenças típicas da região, como a Malária. É uma obra com caracterização histórica, mas que é bem acessível e gostosa de ler. Ela retrata uma região pouco explorada nos nossos vestibulares, que é o Norte do País”.

 

• Cidade de Deus - Paulo Linz (1997)

“É uma obra incrível, em que foi feita uma leitura do contexto da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, durante o momento do seu estabelecimento como bairro da periferia, distante do centro urbano carioca. Ela mostra a acomodação de uma população carente e o surgimento dos núcleos criminosos, com pequenos roubos, que depois se transformam em grupos consolidados de traficantes. O livro é forte e com uma linguagem densa”.

 

• Romanceiro da Inconfidência - Cecília Meireles (1953)

“É uma obra que já fez parte de listas de vestibulares, mas nunca cobrada com muita frequência. Ela traz todo o histórico da Inconfidência Mineira, mas de uma maneira mais lírica e versada. Ela é de uma inteligência e soberba imensas, além de ser tocante, pois mostra a história dos grandes poetas que estiverem envolvidos na luta, o próprio Tiradentes, o histórico do ciclo que antecedeu a luta, principalmente o ciclo do ouro. Eles são todos narrados em verso pela Cecília de uma forma brilhante. É uma obra prima”.

 

Não é Língua Portuguesa, mas deve estar na sua estante...

 

• Frankenstein - Mary Shelley (1818)

Para completar a lista, o professor do Poliedro sugeriu um livro de literatura inglesa, com diferentes adaptações para o português. “No geral, (Frankenstein) é uma obra que traz nas entrelinhas a questão da evolução científica, vivida entre o final do século 19 e início do século 20. A criação do monstro é uma alusão às inovações e questiona os limites da ciência. É possível fazer um paralelo com os dias de hoje, pensando em clonagem, tecnologia e outros assuntos que estão sempre na mídia. Ela foi escrita por Mary Shelley, quando tinha 19 anos, após uma aposta com outros escritores".



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